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Comentários da Lição 10 (1º Trim/2016) por Jael Eneas de Araújo


PAULO E A REBELIÃO

 

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Paulo se vale de figuras e metáforas para demonstrar que a luta cósmica envolve a igreja e seus membros. Além de explicar a realidade da guerra, o apóstolo diz como devemos viver e trabalhar juntos para o bem da comunidade de fé e êxito da missão.

Objetivo

Conhecer que paralelos entre Cristo e Satanás reflete a luta do Grande Conflito, sentir nas metáforas da igreja que a batalha contra o mal é real, mas, a morte será o último inimigo a ser derrotado, onde vestir a armadura de Deus se torna na única solução para vitória em Cristo.

I) Metáfora da Cruz

Conceito: Embora a morte seja um lembrete constante de que somos frágeis e mortais, Cristo venceu a sepultura em nosso favor. A esperança da ressurreição é fonte de conforto individualmente e como igreja, na luta contra o mal.

1. Cruz é um fato, por isso, é mais do que símbolo; trata-se de realidade concreta onde a própria Trindade age para salvar o homem da morte eterna, do preço da rebelião e da desobediência. (“… porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” [Rm 6: 23]).

2. Cruz é o centro da mensagem da salvação. Cristo morreu por nós (“… mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” [Rms 5: 8]). Justificados pela fé, por meio de Jesus (“ … justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” [Rm 5: 1-5]).

3. Cruz é poder. (“Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” [1 Co 1: 18]).

4. Cruz é reconciliação. Na figura de Adão e Cristo visualizam-se os esteios da Esperança e da Certeza. O primeiro Adão trouxe condenação e morte; o segundo trouxe reconciliação e vida. (Rm 5: 18-21). Portanto, a ressurreição em Cristo é o centro da pregação do evangelho. Sem ela, nem a igreja e nem a fé cristã teriam razão de existir. (1 Co 15: 124). Não é de admirar que Satanás tente enganar multidões dizendo que não há ressurreição!

5. Foco na Cruz

“Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, (Rm 5: 12); … e, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mas a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos” (Rm 5: 15).

Adão e Cristo são os dois personagens de maior importância para a interpretação bíblica. Paulo constrói arquitetura onde o “primeiro Adão trouxe condenação e morte; e o segundo reconciliação e vida” (Rm 5: 18-21). Em outras palavras: o primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante” (1Co 15: 45). Isso demonstra que “mortos em Adão”, fomos feitos “vivos em Cristo”. Destaque da Lição:

“Assim como a morte “reinou” por causa do pecado de Adão, a “abundância da graça” e o “dom da justiça” podiam reinar por causa da fidelidade de Jesus (Rm 5: 17).

II) Metáfora do Corpo Humano

Conceito: O símbolo da igreja como um corpo enfatiza não só a unidade, mas, também, o fato de que a diversidade pode contribuir para o propósito mais amplo da unidade. Na unidade da igreja há mais sinergia e força.

1. Igreja é uma lavoura, onde um planta, outro rega, todavia, é Deus quem faz crescer e amadurecer o fruto (1 Co 3: 4-9). Isto se aplica de forma especial para missão da Igreja. Para tanto, a igreja como corpo, precisa estar unida na diversidade. Paulo fundamentou sua compreensão da unidade na Trindade (1 Co 12: 4-16). O apóstolo destaca como as diferenças de etnia (1 Co 12: 13) e as diferenças de habilidades e de dons espirituais (1 co 12: 28) podem contribuir para o propósito único de edificar o reino de Deus.

2. Igreja é um edifício. Primeiro, lança-se o fundamento, depois, constrói-se a base (1 Co 3: 10). No aspecto espiritual, o fundamento não é outro senão Cristo (1 Co 3: 11), os que vêm depois precisam ter cuidado com o material que usam, para não usar matéria prima de qualidade inferior (1 Co 3: 12-15). Material de qualidade inferior é quando aparecem diferenças para desunir, e não para unir! Destaca a Lição:

“Satanás não pode ficar feliz se os cristãos estiverem unidos no sentindo que Paulo considera. Ele (Satanás) está determinado a semear entre nós as sementes da discórdia, da divisão, da tensão, dos preconceitos e até mesmo do ódio. O resultado é que os membros do corpo de Cristo, a igreja, ficam discutindo por causa de diferenças na forma e na função” (LES, p. 129).

III) Metáfora da Armadura de Deus

Conceito: Na cena do Grande Conflito, o povo de Deus, sozinho, não consegue enfrentar as forças do mal, que são muito determinadas. Em socorro ao cristão, Deus levanta meios para que o cristão enfrente o mal, revestindo-se de “toda a armadura de Deus, para poder ficar firme contra as ciladas do diabo” (Ef 6: 14-17).

1. Armadura é espiritual. “Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Ef 6: 12).

2. Armadura tem propósito. “Tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Ef 6: 13).

3. Armadura vem com manual de uso (Ef 6: 14-17).

a) O cinto da verdade;

b) A couraça da justiça;

c) Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz;

d) O escudo da fé;

e) O capacete da salvação;

f) A espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.

Para Discutir: O que torna a unidade na Igreja Adventista do Sétimo Dia um imperativo? De que forma o simbolismo da igreja como um corpo influencia nosso modo de tratar uns aos outros e nos relacionar uns com os outros? Que papel a diversidade deve desempenhar na unidade?

Jael Eneas
Diretor de Desenvolvimento Espiritual
Pastor do Campus | UNASP Hortolândia
@JaelEneas

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