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Comentários da Lição 8 (2ºTri/2015)

COMENTÁRIOS DA LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA – 2º Trimestre de 2015

Por Wellington Romangnoli

 

Lição 8 – A MISSÃO DE JESUS

 

Sábado à tarde

Jesus descreveu Sua missão ao dizer: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.”

Diante dessa declaração, devemos fazer as seguintes perguntas: O que significa estar perdido? Quem está perdido? O que vai acontecer com o perdido se ele permanecer assim? O perdido pode resolver o problema por si mesmo? Qual é a solução? Quem busca e salva o perdido? Como?

A Bíblia é a história de Deus à procura da humanidade perdida. A lição dessa semana ilustra isso através das conhecidas parábolas da ovelha, da moeda e do filho perdidos.

E quanto a você? Está perdido ou já foi encontrado?

 

Domingo – A ovelha perdida e a moeda perdida

Após pecar, Adão se escondeu. Deus, andando pelo jardim, pergunta: “Adão, onde estás?” Penso que Ele sabia exatamente onde Adão estava. Penso que Ele poderia surpreender Adão, aparecendo repentinamente atrás dele dizendo: “Te peguei!” Penso que Deus poderia ter falado tantas coisas que Adão merecia ouvir. No entanto, as primeiras palavras de Deus, após a queda do homem, são palavras de Alguém que procura, que busca. “Onde estás?”

As parábolas da ovelha e da moeda perdidas revelam o incalculável valor de uma pessoa. Ellen White disse que “o Salvador teria passado pela agonia do Calvário para que uma única pessoa fosse salva no Seu reino” (DTN, 483). Que amor maravilhoso! Hoje, Ele ainda busca. Podemos ouvi-Lo dizer o nosso nome e perguntar “onde estás”?

 

Segunda e Terça – A parábola do filho perdido

Essa é uma das parábolas mais conhecidas. O personagem principal, o pai compassivo, cujo caráter permanece inalterado através de toda a narrativa, está representando Deus. Jesus também se identifica com Deus ao demonstrar amor e compaixão para com os perdidos. O filho mais novo representa os perdidos (publicanos e pecadores de Lucas 15: 1), e o filho mais velho representa aqueles cheios de justiça própria (fariseus e mestres da lei de Lucas 15: 2).

O tema principal não é tanto sobre a conversão do pecador, como nas duas parábolas anteriores. Aqui o tema parece ser a restauração do relacionamento entre o crente (filho) e o pai. Nas primeiras duas parábolas, o proprietário procura e busca o perdido, enquanto que na parábola do filho pródigo o pai espera e vigia todos os dias esperando o retorno do filho.

Nessa história podemos ver como a graça do pai encobre as transgressões do filho. Na verdade, foi a lembrança dessa graça e da bondade do pai que levaram o filho ao arrependimento (Romanos 2: 4).

Jesus não terminou a história. O que aconteceu com o filho mais velho? A nós nos resta determinar qual será o epílogo.

 

Quarta – Oportunidades perdidas

Deus faz tudo o que pode para atrair e salvar aqueles que se desviaram. Não poupa nenhum recurso da Onipotência na obra de resgatar os perdidos. Deus insiste durante toda a vida dos indivíduos para que eles aceitem a salvação oferecida. O perdido pode ser achado e se desviar novamente várias vezes durante a vida, mas Deus continua buscando. Quantas chances Ele dá? Quantas forem necessárias, mas apenas durante a vida dos indivíduos.

A parábola do rico e Lázaro nos ensina que durante a nossa vida aqui na Terra escolhemos o nosso destino eterno. A doutrina que teremos ainda mais uma chance após a morte é demoníaca. Quantas pessoas vivem longe de Deus, rejeitando Seus inúmeros convites de salvação, porque acreditam que terão mais uma chance após a morte. Que ideia fatal!

Deus nos dá Sua Palavra, envia Seu Espírito para nos convencer, Jesus intercede constantemente por nós, usa os santos anjos para nos assistirem, envia seus servos humanos para nos alcançar. O que mais poderia Ele fazer? No entanto, somos livres para negligenciarmos esse amor e a oferta de salvação.

“Eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2 Cor. 6: 2). Você tem garantias que terá um novo dia?

 

Quinta – Eu era cego e agora vejo

Essa lição retrata histórias reais. Uma delas revela como um cego conseguiu ‘enxergar’ sua única oportunidade de recuperar a visão. As circunstâncias não eram favoráveis e a multidão tentou atrapalhar, mas ele insistiu em clamar: “Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim”. Jesus nunca deixa de atender esse tipo de clamor. Ainda hoje Seus ouvidos estão atentos a qualquer pedido de misericórdia.

A outra história revela a cura de um cego espiritual. Zaqueu vivia confortavelmente. Não lhe faltavam recursos. Tinha tudo o que o dinheiro podia comprar. Mas o dinheiro não podia lhe dar paz interior, um senso de realização e de satisfação. Quando se encontrou com Jesus, algo o incomodou muito. Sua vida precisava de modificações. Ele estava disposto a entregar tudo em troca da salvação.

Jesus quer entrar em nossa casa hoje e nos mostrar que o mais importante é estar em paz com Ele.

 

Sexta – Estudo adicional

“Jesus veio para buscar e salvar os perdidos, e não Se deixaria desviar do próprio objetivo. Não permitiu que coisa alguma O demovesse. Essa obra colocou-a em NOSSAS MÃOS. Iremos realiza-la?”(Fundamentos da Educação Cristã, 183).

As parábolas de Lucas 15 tem me levado a pensar sobre os diferentes métodos usados para se alcançar os perdidos. Os perdidos são diferentes e necessitam de diferentes métodos e ferramentas para serem alcançados. No caso da moeda, a mulher usou uma lâmpada e uma vassoura. Já imaginaram se o pastor usasse o mesmo método e as mesmas ferramentas para encontrar a ovelha? Seria ridículo e ineficaz o pastor acender uma lâmpada e varrer o curral para encontrar a ovelha perdida. O pastor calçou as sandálias, pegou o cajado, cordas, uma tocha e saiu chamando pela ovelha. Esse método seria inútil para achar a moeda!

E o pai do filho pródigo? Usou outro método. Esperou pacientemente o momento de correr e abraçar o filho.

Tenho refletido muito sobre isso. Há 10 anos trabalhando no Ministério dos Surdos, sei muito bem que os métodos usados para evangelizar os ouvintes (pessoas que ouvem) não podem ser os mesmos para evangelizar os Surdos. Assim também os jovens, os secularizados, os ricos, os que pertencem a outras denominações, outras etnias e outras culturas necessitam, cada um, de um método específico para serem alcançados. É uma artimanha do diabo nos fazer crer que existe apenas uma maneira de fazer as coisas para Deus. É claro que os princípios são imutáveis e inegociáveis, mas as formas podem ser alteradas. Paulo entendeu esse princípio. Leia I Cor 9: 19 – 23.

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