Meditação de Pôr do Sol de 27/05/2016 por Gilberto Rodrigues Jr.
25/05/2016
Comentários da Lição 11 (2º Trim/2016) por Guilherme Carrijo, Jeser Castro e Ricardo Dantas
08/06/2016

Comentários da Lição 10 (2º Trim/2016) por Guilherme Carrijo, Jeser Castro e Ricardo Dantas

Comentários da Lição 10 (2o Trimestre/2016) da Escola Sabatina da Igreja do IASP
por Guilherme Carrijo, Ricardo Dantas e Jeser Castro

 

JESUS EM JERUSALÉM

 

“Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida” – Provérbio chinês. Este provérbio contem uma tremenda lição a cada um de nós. Na vida não existe uma tecla para voltar atrás em nossas más decisões.

O foco de nosso estudo esta semana é de compreender o amor persistente de Deus, que vai além do que imaginamos para nos salvar e a importância de aproveitar as oportunidades concedidas por Ele.

 

Evidências do Cumprimento Profético

 

Mais uma vez Jesus se dirige a Jerusalém, cidade que havia evitando durante seu ministério, mas agora algo diferente estava para acontecer. “Quinhentos anos antes do nascimento de Cristo, o profeta Zacarias assim predisse a vinda do rei de Israel. Essa profecia devia se cumprir. Aquele que por tanto tempo havia recusado honras reais, foi então a Jerusalém como o prometido herdeiro do trono de Davi. Muita gente se achava no caminho de Jerusalém para celebrar a páscoa, e uniu-se a multidão que acompanhava Jesus… Em sua vida terrestre nunca antes Jesus havia permitido essa demonstração. Previa claramente o resultado: iria leva-Lo a cruz. Era, porem seu desígnio apresentar-Se assim publicamente como Redentor. Desejava chamar a atenção para o sacrifício que lhe devia coroar a missão para com o mundo caído”” (O Desejado de Todas as Nações, p. 569,571).

Uma leitura atenta do capitulo 21 de Mateus deixa claro todos os lados deste acontecimento. Jesus montado em um jumentinho que nunca fora antes montado (versos 2 e 5), costume judaico nas entradas reais mas que nunca mais havia sido usado após Salomão. O jumento era um animal humilde e brandura e a humildade eram sinais inequívocos do Messias preditos por Zacarias, que agora se cumpriam (Mateus, Comentário Bíblico Moody p.100). Em Zacarias 9:9 encontra-se a profecia “eis que te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em um jumento, num jumentinho, cria de jumenta.”

Cristo tinha conhecimento pleno das escrituras. Por anos Ele se dedicara em diligente estudo para aprender os ensinamentos e as profecias da pena inspirada. As escolhas por Ele feitas, não foram ao acaso, mas sim um consciente cumprimento da vontade do Pai profetizada muito antes de Sua vida aqui na terra.

Já o povo e os seguidores de Jesus estavam em êxtase convencidos de que a hora de sua emancipação se aproximava, os exércitos romanos seriam expulsos de Jerusalém e Israel mais uma vez seria uma nação independente. Para isso devem ter se lembrado das palavras de Ageu: “”Ainda mais uma vez, daqui a pouco, e farei tremer os céus, e a terra, e o mar, e a terra seca; e farei tremer todas as nações, e vira o Desejado de todas as nações, e encherei esta casa de glória, diz o senhor dos Exércitos. Minha é a prata e Meu é o ouro, disse o Senhor dos Exércitos. A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos e neste lugar darei paz, diz o Senhor dos Exércitos.” (Ag 2:6-9 ARC).

O profeta Ageu deu um ânimo especial aos que voltavam do cativeiro na babilônia. Eles descobriram que o segundo templo seria maior do que o primeiro e isto era bastante relevante pois o primeiro havia sido completamente destruído, o que os deixou extremamente tristes, e achavam que nunca mais teriam um templo como aquele, mas a profecia lhes dizia que o segundo templo seria melhor! (Ag.2:9).

Ambos os profetas profetizaram tais acontecimentos referindo-se ao templo após sua restauração nos tempos de Esdras, mas uma interpretação cuidadosa identifica dois momentos distintos. Ambos falam da vinda do messias mas Zacarias vê a primeira vinda de Jesus e o identifica como humilde salvador e Ageu fala da segunda vinda como Senhor dos Exércitos quando trará a paz ao seu povo.

Outro paralelo que podemos perceber é que nas duas “entradas” profetizadas de Jesus, Ele chegaria para desafiar o reino existente. Em relação à profecia de Zacarias 9:9, Jesus intencionalmente seleciona um jumento para nele acessar a cidade, o que além de cumprir a profecia, simbolizava a chagada pacífica do Messias como o Príncipe da Paz. Entrar em um cavalo haveria de identificá-lo com um líder militar ou político, o que certamente podemos relacionar com a profecia de Ageu, aonde Cristo virá para estabelecer Seu Reino triunfante (Ap.19:11).

 

Jesus Anuncia Sua Identidade Messiânica

 

O ritual do santuário e o sacrifício de animais foi o meio escolhido por Deus para ensinar ao mundo o plano da salvação pela graça por meio da fé no Messias vindouro (Rm 4:13-16) Contudo, apesar de suas origens divinas, os serviços no templo e seus rituais eram realizados por seres humanos pecadores e, como ocorre com quase tudo em que as pessoas se envolvem, surgiu a corrupção até mesmo no serviço sagrado que Deus havia instituído para revelar Seu amor e Sua graça ao mundo caído. No tempo de Jesus, as coisas já haviam se tornado tão terrivelmente pervertidas pela ganância e avareza dos sacerdotes, a quem havia sido confiada a realização dos serviços, que “aos olhos do povo tinha sido destruída, em grande parte, a santidade do serviço sacrifical” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 590).

Podemos traçar um paralelo com a nossa situação atual. Não temos mais o templo, o santuário e seus rituais. Nosso santuário esta no Céu onde Jesus nosso Sumo Sacerdote intercede neste momento. Porém as igrejas de um modo geral tem passado por um processo semelhante de destruição do culto a Deus, que de modo igual ao tempo de Jesus, cada vez mais afasta o crente do entendimento do amor e da graça de Cristo. Muitas igrejas tem focado o culto no comercio da fé com a teologia da prosperidade enquanto outras tem como objetivo proporcionar uma experiência puramente emocional religiosa através da musica envolvente e hipnotizante e pregações de autoajuda sem embasamento bíblico como a oferta de Caim, baseados no Eu ignorando a vontade de Deus já revelada.

Uma purificação semelhante foi registrada no começo do ministério de Jesus (Jo.2:13-22), mas não temos motivos para duvidarmos que tenha havido dois exemplos iguais. Jesus repetia frequentemente suas palavras e atos. Esses homens maus logo voltaram aos seus caminhos perversos, pois os motivos financeiros eram mais atraentes.

Era época da Páscoa, a cidade estava repleta, e o comércio no templo gerava uma boa receita aos sacerdotes e ao templo. Mesmo assim o Mestre se indignou com todos os que estavam ali.

Jesus defende sua posição citando as escrituras: Está escrito, a minha casa será chamada casa de oração; vós, porem, a transformaram em covil de lobos e salteadores. (Mt.21:12-17) Está escrito. Isaías 56:7 e Jeremias 7:11. Covil de salteadores. Um refúgio para ladrões, cujas práticas infames eram protegidas pelos preceitos sagrados.Para responder aos sacerdotes que o desaprovavam, Jesus empregou Sl. 8:2 mostrando que Deus suscita louvor até mesmo daqueles que os homens consideram insignificantes (Mateus Comentário Bíblico Moody p.101). “… aos olhos do povo tinha sido destruída, em grande parte, a santidade do serviço sacrifical” (O Desejado de Todas as Nações, p.590).

Em suma, a lição que Jesus nos ensina em Mateus 21:12-17 é de que adoração é coisa séria! O templo é casa de oração, lugar de refúgio e cura. Se o propósito do templo é rendermos adoração e glória ao Criador, então é tão somente a vontade dEle que deve ser entendida e praticada neste lugar.

Precisamos vasculhar nosso coração para ter a certeza de que as nossas vontades pessoais não estão colocando em risco o que realmente importa: a vida eterna em Jesus.

Em seguida Jesus apresenta aos discípulos a parábola da figueira sem frutos (Mt.21:22-28), com uma aplicação direta para o que haviam presenciado momentos antes na purificação do templo, que foi uma das últimas tentativas de Jesus em mostrar Sua missão salvadora. O significado da parábola da figueira é a representação da esterilidade da religião judia e a desolação do templo (Mt.24:1-2). Mateus, condensou um incidente que teve lugar em dois dias diferentes. A ligação entre eles com a purificação do templo, sugere o iminente juízo de Deus e a destruição da cidade e do templo.

A figueira que não produzia frutos foi amaldiçoada por Jesus, uma aplicação direta para os judeus da época, e um alerta extremamente atual para nós cristãos professos.

 

Oportunidades Perdidas (Lições Sobre a Parábola dos Lavradores)

 

No dia seguinte (Mateus 21:33-46) Jesus nos conta mais uma parábola a fim de deixar o máximo de instrução possível a Sua igreja antes que fosse encaminhado à cruz. A história era de um proprietário que deixou sua fazenda arrendada para lavradores a cultivarem, e no tempo combinado ele mandou um dos servos para receber a parte que ele tinha na colheita, mas os lavradores maus mataram os servos. O proprietário mandou outro grupo de servos, que tiveram o mesmo fim. E assim se sucedeu até que o dono das terras enviou o seu próprio filho, acreditando que então respeitariam a presença do seu filho, mas os homens também o assassinaram. Nesta parábola podemos identificar quatro personagens:

  1. Dono da Casa: sem dúvidas, o dono do mundo, o dono de tudo é Deus.
  2. Lavradores: São mordomos. Todos somos mordomos, não somos donos de nada, mas Deus nos concede coisas para cuidarmos. Especificamente nesta parábola, no contexto do povo judeu, esta era uma representação dos líderes religiosos, os sacerdotes corruptos da época, que utilizavam da organização espiritual para tirar proveito pessoal.
  3. Servos: estes são os fiéis a Deus, enviados por Deus para pregar a Sua mensagem. Sãos Seus profetas que ao longo da história foram mortos.
  4. Filho: Aquele foi enviado para convencer, persuadir os lavradores, contudo foi morto pelos próprios lavradores contratados pelo dono da casa. Este é Jesus.

A primeira lição da parábola está na demonstração da longanimidade de Deus. O persistente amor ao enviar seus servos no tempo dos frutos. Em segundo lugar vemos a perversidade dos lavradores, os inquilinos. A tragédia da parábola é que o próprio povo de Deus resiste às proposições, e neste aspecto Cristo abertamente declarou que os lavradores eram os sacerdotes, e isto os deixou enfurecidos. A terceira lição é o caráter central e final da vinda do Filho. É o ato final que causa o juízo. A quarta lição é que ainda que o juízo tarde, ele é irreversível para os que rejeitam o apelo da salvação. Temos ainda uma quinta lição, que é a transferência do reino de Deus da nação de Israel para um novo povo.

A conclusão da parábola é associada a profecia da pedra rejeitada (Sl.118:22,23), que durante a construção do templo de Salomão, imensas pedras para paredes e alicerce foram preparadas diretamente nas pedreiras. Estas chegavam prontas à construção, não sendo necessário (nem permitido) o uso de nenhuma ferramenta. Uma pedra com dimensões extraordinárias chegou à obra, contudo os construtores não conseguiram encontrar um local para utilizá-la, e por muito tempo aquele “estorvo” permaneceu rejeitada, sem utilidade. Com a chegada dos construtores para a ocasião do assentamento da pedra angular, gastou-se um bom tempo na busca por uma pedra que atendesse as dimensões e resistência necessárias para aquele fim, e seguido de uma verificação “in loco”, foi notado que a pedra rejeitada se ajustava perfeitamente àquele propósito.

No verso 44 percebemos que só existem duas maneiras de nos relacionarmos com a pedra. Cair sobre a pedra é quebrantar-se para que o Criador reconstrua o novo ser, é se humilhar, é ser transformado por Deus. Contudo o que for esmagado por esta pedra, estará condenado em juízo. Não há um terceiro termo nesta história. Ou somos condenados pela pedra, ou somos fortalecidos por ela, que é Jesus.

 

O Banquete

 

Como se fosse um complemento da parábola dos lavradores, Mateus 22:1-15 relata mais uma parábola de Jesus a respeito do Seu povo. Inicialmente a parábola se refere ao chamado histórico de Jesus aos judeus. Em seguida a parábola dá uma reviravolta dos judeus para aqueles que não foram convidados inicialmente ao banquete. A preocupação anterior (versos 3-7) com os judeus, agora é dirigida aos gentios (versos 8-10) atingindo o mundo todo.

Isto para deixar claro que Deus preparou o plano de salvação com um grande preço, o sacrifício de Seu Filho. O convite é para todos, porém, como qualquer festa a que somos convidados, podemos rejeitá-lo, e assim na aplicação final da parábola, seremos julgados por nossa própria vontade.

Assim como o homem que aceitou o convite porém não estava adequadamente preparado com as vestes nupciais (que representam os atos de justiça de Cristo – Ap.19:8), se não deixarmos a graça transformar nossa vida e nosso caráter seremos lançados para fora da festa.

Esta parábola nos lembra de que hoje muita gente tem recusado os convites de Cristo para a grande festa que Ele tem preparado. Lembra-nos também que há regras quanto ao que comer e ao que vestir no reino de Deus. Existe uma vestimenta correta para se usar, e não é de obras, mas sim da graça e da justiça de Jesus Cristo.

 

Resumindo os passos de Jesus por estes dias: Jesus cumpriu várias profecias; Jesus criticou a comercialização da religião; Jesus criticou a vida que não possui frutos; Jesus criticou aqueles que matam os servos e o filho do dono do mundo; Jesus criticou aqueles que não aceitam o convite para o banquete da vida eterna.

Tudo isso nos ensina de que religião não se resume a dinheiro. Também, se você é cristão mas não tem a vida transformada você está igualmente perdido. E por fim, devemos respeitar os servos e o Filho do Dono do Universo.

 

Para Refletir

 

Mil anos antes do tempo de Cristo, com o Rei Davi agonizando (em seus últimos dias) em Jerusalém, Salomão, filho de Davi, foi colocado em um jumento no Monte das Oliveiras com vista para Jerusalém. Ele foi banhado com um perfume real que incluía “Nardo”. Então Salomão foi conduzido à Jerusalém onde as pessoas diziam: “Hosanas ao filho de Davi… Hosanas ao filho de Davi”!

Mil anos depois, outro filho de Davi, no mesmo Monte das Oliveiras, teve Seus pés e cabeça banhados pelo perfume de Nardo. Na verdade, em qualquer lugar que Ele ia, na última semana da Sua vida, as pessoas podiam sentir esse cheiro de perfume de nardo. Então no Monte das Oliveiras Jesus diz: “Jerusalém, Jerusalém, há quanto tempo tenho tentado ajuntar você como a galinha junta seus pintinhos, mas você não quis”. O que fez com o que o povo de Jerusalém não aceitasse Jesus em suas vidas? Será que foi apenas o legalismo? Será que foram todas as regras e restrições dos fariseus? Na verdade não. Na verdade em Jerusalém havia um grande problema, o secularismo. O templo era governado pelos saduceus, eles eram os sacerdotes, mas não se importavam com o sacerdócio, estavam lá pelo dinheiro, pela política, pelo poder. Existe uma afirmação histórica sobre Jerusalém, de que naquele tempo havia um sacerdote que após terminar o sacrifício descia até a rua e praticava jogos proibidos nos ginásios gregos. Então na realidade o secularismo e não o legalismo é que fazia com que as pessoas de Jerusalém não aceitassem Jesus em suas vidas. Algumas vezes em nossa igreja hoje em dia temos membros que são apenas membros culturais da igreja. Eles não oram, eles não acreditam em Cristo “O Messias”, eles são apenas parte desta comunidade porque foi ali que eles cresceram.

Eu quero te encorajar, se você é apenas um membro cultural da igreja, a considerar verdadeiramente “porque você faz parte da igreja?”, e preparar um lugar em seu coração para Cristo. E se você é alguém que vê muita influência cultural, que esteja atento a não manter essa influência cultural dentro da igreja, porque foi um sacerdote secularizado o responsável por crucificar a Cristo. (Andy Nash).

 

Guilherme, Ricardo e Jeser

Os comentários estão encerrados.