Meditação de Pôr do Sol de 25/11/2016 por Sonia Regina F. Gomes
24/11/2016
Meditação de Pôr do Sol de 02/12/2016 por Thatiana Taborda Lucksch
29/11/2016

Comentários da Lição 10 (4º Trim/2016) por Flavio Reti

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A IRA DE ELIÚ

-Na lição anterior ficou claro que Deus escolheu o melhor caminho
-Todos sofrem, existem dificuldades, mas Deus previu tudo isso
-Se houvesse outro caminho melhor, Deus teria seguido por ele
-E aí temos: 3 amigos acusando Jó e Jó se defendendo, se justificando
-Nenhum deles usando a palavra como diz Provérbios 25:11-13
-“Como maçãs de ouro em salvas de prata é a palavra dita a seu tempo”
-Não parece que aqueles três amigos estavam fazendo o trabalho de satanás, acusando?
-Satanás é o acusador desde o princípio, aliás, um mentiroso desde o princípio

DOMINGO – Consoladores Miseráveis – 27 de novembro
-O livro de Jó é um tanto repetitivo, mas sempre tem alguma coisa boa
-Traz um conhecimento formado no extremo do sofrimento humano
-O livro dá condições para discutirmos a natureza de Deus
-Virou um ambiente de discussão do caráter de Deus
-E nos ajuda a enxergar grandes enganos quanto à natureza de Deus
-Eles falavam bonito, defendendo o que se supunha como era Deus
-Deus não precisava de defensores naquele momento e daquele tipo
-Sem querer eles estavam acusando uma pessoa inocente
-Criou-se ali uma situação ideal para acusação sem provas
-Aqui está a lição: Nunca acusar sem provas, podemos estar enganados
-Eles acusavam sem provas tentando arrancar alguma confissão de Jó
-E o inimigo apostava que Jó perderia a integridade se perdesse as bênçãos
-Mas Jó foi um instrumento, usado por Deus, para derrotar satanás

SEGUNDA – A Entrada de Eliú – 28 de novembro
-Agora aparece um quarto amigo que deveria ser dali de perto, porque estava ouvindo
-Provavelmente o mais novo, porque esperou que todos falassem
-Outra lição: Respeitar a maturidade dos mais velhos e só falar depois
-Os 3 anteriores também ficaram calados quando Eliú falou.
– Outra lição aqui: “Quando um burro fala, os demais murcham as orelhas”
-Esse quarto homem, Eliú, resolveu repreender a todos, inclusive Jó novamente
-As coisas vão se complicando, agora já são 4 acusadores contra 1 se defendendo
-Até que, em certo ponto, eles desistiram de ficar acusando
-Mas Jó não desistiu de se defender e dizer que Deus era justo
-Todos eles até aqui defendiam a Deus – como se Deus precisasse de defensores
-Eliú repreende a todos e se torna mais um acusador, apenas mais acirrado
-Ao todo foram 9 discursos de Jó e 9 de seus amigos

TERÇA – Eliú defende a Deus – 29 de novembro
-Quem era esse Eliú? Jó 32:6 diz que era buzita (filho de Buz)
-Gen.22:21-23 diz que Buz era filho de Naor, irmão de Abraão
-Então podemos situar a saga de Ló nos dias de Abraão
-O que de novo trouxe Eliú para o jogo de argumentos?
-Melhorou o debate, trouxe algo novo para a conversa?
-Seu argumento decidiu a polêmica, de um lado ou de outro?
-Não. Ele partiu da mesma lógica dos demais
-Que Deus castiga em vida a maldade dos homens
-Embora fosse mais jovem, Eliu demonstra inteligência e maturidade
-Ele não apoia os 3 amigos anteriores e nem defende Jó
-Ele se irritou com os três primeiros porque foram fracos na argumentação
-Quando Deus entra em cena Ele repreendeu os 3 primeiros amigos, e não repreendeu Eliú
-Eliú repreendeu Jó porque Jó estava julgando a Deus como alguém que erra em seu castigo
-Mas ele foi mais respeitoso que os demais, ele tratou Jó pelo nome, diferente dos outros
-O erro de Jó era querer provar sua inocência e continuar crendo na justiça de Deus

QUARTA – A Irracionalidade do Mal – 30 de novembro
-Quatro homens, quatro crentes em Deus, quatro crentes na justiça de Deus
-Os quatro não conseguiram resolver o dilema: Explicar a Jó de maneira lógica e convincente
-Porque queriam explica a Jó conforme sua compreensão do caráter de Deus
-O que eles queriam explicar não tinha explicação. Ninguém consegue explicar Deus
-O mal também é irracional, não tem uma explicação plausível, consistente
-EW diz que é um intruso por cuja presença nenhuma razão pode ser dada
-Nasceu no coração de Lúcifer, um anjo de respeito no céu
-Ele tornou-se ambicioso por causa da sua formosura, ambição, orgulho
-Isso acontece com a maioria dos seres humanos, ele quis ser semelhante ao altíssimo
-Ele quis ser Deus, E estava na Lei: Não terás outros deuses além de mim – era idolatria
-Ele procedeu em desacordo com a lei de Deus: mandava amar o próximo como a si mesmo
-Ele quis amar a si mesmo mais do que o próximo, egoísta e presunçoso
-Assim se explica (Is.14:14-15), mas não se justifica. E mesmo a explicação não convence
-Pecado é só problema, nunca solução; só sofrimento, nunca causa de felicidade
-Pecado não é preexistente, ele aparece em alguém e depois só traz problemas
-Os amigos de Jó cometeram duas falhas: Julgaram mal a Jó e explicaram mal a Deus

QUINTA – O desafio da Fé – 01 de dezembro
-Nem Jó, nem os amigos sabiam da realidade do que estava acontecendo
-eles idealizavam a causa do sofrimento de Jó, algum pecado
-Satanás acusava a Deus e a Jó ao mesmo tempo
-A Jó porque era fiel em troca de favores da parte de Deus
-A Deus porque comprava com favores a fidelidade de Jó
-Agora pense: como não colocar Jó no desafio retirando as bênçãos?
-Se Deus não fizesse exatamente isso estaria escondendo alguma coisa
-E se retirando as bênçãos Jó deixasse de ser íntegro?
-Não havia saída, Jó teria que ser provado
-Mas Deus sabia de antemão como Jó se comportaria e por isso permitiu
-Outra, ninguém é provado além da capacidade de suportar
-Jó deveria ter uma grande capacidade de suportar a provação
-Tudo que aconteceu com Jó (perder filhos, tudo) era justo? Não era!
-Tudo isso lhe sobreveio exatamente porque era uma pessoa justa, honesta, fiel
-Assim foi com Jesus também, ele nada daquilo mereceu, foi uma morte injusta
-No contexto do pecado e do mal há muita coisa injusta
– Com as quais não podemos concordar e nem Deus concorda

Sexta – Conclusão – 02 de dezembro
-Temos na lição duas situações – uma falsa e outra verdadeira
-A situação falsa era que Jó tinha cometido algum pecado muito grave e estava sendo punido
-A situação verdadeira – que ninguém conhecia – Jó estava sendo provado na sua integridade
-Facilmente podemos cometer o mesmo erro dos amigos de Jó
-Temos a facilidade de entrar em compreensões erradas – isso é normal em nós
-Nossa cabeça não atinge as intenções de Deus, por isso não O compreendemos.

Flavio Reti
Membro e ancião da Igreja do IASP

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