Meditação de Pôr do Sol de 02/09/2016 por Lucia Bonazzi
02/09/2016
Comentários da Lição 11 (3º Trim/2016) por Filipe Lima
20/09/2016

Comentários da Lição 10 (3º Trim/2016) por Filipe Lima

Comentário da Lição da Escola Sabatina

Lição 10 – Jesus conquistava a confiança das pessoas

Introdução – Texto chave: Lucas 5:15
Ao longo dos anos, cheguei à conclusão de que aquilo que Deus mais deseja na minha vida é que eu confie mais nEle. O que você acha que Deus mais deseja de você? Imagino que se eu ouvisse suas respostas, poderia atar todas elas na confiança. Se você acha que Deus anseia mais por seu amor, isso quer dizer que você confia nEle. Se você acha que o que Deus mais quer é sua obediência, isso quer dizer você confia que Sua orientação é o melhor para sua vida. Do mesmo jeito que precisamos confiar em Deus, precisamos ajudar outras pessoas a confiar nEle. Vamos ao nosso estudo na Bíblia e aprender mais!

Jesus queria socorrer, salvar. Ele não estava interessado em Si mesmo, queria servir, não esperava ser servido. “Jesus via em cada pessoa, alguém a quem devia ser feito o chamado para Seu reino. Aproximava-Se do coração do povo, misturando-Se com ele como alguém que lhe desejava o bem-estar. Procurava-o nas ruas públicas, nas casas particulares, nos barcos, na sinagoga, às margens do lago e nas festas nupciais. Ia-lhe ao encontro em suas ocupações diárias e manifestava interesse em seus negócios seculares. Levava Suas instruções às famílias, pondo-as assim, no próprio lar, sob a influência de Sua divina presença. A poderosa simpatia pessoal que dEle procedia, conquistava os corações” (O Desejado de Todas as Nações, 151).

Conquistando a confiança – Texto chave: Números 14:11
Em resposta ao relatório mentiroso dos dez espias, o povo murmurou contra Moisés (na verdade, contra Deus), e expressou o desejo de voltar para o Egito. Até um novo líder quiseram eleger! Josué e Calebe ficaram aterrorizados. Chegaram a ser ameaçados de apedrejamento. Então, “disse o SENHOR a Moisés: ‘Até quando Me provocará este povo e até quando não crerá em Mim (não confiará em Mim), a despeito de todos os sinais que fiz no meio dele?”
Em nossas atividades missionárias, encaminhemos as pessoas para a confiança em Jesus. Falemos de histórias de fé, de coragem, de segurança na Palavra de Deus. Se nós confiamos no Senhor, e manifestamos isso em ações amáveis, generosas, corretas, então, o coração dos nossos amigos será “despertado”. Eles manifestarão confiança nAquele em quem confiamos.
“Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10).

Um equilíbrio cuidadoso – Texto chave: 1 Coríntios 3:1-9
Se hoje, dentro da igreja, houver irmãos que são desonestos nos negócios, que faltam com a verdade, que tem ciúmes e inveja de outros irmãos ou dos de fora, e que brigam entre si, não queira que esta igreja granjeie a confiança dos de fora. Nem os de fora crerão, nem o Espírito Santo ajudará para que creiam.

Os discípulos de Jesus brigavam entre si desejando os primeiros postos, queriam ser cada um mais importante que o outro, ter mais poder que o outro; e um tinha ciúmes e inveja do outro. Portanto, agindo assim, o poder que possuíam era mínimo. Mas quando Jesus subiu ao Céu, quando eles passaram a orar, reunidos, durante dez dias, as coisas mudaram. Diz Ellen G. White: “Estes discípulos se prepararam para a obra. Antes do dia de Pentecoste se reuniram e tiraram dentre eles todas as desinteligências. Estavam de um mesmo sentimento. Acreditavam na promessa de Cristo, de que a bênção seria dada, e oravam com fé. Não pediam a bênção apenas para si; estavam preocupados com a responsabilidade quanto à salvação de almas. O evangelho devia ser levado até aos confins da Terra, e eles reclamavam a doação do poder que Cristo prometera. Foi então que o Espírito Santo foi derramado, e milhares se converteram num dia” (O Desejado de Todas as Nações, 827).

Sim, é verdade, devemos levar as pessoas a confiarem em JESUS. Mas há um porém: se formos flagrantemente demais diferentes de Jesus, aí é certo que as pessoas não confiarão, nem em nós, nem em Jesus, nem em religião alguma. É isso que satanás deseja. Precisamos, todos nós, de uma forte transformação em muitos aspectos de nossa vida.

Capital social – Texto chave: Provérbios 22:1
Segundo o antropólogo organizacional Ignácio García da Universidade de Buenos Aires, o termo Capital Social refere às redes de relacionamento baseadas na confiança, cooperação e inovação que são desenvolvidas pelos indivíduos dentro e fora da organização, facilitando o acesso à informação e ao conhecimento.
Resumindo: o capital social é um conjunto de princípios e práticas de relacionamentos entre todos os indivíduos que formam uma sociedade. Envolve normas que promovem confiança e reciprocidade entre as pessoas, uma confiança compartilhada entre as pessoas, fruto de sua própria interação social, como numa rede social de pessoas que se respeitam e se amparam mutuamente. O capital social favorece vida melhor, maior produtividade, facilita a solução de problemas, evita o aparecimento de muitos problemas, especialmente os de relacionamento. No mundo esse conceito é muito utilizado, ao redor do planeta. Portanto, capital social, um assunto muito estudado em Administração de Empresas, é uma capacidade que se vai adquirindo ao longo da vida, que posta em prática, gera relações de confiança entre as pessoas, gera condições de mais facilmente os problemas serem resolvidos, pois envolve maior número de pessoas, e finalmente, no caso de nossa igreja, facilita abertura de portas para a evangelização com eficácia.
Para o contexto da Lição de hoje, é importante entender que, em resposta ao que somos para as pessoas, as pessoas serão para nós. Conquistaremos a confiança delas, e as encaminharemos para confiar em Jesus.

O valor do capital social – Texto chave: Neemias 2:1-9
De forma prática, alguns exemplos de ações sociais: as campanhas de doação de sangue; o mutirão de natal; o curso “como deixar de fumar”; os desbravadores na campanha de alimentos; os jovens trabalhando em favor de um asilo ou de um orfanato; etc.
Disso, quando fizermos, por exemplo, a campanha da Recolta ou da Colportagem, os “valores” da nossa igreja serão reconhecidos.
Mas, lembremos: nada de campanhas desorganizadas, sem continuidade. Nada de começar a construir uma torre e parar na metade. Se assim for, em vez de conquistar a confiança da comunidade e das autoridades instituídas, provocaremos dúvidas. Seremos considerados pequenos. Ou, talvez, nem seremos considerados.
Elaborando uma pequena conclusão até aqui, do estudo dessa semana: Nossas capacidades devem ser desenvolvidas mediante o empenho pelo auxílio quanto a solução dos problemas existentes na sociedade. Se trabalharmos com eficiência e eficácia, com profissionalismo e organização, a sociedade nos procurará para ajudar e reconhecerá o trabalho. Mais adiante, pessoas virão em busca do conhecimento que nos leva a tal movimento, então é que virão os interessados à salvação.

A simpatia de todo o povo – Texto chave: Deuteronômio 4:1-9
Eis que vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o SENHOR, meu Deus, para que assim façais no meio da terra que passais a possuir. Guardai-os, pois, e cumpri-os, porque isto será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que, ouvindo todos estes estatutos, dirão: ‘Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente. Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o SENHOR, nosso Deus, todas as vezes que O invocamos? E que grande nação há que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que eu hoje vos proponho?
Tão-somente guarda-te a ti mesmo e guarda bem a tua alma, que te não esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e se não apartem do teu coração todos os dias da tua vida, e as farás saber a teus filhos e aos filhos de teus filhos”.
Esses autores são corajosos em algumas coisas que escrevem. Há tempos também penso que projetos que se fazem na igreja servem para pouco (mas não os condeno), e que causam até desânimo na igreja. Muitas vezes, lá vem um iluminado, superior, e com argumentos, apresenta o novo projeto, geralmente de evangelismo. Faz uma motivação poderosa e um apelo que leva todos à frente prometendo tudo o que ele deseja. Na saída do programa, muitos já esqueceram o que prometeram no tal apelo. Aliás, sejamos respeitosos, muitos apelos criam nos membros o costume de prometer e não cumprir. Isso é um ato de leviandade do pregador. A estratégia deve ser outra, não de tantas promessas, mas de mais ação, mais ministério pessoal.
Os autores se posicionaram desfavoráveis a projetos que iniciam e logo mais terminam. Isso cria nos membros a ideia de que nada precisa ter continuidade. Algo que, ainda, está tendo pouca motivação, são os pequenos grupos, que existem desde os tempos de Jesus. Mas os ministérios pessoais deveriam ser incentivados, deveríamos ter qualificação nesse sentido, desenvolver a iniciativa e a criatividade entre os membros, e criar grupos ou equipes permanentes, por iniciativa, não de superiores, mas dos membros.
Comentário de Ellen G. White
“Mais de uma vez procurou Jesus estabelecer este princípio entre Seus discípulos. Quando Tiago e João pediram um lugar de preeminência, Ele disse: “Todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro seja vosso servo; bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a Sua vida em resgate de muitos.” Mat. 20:26-28” (Atos dos Apóstolos, 359).

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