Meditação de Pôr do Sol de 17/04/2015 por Jetro Ortega
17/04/2015
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22/04/2015

Comentários da Lição 4 (2ºTri/2015)

COMENTÁRIOS DA LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA – 2º Trimestre de 2015
Por Wellington Romangnoli

Lição 4 – O chamado para o discipulado

 


Sábado à tarde

O que significa ser um discípulo de Jesus? Se queremos ser discípulos e se queremos convidar outros a se juntarem a nós no discipulado, precisamos saber o que é um discípulo.

A definição padrão para DISCÍPULO é “aquele que aceita os ensinamentos de outro”. É um seguidor, um aprendiz. Se refere a alguém que busca seguir o caminho de outra pessoa. Aplicado a Jesus e Seus seguidores, discípulo é alguém que aprende com Jesus a viver como Ele. Discípulo é aquele que, pela graça, conforma suas palavras e sua vida com as palavras e a vida de Jesus.

Um discípulo deve se relacionar com seu mestre. Não há discipulado sem relacionamento. O discípulo deve conhecer tão profundamente o mestre, deve admirá-lo a tal ponto que passa a agir como ele. Como discípulos de Jesus, devemos permitir que Ele nos transforme à Sua imagem.

 

Domingo – Pescadores de homens

Pedro estava frustrado. Usara todo seu conhecimento e experiência de pescador profissional. Usara toda a sua força e resistência. Não apanhara nenhum peixe durante aquela dura noite de trabalho.

Jesus, um carpinteiro profissional, pede que o pescador profissional lance as redes novamente. Pedro obedece um pouco relutante. Mas um milagre acontece. Agora Pedro tem uma verdadeira “história de pescador” para contar. Pedro ficou tão impressionado que deixou outros cuidando dos peixes e agarrando-se aos pés de Jesus reconheceu sua indignidade.

Mas Jesus tinha outros planos para o pescador. Disse: “Não temas, de agora em diante você será pescador de homens”.

Pedro entendeu. Seu conhecimento não era suficiente, sua experiência e forças não eram suficientes. Seus métodos não eram eficientes. Mas obedecendo o Mestre, não tinha o que temer.

Se estivermos seguindo o Mestre; se estivermos dispostos a depender de Seu poder; se aceitarmos os Seus métodos, também não devemos temer.

Segunda – A escolha dos Doze

Nos tempos antigos, um mestre escolhia discípulos para garantir que suas ideias fossem propagadas após sua morte. Jesus sabia que seu ministério seria de curta duração. Ele precisava escolher pessoas que continuariam a obra que Ele iniciara.

Para escolher os doze, Jesus passou uma noite inteira em oração. Entre os muitos seguidores, Jesus escolheu alguns para um treinamento especial e para uma missão especial. Agora eles eram mais que discípulos, eram apóstolos. Um discípulo é um seguidor, um aprendiz. Já o apóstolo é um enviado com uma mensagem e propósito especiais.

Avaliando do ponto de vista humano, os doze apóstolos formavam um grupo muito estranho. Não tinham nada de extraordinário. Mas Jesus, sabia que eles estavam dispostos a aprender e obedecer. Deus não escolhe os capacitados mas capacita os escolhidos.

Podemos começar nossa vida cristã como discípulos na escola de Cristo. Temos muito a aprender e absorver dEle. Mas, em algum momento de nossa vida, precisamos aceitar o chamado para o apostolado. Há um trabalho a ser feito, uma mensagem a ser propagada. Deus capacita Seus instrumentos humanos.

Terça – Comissionando os apóstolos

Lucas 9: 1 – 6 descreve como Jesus enviou os doze apóstolos numa missão prática. O Mestre tinha um plano, um método para capacitar os discípulos para essa missão.

1º – Jesus os chamou. Primeiramente eles deviam estar perto de Jesus. Precisavam receber Sua influência, observar e admirar Sua personalidade. Deviam ouvir Suas palavras de orientação, absorver Seus ensinamentos.

2º – Jesus os capacitou. Os discípulos foram revestidos de poder e autoridade. A missão era complicada mas Jesus garantiu a força, a sabedoria, o discernimento para que ela fosse cumprida. Capacitados por Cristo, os discípulos não tinham o que temer. Eles estavam cheios de confiança no poder de Deus.

3º – Jesus os enviou. A missão era pregar e curar. Falar e agir. A pregação deveria ser acompanhada de atos poderosos em favor dos ouvintes. Deveria haver transformação espiritual, física e emocional.

Os discípulos modernos devem passar por essas três etapas. O Mestre continua a nos chamar, capacitar e enviar.

 

Quarta – O envio dos Setenta

Em Lucas 9 lemos o relato de Jesus enviando os doze apóstolos. Em Lucas 10, lemos que o número foi expandido para setenta. Eles foram enviados para preparar as pessoas das cidades que Jesus iria visitar. Também receberam poder para guerrear como soldados de Cristo no Grande Conflito.

Eles foram ao encontro das pessoas. Não esperaram que o povo fosse ter com eles. Como o pastor busca a ovelha perdida eles saíram em busca de alcançar e salvar os pecadores.

Quando voltaram da “guerra”, estavam felizes e realizados. No nome de Jesus conseguiram grandes vitórias. Seus nomes e os nomes das pessoas pelas quais trabalharam estavam escritos nos céus (Lc 10: 20).

“A respeito dos apóstolos está escrito: ‘Então, os discípulos saíram e pregaram por toda parte; e o Senhor cooperava com eles, confirmando-lhes a palavra com os sinais que a acompanhavam’ (Mc 16:20). Assim como Cristo enviou os discípulos, hoje Ele envia os membros de Sua igreja. O mesmo poder outorgado aos apóstolos está disponível a eles. Se fizerem de Deus sua força, Ele os acompanhará, e seu trabalho não será inútil” (Review and Herald, 25 de junho de 1895).

 

Quinta – O custo do discipulado

Qual o significado das palavras de Jesus em Lucas 9: 23? Primeiramente, vamos entender o que Jesus NÃO queria dizer com essas palavras. Muitas pessoas acham que “cruz” se refere a alguma provação como problemas familiares, doenças, desemprego, etc. Elas dizem: “essa é a cruz (problema) que eu tenho que carregar”. Mas crentes e não crentes, discípulos ou não, todos enfrentam esses problemas na vida.

No tempo de Jesus, uma pessoa condenada a crucifixão deveria carregar a cruz. Isso não simbolizava um fardo que a pessoa deveria suportar por um tempo. Carregar a cruz era símbolo de morte.

Portanto, ao dizer que Seus discípulos deveriam tomar a cruz e segui-Lo, Jesus estava dizendo que a pessoa deve estar disposta a morrer por Ele. Também poderíamos falar em “morte do EU” ou “entrega sem reservas”. Podemos ter a certeza de que Jesus estava se referindo a morte porque poucos versos adiante Ele diz “quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa, este a salvará”.

Morrer para o eu, entregar a vontade a Deus, estar disposto a abandonar alguns sonhos, mudar traços do caráter, lutar contra tendências, controlar a personalidade, encontrar mais tempo para comunhão, vigiar as palavras, tudo isso está envolvido em “tomar a cruz”. O discipulado demanda sacrifícios e Jesus nunca escondeu isso.

 

Sexta – Estudo adicional

Você está disposto a tomar sua cruz? Então considere as perguntas a seguir:

* Você está disposto a seguir Jesus mesmo que isso signifique perder alguns amigos?

* Você está disposto a seguir Jesus mesmo que isso signifique romper laços familiares?

* Você está disposto a seguir Jesus mesmo que isso signifique prejuízo para sua reputação?

* Você está disposto a seguir Jesus mesmo que isso signifique a perda do seu emprego?

* Você está disposto a seguir Jesus mesmo que isso signifique perder a sua vida?

Em alguns lugares do mundo essas consequências são realidade. Note que as questões começam com “Você está disposto”? Nem sempre essas coisas acontecem com pessoas que decidem seguir a Jesus. Mas, estaria você disposto?

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