Culto Divino com Pr. Wanderson Paiva 18/08/18
17/08/2018
Apresentação especial das bandas do UNASP Tricamp
17/08/2018

Comentários da Lição 07 (3o Trim/2018) por Profª Ana Kelly Ribeiro

A primeira viagem de Paulo

“”Portanto, meus irmãos, quero que saibam que mediante Jesus lhes é proclamado o perdão dos pecados. Por meio dele, todo aquele que crê é justificado de todas as coisas das quais não podiam ser justificados pela lei de Moisés.” Atos 13:38,39

“Naquela primeira viagem Paulo levou apenas o suficiente para o seu sustento, roupas para cobrir a sua nudez, um coração cheio de esperança na verdade de Deus e de confiança em que o Senhor o manteria fiel. Foi isso que o animou e fortaleceu contra os maus tratos do ministério.” Paulo. Série Heróis da Fé.

Para nós o registro histórico mostra uma dura realidade: a missão nos trará um novo sentido para a vida, mas não será uma vida fácil ou necessariamente confortável. Como ocidentais cremos que uma existência segura e agradável é uma consequência de trabalho e cumprimento de deveres. Se Paulo alimentasse essa crença irracional, voltaria de Salamina para Antioquia no primeiro navio e hoje provavelmente não conheceríamos as mensagens de persistência, fé e graça que lemos nas cartas que ele escreveu.

O que sustentou o primeiro projeto missionário além-mar foi a percepção do Comando Divino, que não apenas gerou confiança, mas também sabedoria estratégica e alegria da suficiência da graça de Deus.

Nos capítulos 13 e 14 nos deparamos com uma dupla missionária que parecia tirar força extra dos piores dias, que alimentavam fé com lágrimas, orações e testemunho. Foram participantes dos sofrimentos de Cristo, assim como será de Sua eternidade.

Salamina e Pafos. Antioquia foi o ponto de partida. Uma igreja sadia sente o convite para compartilhar o evangelho, e busca humildemente a instrução do Espírito. Lucas descreve que em jejum e oração o próprio Deus estabeleceu quem, quando e onde. Oração e jejum. Ouvidos atentos. Esse é o jeito certo para qualquer planejamento pessoal ou congregacional. Por que demoramos tanto a clamar ao Senhor por orientação e ouvi-Lo?

Alguns pontos para admirarmos nessa arrancada evangelística:

  1. Começando do mais perto para o mais longe, do judeu para o gentio, das sinagogas para as praças. De casa para a rua. De Chipre a Listra.
  2. A mensagem deve ser clara, amorosa e verdadeira. No entanto, o resultado na vida do ouvinte não está unicamente ligado ao missionário, sua comunhão ou preparo. Também dependerá de quem recebe.

Em Salamina a verdade ecoou como afronta aos interesses pessoais de Elimas, o encantador, a quem o recado foi de repreensão e castigo. Por outro lado,  Sérgio Paulo, o cônsul ficou maravilhado com os sinais e ensinamentos que ouviu e creu.

A dependência e confiança na condução divina protegerá o missionário da frustração e dará a ele o senso de como agir em cada situação.

Antioquia da Psídia. Barry Beitzel descreve em seu livro The Moody Atlas of Bible Lands que as distancias percorridas por Paulo são espantosas, aproximando-se de 25000 km percorridos com os transportes da época e em estradas difíceis e inseguras. Ele diz: “o compromisso espiritual de Paulo com o Senhor envolvia uma vitalidade espiritual inextricavelmente unida a um nível superlativo de vigor físico e coragem intrépida.” Essa é uma das razões prováveis para a desistência do jovem João Marcos e de muitos hoje em dia.  “Estou cansado. É muito árduo. Não fui bem recebido. É um grupo muito difícil.” São justificativas válidas, mas que em algum momento se tornaram maiores que nosso propósito, e na mente, maiores que nossas possibilidades.

O capítulo continua, narrando pela primeira vez um sermão de Paulo onde ele apresenta sem rodeios a justificação pela fé em Cristo como único meio de sermos salvos e purificados do pecado.

Mais uma vez a mensagem é rejeitada por um grupo de judeus invejosos e ressentidos de não serem os arautos dessa nova verdade.

Icônio, Listra e Derbe. A empreitada evangelística, resulta em conversões, milagres e multidões. A verdade era como uma espada, e o povo se dividia, entre aqueles que tinham sede do evangelho e os que não o podiam suportar.

Em Listra, o milagre de um aleijado de nascença, cheio de fé, causou uma reação inesperada. Possivelmente baseado em lendas antigas, o povo acreditou que estavam diante de deuses e queriam lhe oferecer sacrifícios.

Recém chegados de lugares onde eram expulsos e maltratados, agora eles eram aclamados como deuses. Haja estabilidade e foco! Não é difícil encontrar pessoas comovidas tratando pregadores e cantores como ídolos, “deuses”. É preciso ter pés no chão para que isso não suba a cabeça e não se aceite tal adoração. Em Atos 14:15 a resposta nos ensina: “”Homens, por que vocês estão fazendo isso? Nós também somos humanos como vocês. Estamos trazendo boas novas para vocês, dizendo-lhes que se afastem dessas coisas vãs e se voltem para o Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há.” Que somente Deus seja louvado em toda palavra, ato e canção!

Uma confusão se instalou. Em poucos minutos o aclamado Paulo estava debaixo de pedradas. É preciso muito cuidado com a popularidade.

O que você faria se durante uma missão, depois de agredido, acordasse em uma poça de sangue? Eu ligaria para Associação mais perto e pediria imediata evacuação, para nunca mais voltar. Paulo fez exatamente o contrário. Levantou-se e voltou para a mesma cidade, direto para o púlpito. E haviam ovelhas esperando. Que lição! Que fé Deus concedeu a Paulo. C. Swindoll escreve: “Um ministério que perdura é aquele persevera incansavelmente em meio a períodos de enorme perseguição.” Não somos assim convidados? “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” Tiago 4:7

Temos sofrido enquanto servimos ao Senhor? Perseveremos. Temos dias de privação? Temos intercedido por muitos anos, por queridos distantes, sem aparente resposta? Não podemos desistir! Nos sentimos cansados e sobrecarregados? Que Sua enorme graça nos renove! Afinal de contas, “a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;” 2 Coríntios 4:17

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