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06/05/2015

Comentários da Lição 6 (2ºTri/2015)

COMENTÁRIOS DA LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA
2º Trimestre de 2015
Por Wellington Romangnoli

 

Lição 6 – As Mulheres no Ministério de Jesus

 

Sábado à tarde

Em suas pesquisas Lucas percebeu algo curioso e digno de nota: Jesus valorizava as mulheres! Na cultura daquela época, as mulheres não tinham valor algum. Alguns judeus chegavam a orar, agradecendo à Deus por não terem nascidos como escravos, gentios ou mulheres. Que preconceito, que discriminação!

Mas Jesus, o Criador, aquele que formou Adão do pó da terra e a seguir formou Eva de uma costela de Adão, declarou que ambos foram criados a imagem e semelhança do próprio Deus. Assim, por seu preceito e exemplo, Jesus valorizou as mulheres em Seu ministério.

 

Domingo – Mulheres que receberam o advento de Jesus

Isabel, Maria e Ana. Isabel foi a mãe de João Batista. Quando Maria foi visita-la, cheia do Espírito Santo, exclamou: “Mas por que sou tão agraciada, ao ponto de me visitar a mãe do MEU SENHOR?” A frase MEU SENHOR revela claramente a divindade de Jesus. Isabel foi a primeira pessoa a reconhecer isso.

Maria respondeu com um cântico inspirado, repleto de citações das Escrituras, revelando uma intimidade profunda com a Palavra de Deus. Humilde e confiantemente aceitou servir ao Senhor como a mãe do Salvador. Foi auxiliada pelo céu em seu trabalho de educar o menino Jesus. E cumpriu sua missão.

Ana, uma idosa profetisa, nunca deixava o templo. Adorava a Deus jejuando e orando, dia e noite. Sua fidelidade foi recompensada pois teve o privilégio de ver o Messias.

 

Segunda – As mulheres e o ministério de cura de Jesus

Jesus conhecia e conhece muito bem as dores emocionais dos homens e também das mulheres. Foi Ele quem criou a mulher e deu a ela uma maneira diferente de ver e sentir o mundo. Que complemento perfeito para o homem!

Ele se compadeceu da viúva de Naim. Sentiu com ela a profunda dor da perda do único filho. Compreendeu suas preocupações com um futuro incerto. Jesus disse: “Não chores.” Ele sabia que podia remover a razão das lágrimas. E operou um milagre maravilhoso. Tocou o caixão e ressuscitou o filho da viúva.

Jesus também ressuscitou uma menina, a filha de Jairo. Em ambos os milagres podemos perceber o mais ardente desejo de Cristo: que nossos filhos tenham vida, vida eterna.

“Aquele que devolveu à viúva seu único filho ao ser este levado para a sepultura, sente-Se tocado hoje pelo ai das mães despojadas de seus filhos. Aquele que derramou lágrimas de simpatia junto à sepultura de Lázaro e devolveu a Marta e a Maria seu irmão já sepulto; que perdoou Maria Madalena; que não esqueceu Sua mãe quando em agonia suspenso na cruz; que apareceu às mulheres em pranto e fê-las mensageiras da primeira boa-nova do Salvador ressuscitado – Ele é o melhor amigo da mulher hoje e está pronto a ajudá-la nas suas relações da vida” (O Lar Adventista, capítulo 33 – “Promessas de guia divina”).

 

Terça – Mulheres de gratidão e fé

Maria Madalena foi resgatada de uma vida vazia e sem sentido. Quanta culpa, remorso, dor, medo, pecados, foram removidos de sua vida ao entrar em contato com Jesus. Compreendeu tão bem a aceitação de Jesus que não teve medo de honrá-lo publicamente. Não é essa a história de todo ser humano que vem à Jesus? Por que somos tímidos em honrá-lo publicamente?

A mulher com hemorragia ouvira falar de Jesus. Será que ela sabia da história que Jesus tocou um caixão impuro? Ou da história que ele tocou um leproso impuro? Pela lei cerimonial ela era impura também mas nutriu sua fé, buscou e tocou no Salvador. Não foi um toque qualquer, foi “o toque da fé”. Tantas outras pessoas estavam tocando em Jesus, mas só essa mulher experimentou o milagre. Será que estamos tocando a Jesus como a multidão? Sem experimentar a graça? Que hoje possamos tocar a Jesus de uma maneira diferente; com o toque da fé.

 

Quarta – Algumas mulheres que seguiram Jesus

A história de Maria e Marta é bem conhecida. Muitos sermões e lições espirituais foram inspirados nessa história. Marta estava fazendo o que era esperado de uma mulher em seus dias. A cultura da época incentivava os homens a estudar e aprender, enquanto as mulheres deveriam cumprir as obrigações de dona de casa. Mas Jesus não se amoldava à cultura. Contrariando os costumes da época, permitiu que Maria se sentasse aos seus pés para aprender. Marta deveria ter escolhido a mesma coisa.

O que, em nossa cultura contemporânea, está competindo com o nosso tempo de qualidade junto ao Mestre?

Lucas cita nominalmente algumas mulheres que serviam a Jesus e auxiliavam Seu ministério. Algo raro na época era registrar o nome de uma mulher. Os homens eram citados e as mulheres, ignoradas. Mas Lucas, um imitador de Jesus, valorizava as mulheres e citou-as pelo nome.

Quantos hoje servem a Jesus de forma anônima! Seus nomes não são mencionados nas comissões e reuniões. Mas, com certeza, estão registrados no livro da vida!

 

Quinta – Persistem na oração, sacrificam-se na doação

A parábola da viúva insistente e do juiz insensível nos ensina uma preciosa lição. A oração persistente tem poder. O juiz da parábola era mau e mesmo assim cedeu à insistência da viúva. Imaginem Deus, o bom Juiz, como está ansioso para responder às nossas petições. Devemos persistir na oração, principalmente a intercessória. Não desanimemos de orar pelo cônjuge não convertido, pelos filhos desviados, pelo parente descrente. Deus responde a essas orações.

A outra viúva doou apenas duas moedinhas. Mas doou tudo o que tinha. Doou com amor e gratidão. Responda a pergunta: Você acha que Deus olha o valor das nossas doações ou o nosso coração? No momento em que você doa alguma coisa para a causa de Deus, quais são seus reais motivos?

 

Sexta – Estudo adicional

Que linda citação de Ellen White. Podemos extrair muitas lições desse texto:

“O Senhor tem uma obra para as mulheres assim como para os homens. Elas podem ocupar seus lugares em Sua obra nessa crise, e Ele atuará por meio delas. Uma vez que se deixem possuir pelo senso do dever, e trabalhem sob a influência do Espírito Santo, terão o domínio de si mesmas que este tempo requer. O Salvador fará refletir a luz de Seu rosto sobre essas abnegadas mulheres, e lhes dará poder que ultrapassa o dos homens. Elas podem fazer nas famílias uma obra que os homens não podem realizar, obra que alcança a vida íntima. Podem chegar bem perto do coração daqueles que estão além do alcance dos homens. Seu trabalho é necessário” (Ellen G. White, Evangelismo, p. 464, 465).

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