Culto Divino com Pr. Helbert Roger Almeida 04/08/18
03/08/2018
Meditação diária de 04/08/2018 por Flávio Reti
04/08/2018

Comentários da Lição 05 (3o Trim/2018) por Profª Ana Kelly Ribeiro

A conversão de Paulo.

“Vá! Este homem é meu instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e seus reis, e perante o povo de Israel.”  Atos 9:15

De todos os personagens populares da atualidade, conhecidos por coisas estranhas que se tornaram públicas, qual deles seria um cristão improvável? Essa semana estudamos sobre a conversão de Saulo. Ele representava a perseguição aos cristãos. O ar que rodeava aquele judeu-grego era de ameaças. Sua presença figurava, prisão, tortura e morte para os seguidores de Jesus. Não seria covardia se alguém fugisse de um lugar onde ele chegasse.

Hoje temos gravado no coração seus conselhos de amor, fé e tolerância. Mas o antigo Saulo, mostrou-se duro, frio, intransigente e rebelde aos apelos do Espírito Santo. Seu extenso conhecimento das escrituras não conseguiu ser maior que seu zelo pela tradição e por suas próprias convicções.

Mas ele se descobriu nos planos do Senhor Jesus. O brilho do Salvador despertou do fundo de suas intenções o desejo de conhecer e viver a verdade. Despertou a inclinação à obediência a Deus e Seus propósitos.

Nenhum momento da vida de Paulo foi por acaso. Suas características pessoais e seu preparo fizeram dele um vaso escolhido para que o Evangelho chegasse até nós, “gentios”. No entanto, mesmo com todos as suas qualidades, Saulo só teve sua vida transformada, por ação, decisão e poder do próprio Cristo.

“A conversão de uma alma é um milagre de um momento, a fabricação de um santo é tarefa de uma vida inteira.” Alan Redpath. Não é exatamente o que precisamos?

Na estrada para Damasco – Se você tem costume de viajar a trabalho sabe que parte do trajeto usamos repassando o que vamos fazer e avaliando nossas motivações. Saulo estava, voluntariamente, se deslocando aproximadamente 160km a norte de Jerusalém com o transporte da época. Sem dúvida suas razões estavam em primeiro plano na sua mente. Tudo que ouviu e viu, de Gamaliel a Estevão, impregnavam suas ideias. Com “a cabeça a mil”, ele vivia um conflito. O Espírito Santo, apesar da resistência, já preparava o caminho para aquele encontro. Ele por sua vez continuaria “recalcitrando contra os aguilhões”, referencia às varas usadas para conduzir bois teimosos.

Cristo rompe a barreira do pecado e se manifesta fisicamente. Sua presença não destrói Saulo, pela graça, mas o cega e o derruba. O diálogo é conduzido por Cristo, afinal, quem é o homem diante do Rei? Aquele fariseu que defendia que Cristo era uma estratégia do mal, que um Messias jamais poderia ser um Mestre crucificado, olha para cima e contempla seu Criador dizer: “Saulo, Saulo, porque me persegues?”. Toda insolência desaparece diante daquele que não apenas o conhece pelo nome, como também vê seu passado e futuro.

“Nada O surpreende. Desde o momento em que somos concebidos até o instante em que morremos, permanecemos seguramente debaixo de seu olhar vigilante, e, também dentro de seu plano soberano.” C. Swindoll

“- Quem és tu, Senhor?”. Responde com temor e tremor. Ele usou a palavra grego kurios, que significa senhor e mestre, para ouvir a frase que mudaria sua vida: “- Eu sou Jesus, a quem tu persegues.”

Saulo conhecia muito. Era aplicado e determinado. Mas o que mudou sua vida foi a revelação intencional que Cristo decidiu fazer-lhe. Não há nada que o homem possa fazer para salvar-se. Mas se você hoje, sente um desejo de nova vida, mesmo que esteja há anos frequentando uma igreja, suplique a Deus a revelação que pode converter o seu caminho. Esse é começo da virada.

A visita de Ananias – Cego e debilitado, Saulo é conduzido por seus companheiros de viagem à Rua de nome curioso: Rua Direita. Os dias que ele ficou ali foram de solidão, escuridão e silêncio. Havia muito o que digerir. Orações e suplicas devem ter subido ao céu, em meio a muitas lágrimas e vergonha.

O silencio de Jesus, ensinaria humildade e paciência para aquele novo apóstolo. Aguardaria ali a resposta completa para o que ele questionou: “o que farei Senhor?”. Mas ela viria da perseguida igreja, da qual ele faria parte.

O sincero e obediente Ananias entra em cena por escolha divina. Sua primeira fala é: “- Eis-me aqui, Senhor!” Ao saber de sua missão inimaginável, a mente de Ananias em um loop, usa toda energia para argumentar com o mínimo de respeito: “Senhor, isso não pode ser verdade!”. Você conhece a história (Atos 9).  O mestre não discute muito. Responde com o verso dessa semana. “-Vá!” E Ananias, provavelmente tremendo, é o agente escolhido para trazer luz e recepcionar o mais novo discipulo de Cristo na Igreja Cristã.

O inicio do ministério de Paulo. Ainda existem pessoas que acreditam que ao entrar na igreja, iniciarão uma colônia de férias cheia de novos amiguinhos. Paulo viveu em seus primeiros anos, isolamento, perseguição dos velhos amigos, rejeição dos novos companheiros em Jerusalém, perdeu o emprego, o prestígio e recebeu em troca olhares desconfiados e magoados daqueles que sofreram em sua mão.

Antes disso, porém, ele foi convidado a um retiro espiritual no deserto da Arábia. Passa um tempo a mais, quieto, orando, meditando em comunhão profunda. Ali haveria suprimento para completar a carreira e vencer a fé.

Essa é uma necessidade urgente nos nossos dias. Parece que temos medo de ficar sozinhos, desconectados. Não precisamos ir para Arábia, mas sem dúvida carecemos de períodos prolongados que, propositalmente, tiramos para silêncio, sondagem da alma, confissão e meditação. Ali, o Espírito de Deus tem planos para você e para mim. Não é exatamente o que precisamos?

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