Meditação diária de 07/12/2018 por Flávio Reti
07/12/2018
Meditação diária de 08/12/2018 por Flávio Reti
08/12/2018

Comentários da Lição 10 (4o Trim/2018) por Classe dos Pais

UNIDADE E RELACIONAMENTOS ROMPIDOS

Quem de nós já não teve um relacionamento rompido? As relações humanas são difíceis e complicadas e mesmo os cristãos verdadeiros não estão isentos de passar por tais dificuldades. Lembremo-nos do primeiro relacionamento quebrado da história: devido ao pecado, Adão e Eva se desconectaram de Deus e aquela unidade, ora perfeita, infelizmente se desfez. Porém Deus, em sua infinita graça e amor, proveu perdão e enviou Jesus para que, através de Sua morte, houvesse a restauração dessa conexão interrompida.

A Bíblia possui diversos relatos de como os apóstolos e membros da igreja primitiva resolveram suas diferenças, deixaram seu orgulho de lado e, através do exercício do perdão, da paciência e da compreensão, deram uma nova chance e restauraram um relacionamento que poderia ter se perdido de forma definitiva. Paulo e Barnabé se desentenderam quanto à competência de João Marcos na pregação do Evangelho. Podemos fazer uma simples analogia desse episódio: suponhamos que você seja um bom jogador de futebol e convide um amigo seu (também bom jogador) para jogar no seu time. Esse seu amigo traz um outro amigo que, nas partidas disputadas por vocês, acaba por ter um fraco desempenho. E agora, o que fazer? Tirar o rapaz do time ou dar mais uma chance? No relato bíblico, Paulo foi inicialmente mais impetuoso e radical e, entendendo que João Marcos, por ser medroso e inexperiente, mais atrapalharia do que ajudaria os pregadores em sua jornada evangélica, decidiu baní-lo do “time”. Porém Barnabé, enxergando potencial no rapaz, começou a treiná-lo para a missão e promoveu mudanças em seu comportamento. Paulo, que tanto pregava sobre a graça de Cristo, se viu compelido a estender essa graça ao jovem pregador. E que decisão acertada, não é mesmo? Paulo reconheceu mais tarde, em sua carta a Timóteo, que João Marcos era uma peça importante para o ministério!

Além do perdão e da compreensão, um outro aspecto muito importante da unidade dentro da igreja e o sucesso dos relacionamentos interpessoais entre os cristãos, é os dons espirituais. Esses dons não devem ser encarados como uma competição. Deus não outorga dons melhores ou piores e não quer ver seus filhos agindo com rivalidade. Antes, que usem esses dons de forma sinérgica e que contribuam conjuntamente para o testemunho do amor de Cristo. Não devemos fazer comparações, pois as mesmas levam a termos como “superior” ou “inferior” e isso pode trazer orgulho ou desânimo, atrapalhando nosso relacionamento com Jesus e com o nosso semelhante. Todos temos capacidades e qualidades que podem ser usadas em favor do ministério da pregação do Evangelho e é com esse pensamento de serviço que devemos encarar essa obra tão importante.

Finalmente, o próprio Jesus nos incita e nos ensina como resolver nossos conflitos interpessoais e a restaurar nossa unidade e nossos relacionamentos dentro da igreja. Infelizmente, a nossa tendência é envolver muita gente nos problemas que temos com nossos irmãos. No nosso pensamento, quanto mais gente pudermos arrebanhar para o nosso lado, mostrando que NÓS estamos certos e os outros, errados, melhor para nós. Não é assim que Jesus enxerga essas situações. Tanto é que em Mateus 18 ele nos aconselha a tratar as diferenças de forma reservada e particular, demonstrando amor e compreensão. Caso isso não seja eficaz num primeiro momento, aí sim devemos envolver outras pessoas, mas uma ou duas apenas. Essas pessoas funcionarão como catalizadores, como mediadores para um consenso e uma solução pacífica e satisfatória para ambas as partes. Quão difícil para nós, seres humanos falhos, pecadores e, muitas vezes arrogantes, é humilhar-nos e tomar a iniciativa de procurar um irmão para resolver um problema! No entanto, esse desprendimento é essencial para a manutenção do bom relacionamento entre os membros do corpo de Cristo, que somos justamente nós, a Sua igreja!

A essência do Evangelho de Cristo é a cura e a transformação de almas. Quando vemos essas duas coisas se unirem, sentimos um grande impacto positivo em nosso relacionamento com as pessoas, mesmo vivendo num mundo de pecado e decepção. A graça e o perdão são essenciais para restaurar relacionamentos desfeitos, pois assim como Cristo veio ao nosso mundo e decidiu entrar em nossa história, trazendo-nos a salvação, devemos nós também nos envolver na vida do nosso próximo e reconhecer que tanto nós quanto qualquer pessoa, são pessoas quebradas, mas que podem ser restauradas e transformadas pelo poder do Evangelho!

Por Marcos Sella Filho

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