Culto de Adoração com Pr. Helbert Roger Almeida 06/10/18
05/10/2018
Meditação diária de 06/10/2018 por Flávio Reti
06/10/2018

Criação e queda

Na minha casa, somos em 3 pessoas, a Mamãe, o Papai e a Filhinha linda de 5 anos. Obviamente, não somos uma família perfeita, embora tenhamos amor uns pelos outros, por várias vezes temos desavenças. Em muitas ocasiões, os anseios se divergem e os ânimos se combatem… existe estresse.

Nessa perspectiva penso em DEUS, como ELE pode ser 3 e simplesmente existir sem discórdia, em harmonia plena de propósito e ação!!! Esse exemplo de UNIÃO permeia o estudo para todo esse novo trimestre.

Imagine DEUS (TRIUNO) sozinho no Universo. Então ELE decide compartilhar a existência, a vida!! E cria anjos e planetas para a habitação de seres, plantas, animais. Enquanto cada criação dessas toma a sua devida forma, tudo anda em harmonia, quer dizer: funcionamento perfeito.

Os seres dependem uns dos outros, e mutuamente prestam auxílio uns para os outros nesse sentido. Existe favor e existe alegria em prestar o favor. Existe benefício, leveza, paz, AMOR. Multiplique isso pela vasta extensão do Universo. Nossa mente humana, nascida e criada em pecado não consegue mensurar isso.

Opa!!!

“Pecado”, que palavra para manchar esse texto. Estava lindo, até agora.

No meio de toda essa perfeição, um anjo de luz se rebela contra DEUS. Coloca dúvidas sobre as regras que mantém esse estado de coesão, e a união feliz começa a rachar. DEUS faz o possível para convencer esse anjo de que suas intenções de alcançar ainda mais felicidade através de uma libertação das regras divinas trará a ruína, e não a felicidade.

Pela primeira vez surge a DESUNIÃO, um grupo se separa do outro. Fica nítido e óbvio o primeiro resultado do pecado: quebra da unidade com DEUS.

Me impressiona o imutável amor de DEUS, pois ELE continua o SEU projeto de dar vida e trazer à existência novas criaturas. Então, o DEUS Triuno, em união de propósito, se aproxima de um “asteroide” sem forma, escuro, vazio… e inicia a sua completa reforma, a partir do caos para um harmonioso ciclo de vida.

No lar Edênico, tudo desfrutava da perfeição celestial. A companhia dos anjos e a presença de DEUS traziam instrução e sabedoria para o casal recém criado. Inclusive foi-lhes informado sobre uma corrente rebelião, da qual deveriam se defender a fim de manter a coesão entre o casal, e entre a criatura e seu CRIADOR.

Infelizmente, conhecemos a história da queda. Enganados pelo inimigo de DEUS, a mais nova criação começa a sentir os efeitos do pecado. Primeiro sentem a desunião entre eles, quando questionado por DEUS já não há cumplicidade, existe acusação. Depois entendem que a sua ligação com o próprio DEUS está destruída.

Em SUA repreensão (Gênesis 3:15) entendem que novos elementos serão somados à sua experiência, e que esses novos elementos são diferentes daquilo que até então conheciam… e o pior, percebem que esses novos elementos são desagradáveis. Conhecem a inimizade e a morte.

Talvez, com a mesma intensidade que esses novos conhecimentos os chocam, também os causa espanto a expressão de AMOR e cuidado de DEUS para com eles. No meio da repreensão divina, contendo a explicação do resultado de sua escolha para o lado da rebelião, também encontra-se a promessa de que DEUS faria de tudo para recuperar, restaurar, restabelecer a união com SUA criatura.

Houve ruptura pelo pecado, e DEUS proveu um meio de religação.

Desde então, a história da humanidade é um emaranhado de destruição pelo pecado, permeada pelas investidas divinas para a reconstrução.

Desde sempre DEUS se interpõe entre o pecador e o salário do pecado, oferecendo uma alternativa que envolve obediência e distanciamento do pecado. Isso ocorre de várias formas, quando DEUS escolhe pessoas que amam a SUA lei para serem exemplos para outros; quando DEUS permite que pessoas escolham o caminho de SEU inimigo e sigam o seu coração e ELE apenas registra os efeitos malditos disso; quando DEUS mesmo, na pessoa de Jesus, vem à Terra a fim de pagar o preço do salário do pecado.

Também conhecemos a intervenção divina ao escolher um homem bondoso (Abraão) para fazer dele um representante SEU, para ser um exemplo para outras nações. Através de Abraão, em sua posteridade, DEUS nos dá Jesus, como promessa de reconciliação (Gêneisi 12:3) e para a benção de toda a família humana.

DEUS não alivia a SUA lei para que o homem culpado se safe das consequências do pecado. Deus mesmo assume, em Jesus (2 Coríntios 5:21), as consequências destinadas ao culpado. O mundo precisa conhecer esse ato divino, e ainda hoje DEUS escolhe pessoas para continuar anunciando a história da redenção. Você pode ter o alto privilégio de se prontificar.

Na intensa luta (Efésios 6:12) que assumimos travar ao lado de DEUS para anunciar a salvação, Deus escolheu um meio para recobrar as forças da decaída raça: o sábado.

Através deste sagrado dia ELE pretende ter um encontro, uma aproximação ainda maior com a criatura, a fim de restaurá-la. Restaurar as forças, a fé, a consciência, a memória (memorial da criação) e a convicção de que o DEUS que a criou não quer ficar longe de sua criatura.

Quando procuramos deliberar, nas várias situações da vida (favoráveis ou desfavoráveis), afirmando “isso é a vontade de DEUS” podemos estar errando grandemente. DEUS nunca quis a dor e o desafeto. DEUS nunca quis a desunião. Mas já que tudo isso aconteceu, a vontade de DEUS é ajudar os seus filhos a se reencontrar com ELE. A vontade de DEUS é restaurar a unidade perdida.

[Comentário: Márcio Metz]

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