Meditação de Pôr do Sol de 10/07/2015 por Sullivan Ostrovsky
10/07/2015
Meditação de Pôr do Sol de 17/07/2015 por Ailton C. Mutafci
17/07/2015

Comentários da Lição 3 (3ºTri/2015) por Wagner Teoro

Comentários da Lição 3
3ºTri/2015
por Wagner Teoro

Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; 

I Coríntios 1: 26 a 29

Querido amigo,

A Bíblia não tem apenas histórias de adultos e famosos, não. Deus também usou uma criança anônima para nos dar um poderoso exemplo de missão. Veja a história do comandante Naamã, o sírio leproso, que levou de presente para sua esposa uma escravinha de Israel. O que ele não imaginava é que a desconhecida menininha a quem em casa fez cativa, cativaria em sua casa o seu próprio coração. Naamã levou escrava a sua libertação.

Como já disse Paulo, Deus escolheu as “coisas fracas do mundo” para fazer e acontecer os seus desígnios. Nem mesmo o triste legado da guerra, que tirou dessa mocinha o convívio com próprios pais, foi capaz de impedir seu testemunho na terra estranha de quem as raptou. “Ensina a criança no caminho em que deve andar”, disse o sábio, pois jamais desse caminho se desviará. Essa foi a realidade da pobre, porém rica pequenina de Israel, diante do rico, porém pobre, Naamã. No tempo oportuno, não se fez por vítima da ocasião. Desconhecida, porém serva, a mocinha fez missão, ao falar a sua senhora quão boa coisa seria se Naamã estivesse diante do profeta de Samaria. Não existe força que escravize as certezas divinas de um coração liberto em Deus. A sua circunstância não fez escrava sua missão. Deus escolheu a boca da destemida inocência para afirmar seu poder de dar a cura salvadora que em nenhum outro lugar Naamã poderia encontrar.

Escrava, a anônima garotinha não fez nenhuma teologia, não foi por rebuscados argumentos que convenceu sua declaração, mas a pureza de seu coração sem  mácula escoltou a força de sua afirmação. Isso nos ensina uma valiosa lição: nossa mensagem repousa muito mais no que somos do que naquilo que sabemos. Nossa vocação não está no acúmulo de conhecimento, mas na profundidade de nossa experiência com Aquele que nos enviou.

Em busca de sua cura, Naamã foi ao rei da Síria, e depois, ao rei de Israel, mas não seria diante dos reis que encontraria o seu favor. Dirigido a casa de Eliseu, a expectativa das formalidades próprias de sua digna autoridade cederam espaço para quebra dos protocolos humanos. Deus está acima das etiquetas dos homens. Ao profeta Eliseu, da porção dobrada de espírito pareceu faltar educação, pois despediu ao visitante sírio sem sequer o receber. Vai lavar-te sete vezes no Jordão. Naamã se surpreendeu, pois esperava cena, mas esta não aconteceu. Deus não combina com efeitos especiais. Haja luz e houve luz, simples assim. Não há nada que missionários possam fazer para tornar mais sofisticado ou atraente o amor de Deus por nós.

Não houve explosão, não houve teatro e não houve cena. O leproso Naamã é levado ao lado oposto de sua posição. Pelo servo a quem mandava recebe o convite a sensatez_ …se te houvesse dito o profeta alguma coisa difícil, acaso não o farias?  Faria e o fez, e o milagre aconteceu. Dos perfeitos sete banhos no Jordão, levantou-se o comandante em pele de bebê. Voltou para agradecer, mas Eliseu nada recebeu. Diferentemente, o jovem Gerazi, que correu a Naamã pelos presentes que achavam serem por bem seus, mas terminou recebendo a lepra pelo pecado que cometeu.

Nada mais diz a Bíblia sobre a inesperada missionária da casa de Naamã, nem o nome não sabemos dessa ousada menininha, porque o extraordinário de sua história é o Deus que ela tinha.

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