Meditação diária de 04/03/2017 por Flávio Reti
04/03/2017
Meditação diária de 05/03/2017 por Flávio Reti
05/03/2017

Comentários da Lição 10 (1o Trim/2017) por Ligado na Videira

Começamos o trimestre aprendendo que homens foram os escritores da Bíblia, mas que o Espírito Santo foi o Autor. Aprendemos que esses homens a escreveram na linguagem humana, mas que a sua compreensão só se dá por obra divina na mente do leitor. Não há como escrever e nem como compreender a verdade se não pela obra do Espírito Santo em nossa vida.

Para esta nova semana, veremos que o mesmo se dá em relação a “oração”. Costumeiramente explicamos que Deus nos fala através da Bíblia e que nós falamos com Ele através da oração. Isso é verdade, mas isso não é tão simples como geralmente pensamos. Há algo mais profundo em relação a esse tema.

Todo o processo da Bíblia – da mente do profeta até a mente do leitor – tudo é por obra do Espírito Santo. Ele é o Autor e o Ensinador da verdade. Ele é o Definidor de doutrinas. Ele é o Revelador de profecias. E o mesmo acontece quanto a oração. Se a oração significa que falamos com Deus, então, o próprio Deus, o nosso Senhor Espírito Santo, Ele nos ensina a falar com Deus. O assunto, a maneira, o momento, as palavras – assim como foi com os escritores bíblicos – ocorre por obra divina. Usamos as nossas palavras, mas elas são orientadas pelo Espírito Santo. O Espírito Santo age em nossa mente quando em oração. Ele nos acompanha até mesmo em oração.

Portanto, que momento especial quando em oração, não é mesmo?!

No domingo, como agradar a Deus através da oração? Qual é “a oração que agrada a Deus”?

Lá em João 15, quando explicou que Ele era a Videira verdadeira, no verso 7 Jesus disse: “Se vós estiverdes em Mim, e as Minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito”.

Irmãos, será que “em oração” é possível “não estar” em Cristo? Será que é possível fazer uma oração “em nome” de Jesus, mas “não estar” em Jesus?

Bem, a oração que agrada a Deus é aquela que Jesus faria. É aquela que tem os mesmos motivos que motivam a Jesus. É aquela que corresponde aos frutos revelados na vida de Jesus.

No capítulo anterior, João 14, falando que aquele que nEle crê fará as obras que Ele faz, Jesus explicou: “E tudo quanto pedirdes em Meu nome, Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em Meu nome, Eu o farei. Se Me amardes, guardareis os Meus Mandamentos” (versos 13-15).

Todas as formas de nos relacionarmos com a Divindade – tanto a leitura da Bíblia quanto a oração – se parte de um coração que corresponde positivamente aos apelos do Regenerador Espírito Santo, agrada ao nosso Deus. Se em obediência aos Seus reclamos, agrada a Deus.

Se eu atender à iniquidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá” (Salmos 66:18).

Todas as dádivas [de Deus] são prometidas sob a condição de obediência” (Parábolas de Jesus, pág. 145).

Na segunda, “O fundamento da oração bíblica: pedir a Deus”. O Espírito Santo, através da Palavra, nos orienta a pedir, a buscar, a bater. A oração nos é franqueada por instrução divina. E devemos fazê-la diretamente a Deus.

Bem, nesse quesito – “pedir a Deus” – “o Pai” – que privilégio! E, ao mesmo tempo, que responsabilidade! Nós – pobres mortais, pessoas de natureza pecaminosa, finitas criaturas – somos autorizados a pedir “a Deus”! Ao Eterno! Vocês sabem a dimensão disso?!!!

Irmãos, em oração, orientados pelo Espírito Santo, em nome de Jesus, circundados pelos santos anjos, podemos abrir o nosso coração ao nosso Deus, ao nosso Pai Celestial.

Qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos Céus, dará bens aos que Lhe pedirem!” (Mateus 7:9-11).

Na terça, um outro fundamento bíblico para a oração é “crer”. E a palavra “crer” está associada com “fé”, com “confiança”. (Mas cuidemos com a palavra “presunção”. Disfarçadamente, ela se aproxima de nós!).

Irmãos, se “sem fé é impossível agradar a Deus”, é impossível agradar a Deus com uma oração feita sem fé, sem crer que Ele, além de ouvir, é capaz de respondê-la.

Nosso Deus é Todo-poderoso. Diversas ações já foram colocadas em prática para que a nossa oração seja atendida. O que talvez esteja faltando é aquilo que “condicionalmente” Ele fez depender de nós: estar em harmonia com as condições colocadas por Ele. Falta obediência. Falta compreensão do “todo” que envolve o pedido. Falta entender se a resposta almejada é para a glória dEle ou não. Falta confiança. Falta o verdadeiro senso de necessidade.

Me veio à lembrança uma história mais ou menos assim: Numa região em que a agricultura padecia por falta de chuva, os membros de uma igreja se congregaram para uma reunião de oração. Entendiam que deviam pedir a Deus um abençoado aguaceiro. Mas, curiosamente, quando uma pequena menina entrou na igreja com um guarda-chuva, ela foi imediatamente questionada e repreendida. Por acaso ela não viu na televisão que não havia nenhuma previsão de chuva para aquele e para os próximos dias?

Confesso a vocês que tenho uma vontade enorme de, no meio da multidão dos remidos, procurar as pessoas que foram alvo dos milagres realizados quando Jesus viveu entre nós. Eles não se apalparam para saber se estavam curados. Simplesmente ficaram em pé, pegaram os seus leitos, e andaram. Tem algo nisso que me fascina.

“Ponde em Deus toda a vossa confiança. Quando procedeis contrariamente, então é tempo de fazer uma parada. Detende-vos mesmo onde estiverdes, e mudai a ordem das coisas. … Clamai a Deus em sinceridade, com fome de alma. Lutai com os poderes celestes até que alcanceis a vitória. Ponde todo o vosso ser nas mãos do Senhor, alma, corpo e espírito, e resolvei ser-Lhe amorável e consagrado instrumento, movido por Sua vontade, regido por Sua mão, possuído pelo Espírito. … Então vereis claramente as coisas celestes” (Filhos e Filhas de Deus, pág. 105 – Meditação Matinal de 08/04/1956).

Na quarta, um terceiro fundamento bíblico para a oração nos é apresentado: “Reivindicar as promessas de Deus”.

O discípulo amado foi inspirado a nos orientar com a seguinte certeza: “E esta é a confiança que temos nEle: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, Ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que Lhe fizemos”(1João 5:14 e 15).

No Espírito de Profecia, está escrito:

“Diz Jesus: ‘Tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis e tê-lo-eis’. Esta promessa tem uma condição: que oremos segundo a vontade de Deus. Mas é vontade de Deus purificar-nos do pecado, tornar-nos Seus filhos e habilitar-nos a viver uma vida santa. Podemos, pois, pedir essas bênçãos, crer que as havemos de receber e agradecer a Deus havê-las já recebido” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág. 141 – Meditação Matinal de 15/05/1959).

“Ele deixa bem esclarecido que o nosso pedido deve estar de acordo com a vontade de Deus; devemos pedir as coisas que Ele prometeu, e o que quer que recebamos deve ser empregado no fazer a Sua vontade. Satisfeitas as condições, a promessa é certa.

Podemos pedir o perdão do pecado, o Espírito Santo, um temperamento cristão, sabedoria e força para fazer Sua obra, ou qualquer dom que Ele haja prometido; então devemos crer que recebemos, e agradecer a Deus por havermos recebido. Não precisamos esperar por qualquer evidência exterior da bênção. O dom acha-se na promessa” (Maranata, O Senhor Vem!, pág. 85 – Meditação Matinal de 20/03/1977).

Para concluir, na quinta, vemos que, em oração, o Espírito Santo nos dirige a pedir mais dEle, mais de Sua presença, mais de Seu poder, mais de Seu domínio.

“A promessa do Espírito não é apreciada devidamente. Seu cumprimento não é realizado como poderia sê-lo. A ausência do Espírito é que torna tão impotente o ministério evangélico. Pode-se possuir cultura, talento, eloquência ou qualquer dote natural ou adquirido; mas sem a presença do Espírito de Deus não se tocará nenhum coração, nem se ganhará pecador algum para Cristo. De outro lado, se estão ligados com Cristo, e se possuem os dons do Espírito, os mais pobres e ignorantes de Seus discípulos terão um poder que falará aos corações. Deus faz deles condutos para a difusão, no Universo, das mais elevadas influências” (Parábolas de Jesus, pág. 328).

“Quando o Espírito Santo habita no coração, guiará o ser humano para ver seus próprios defeitos de caráter, a se compadecer das fraquezas dos outros, a perdoar como deseja ser perdoado. Ele será compassivo, cortês, semelhante a Cristo.

O Espírito Santo comunica amor, alegria, paz, resistência e consolação; é como uma fonte de água saltando para a vida eterna. A bênção é gratuita para todos” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág. 53 – Meditação Matinal de 16/02/1959).

Irmãos, que Deus nos abençoe nesta nova semana. Compreendamos que a nossa saúde espiritual depende da presença constante do Espírito Santo em nossa vida. É um privilégio orar! Oremos. Oremos uns pelos outros. Oremos em favor de algo ou de alguém.

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