Culto Divino com Pr. Helbert Almeida – 09/06/18
08/06/2018
Meditação diária de 09/06/2018 por Flávio Reti
09/06/2018

Comentários da Lição 10 (2o Trim/2018) por Pr Narcizo Liedke

América e Babilônia

Introdução

O autor da Lição da Escola Sabatina deste trimestre mencionou no estudo da semana passada o que ele chamou de “falsa trindade”, que é a união do Dragão com dois poderes terrestres. O Dragão é uma representação de Satanás e os poderes terrestres são respectivamente o animal (besta) que emerge do mar e o animal (besta) que emerge da terra.

O animal que emerge do mar é Roma nos seus dois momentos, a Roma pagã e a Roma papal. Daniel no capitulo 7 deixa clara esta interpretação; O quarto animal (terrível e espantoso) é a Roma pagã e da cabeça deste animal surge um pequeno chifre (Roma papa), “estudiosos da Bíblia têm visto Roma como um dos principais antagonistas no contexto do tempo do fim, descrito em Apocalipse 13.

”No entanto, Roma não está sozinha. Outro poder é representado. Nesta semana, vamos nos concentrar principalmente em Apocalipse 13 e nos eventos e poderes retratados nesse capítulo, sempre questionando: O que esses eventos significam e como podemos estar preparados para eles?

 

Ferida mortal curada

A Roma papal tornou-se não só um poder religioso, mas também um poder político, exercendo sua influência e poder durante séculos. Contudo este poder foi ferido quando no século 18, durante a Revolução Francesa a hegemonia religiosa e política foi destruída. Em 1798 o papa Pio VI foi levado cativo pelo exército francês.

“Apocalipse 13, no entanto, fala de um ressurgimento, da cura de sua “ferida mortal”. Embora Roma não tenha hoje o poder político que exerceu nos dias de Gregório VII, graças à popularidade dos novos papas, é uma força influente, tanto religiosa quanto politicamente (por exemplo, o discurso do Papa Francisco, em 2015, foi a primeira ocasião na história em que um papa discursou tanto no Senado quanto no Congresso Americano). De acordo com a profecia, essa influência se intensificará cada vez mais. “

 

Os Estados Unidos na profecia

O animal que surgiu do mar, a muito tempo é interpretado pelos protestantes como sendo Roma, que recebeu poder para agir por quarenta e dois meses (um tempo, dois tempos e metade de um tempo), ou seja 1260 anos proféticos (Ap 12:6). Durante este período (538 dc a 1798) o poder papal oprimiu seus oponentes.

“Aproximadamente nesse momento da história, próximo ao fim dos “quarenta e dois meses” (1798), apareceu outro poder (Ap 13:1, 11), dessa vez surgindo da terra, em contraste com muitos poderes anteriores que surgiram da água (veja Dn 7:2, 3), um símbolo de multidões de pessoas. “As águas que viste, onde a meretriz está assentada, são povos, multidões, nações e línguas” (Ap 17:15).

Por essas e outras razões, esse poder deve ser os Estados Unidos da América, que surgiu em uma parte relativamente desabitada do mundo e que não precisou derrubar nenhum império importante para fazer isso.

“Que nação do Novo Mundo se achava ascendendo ao poder em 1798, apresentando indícios de força e grandeza, e atraindo a atenção do mundo? A aplicação do símbolo não admite dúvidas. Uma nação, e apenas uma, satisfaz às especificações dessa profecia; essa aponta insofismavelmente para os Estados Unidos da América do Norte” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 440). “

 

Uma questão de adoração
“Ao longo de toda a história sagrada, o Senhor constantemente teve que lidar com aqueles que caíram na idolatria e em outras formas de adoração falsa (veja Mt 4:8-10). Na crise final, retratada em Apocalipse 13, a questão da adoração surgirá novamente. O povo de Deus também terá que escolher a quem adorará e servirá (veja Js 24:15).

Na lição 2, intitulada “Daniel e o tempo do fim”, estudamos a história de três rapazes hebreus que foram ordenados a adorar “a imagem de ouro” (Dn 3:5). Também vimos como Apocalipse 13 utiliza a linguagem desse capítulo para descrever a perseguição que o povo de Deus enfrentará no fim dos tempos. Ou seja, podemos entender o que ocorreu em Daniel 3 como um prenúncio do que ocorrerá nos últimos dias, conforme descrito no contexto imediato dos poderes da besta em Apocalipse 13. Todos foram ordenados a adorar a imagem de ouro, ou seriam mortos na fornalha de fogo ardente. Semelhantemente, em Apocalipse 13, quem não adorar a imagem da besta será morto (Ap 13:15). “

A grande Babilônia

“Como vimos ontem, Babilônia tem uma longa história como capital da falsa adoração. Portanto, ela é um símbolo de um poder que enganará as nações no tempo do fim.

Como “Mãe das Meretrizes”, Babilônia tem se reproduzido. A igreja-mãe apóstata tem muitas filhas. Mas Deus não Se apropria de erros e atrocidades do falso cristianismo. Seu povo, embora atacado por Satanás, tem sobrevivido ao longo dos séculos.

Somos advertidos da queda ou apostasia de Babilônia quanto à verdade, que por fim levará ao engano final, resultando na marca da besta (Ap 14:8-11). Essa advertência será repetida com poder muito maior, culminando no último apelo para que o povo de Deus saia de Babilônia e se una à igreja remanescente do tempo do fim (Ap 18:1-4). “

Sai dela, povo Meu

A ordem, obviamente, não é para quem já está fora da Babilônia, é para quem ainda está nela, mas é o povo de Deus.

“Do ponto de vista político, moral e espiritual, esses versos descrevem uma imagem sombria e desanimadora do mundo. Eles mostram a influência nociva do falso ensino religioso. Ao mesmo tempo, eles oferecem grande esperança, pois outro anjo do Céu ilumina o mundo com sua glória. Além disso, o fiel povo de Deus, aquele que ainda não conheceu o que precisa conhecer, é chamado a sair de Babilônia. Isso significa, então, que até o fim, o povo de Deus, que já está fora de Babilônia, tem uma obra a fazer por aqueles que ainda se encontram nela. “

 

Comentário final

“O ataque de Satanás à lei de Deus é um ataque ao próprio Deus, tanto à Sua autoridade quanto ao Seu governo. Portanto, nos últimos dias, nos eventos culminantes da crise final, Satanás atacará os que guardam “os mandamentos de Deus” (Ap 12:17; 14:12), pois somente eles se recusarão a lhe prestar homenagem por meio de seus representantes na Terra. A batalha contra Deus que ele iniciou no Céu há muito tempo continua na Terra e, assim como ele foi derrotado no Céu, também será derrotado na Terra. “Desde o início do grande conflito no Céu, tem sido o intento de Satanás subverter a lei de Deus. Foi para realizar isso que ele entrou em rebelião contra o Criador. E, embora tenha sido expulso do Céu, continuou a mesma luta na Terra. Enganar os homens, levando-os assim a transgredir a lei de Deus, é o objetivo que perseverantemente tem procurado atingir. Quer seja isso alcançado ao se colocar de lado toda a lei, quer rejeitando um de seus preceitos, o resultado será finalmente o mesmo. Aquele que tropeçar ‘em um só ponto’, manifesta desprezo por toda a lei; sua influência e exemplo estão do lado da transgressão; torna-se ‘culpado de todos’” (Tg 2:10; Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 582). “

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