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Comentários da Lição 9 (3ºTri/2015) por Wagner Teoro

Querido amigo,

 

“…por isso, uma vez chamado, vim sem vacilar” Atos 10:29

 

Pedro teve seu próprio lençol. Todo mundo tem o seu. Lençol é coisa pessoal. Tem até nome. Apenas Deus conhece o lençol de cada um. Pedro tinha o dele, cheio de coisas imundas em que jamais tocaria, mesmo com muita fome. Os judeus não se misturavam com qualquer um. Sempre achei que isso era coisa deles. O nome do lençol de Pedro era Cornélio.

 

Mas esses dias topei com meu lençol na rua. Ele vinha andando em minha direção. Achei estranho. Pois fiquei absolutamente desconfortável. Fingi que não o conhecia, mudei de calçada. Escondi a bíblia para que ele não visse que eu estava indo para igreja. Não queria que me seguisse. Acho que ele notou.

 

Outro dia, vi o lençol no jornal. Na verdade, eu sempre o vejo. Ele está em todos os lugares, na rua, nos jornais, marcando presença por aí. As vezes parece que meu lençol me persegue. Ele é pós-moderno, um ultra-moderno. Desses tipos que andam sem rumo na vida. Apenas se preocupa com trabalho, com dinheiro e com status. Foram raras as vezes que conversei com meu lençol. Sinceramente, sempre evitei. Ele não tem nada a ver comigo. Lembro que em todas as festas da faculdade ele iá, mas eu não. Afinal, “diga-me com quem andas, que te direi quem és”.

 

Meu lençol é eclético. Ouve de tudo, desde rock pesado até música espiritualista. Alimentação não é problema para ele, pois come de tudo, do saudável até a unha do canguru. Desde criancinha ele vai à igreja, em qualquer uma delas. Mas sei que ele também simpatiza com o candomblé, com o espiritismo, com o cientificismo, e outros ismos. Outro dia, ele estava num terreiro à meia noite. Meu lençol não tem juízo.

 

Usa brinco, tatuagem, roupa diferente. O cabelo dele está cada vez de um jeito. Mas às vezes está bem vestido, com roupa social e sapatos impecáveis. Ele engana bem. Conta um monte de mentiras a quem quer que seja. Fiquei sabendo que casou, traiu, e divorciou. Até foi preso, mas como ninguém fica muito tempo na jaula, ele está solto. Não queira encontrar-se com meu lençol. Dá nojo de ver. Ele faz chantagem, finge de bonzinho, mas não merece o que come. Meu lençol precisa de um milagre.

 

Assim como foi com Pedro. Ele havia mudado muito após a morte de Cristo, mas não compreendeu inteiramente o Pentecostes. O Espírito Santo comunicou-se em muitas línguas para mostrar que o evangelho é para todos. Não caberia a ele e nem a nós fazer triagem de gente com a graça que é de Deus. O lençol de Pedro era um centurião romano. Mas Pedro era judeu, e considerava os estrangeiros como lençóis imundos. E Deus resolve confrontar Pedro com seu próprio lençol, pois ao que Deus purificou não se pode considerar comum ou imundo. Cornélio precisava de um milagre, e esse milagre aconteceu.

 

Cristo ao morrer, aos homens purificou. Sua morte limpou a imundícia do pecado de todos os lençóis. Apesar de nosso coração cheio de preconceitos impedir-nos de ver o nosso lençol como Deus o vê, devemos lançar as redes como o experiente pescador lançou. Pois não existe mancha de pecado que o sangue de Cristo não limpou. Eu não sei o nome de seu lençol. Não sei onde vive, e nem o que faz. Conheço o meu. E sei que o que ele precisa é de um milagre em mim. Por isso espero um dia poder olhar o meu lençol nos olhos como Deus olha nos meus, e quero poder dizer a ele o que Pedro disse ao seu: “uma vez chamado, vim sem vacilar”.

Wagner Teoro

 

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