Meditação de Pôr do Sol de 11/04/2015 por Miriam Rizziolli Santos
10/04/2015
Meditação de Pôr do Sol de 17/04/2015 por Jetro Ortega
17/04/2015

Comentários da Lição 3 (2ºTri/2015)

COMENTÁRIOS DA LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA – 2º Trimestre de 2015

Por Wellington Romangnoli

 

Lição 3 – Quem é Jesus Cristo?

 

Sábado à tarde

Há uma tendência entre nós de considerarmos a Bíblia como um livro de respostas. Temos perguntas sobre Deus, os relacionamentos, moralidade e a vida em geral, e esperamos encontrar as respostas na Bíblia. Simples assim.

Os cristãos acreditam que a Bíblia oferece as respostas para as questões mais importantes da vida. No entanto, em muitas situações, descobrimos que a Bíblia também é um livro de perguntas. Grandes verdades das Escrituras são comunicadas através de questionamentos. O próprio Jesus usava o recurso das perguntas como um modo de desafiar Seus ouvintes a meditar, pensar e buscar a resposta com cuidado.

“Mas vós, … quem dizeis que Eu sou?” (Lc. 9: 20). Quem é Jesus Cristo? Essa pergunta está entre as mais importantes de todas. Ela vai ser o ponto de partida para muita reflexão durante o estudo dessa semana.

E a resposta para essa pergunta? A resposta decide o destino da humanidade, decide o seu e o meu destinos.

 

Domingo – Reações diante de Jesus

A lição de Domingo apresenta duas reações de dúvida em relação à verdadeira identidade e missão de Jesus. Uma dessas reações de dúvida foi motivada pela REPREENSÃO  e a outra, pelas CIRCUSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS.

No primeiro caso, Jesus se encontra numa sinagoga, em Nazaré. Ele disse: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos

e proclamar o ano da graça do Senhor… Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir.”  Claramente Jesus estava afirmando que aquelas pessoas eram pobres, cativas, cegas e oprimidas. Eles não aceitaram a repreensão e rejeitaram a Cristo.

No segundo caso, as dúvidas surgiram na mente e no coração de ninguém menos que João Batista! Sim, aquele cuja missão fora anunciar a vinda do Messias, aquele que apontou para Jesus e o identificou como o “Cordeiro de Deus”, teve seus momentos de dúvida. As circunstâncias difíceis em que se encontrava (prisão, condenação, risco de morte), o levaram a questionar a identidade de Jesus.

A repreensão e as dificuldades da vida ainda levam muitas pessoas a levantarem dúvidas sobre Deus. E se você for repreendido pela Palavra de Deus? É melhor duvidar ou mudar de vida? E se você estiver enfrentando uma provação? Duvidar vai resolver? Ou confiar, ter esperança e fé é uma alternativa melhor?

Perguntas…

 

Segunda – Filho de Deus

Diante do milagre e do mistério da encarnação devemos assumir uma postura de humildade. Nossa mente finita deve se render completamente à revelação da Palavra de Deus. Jesus Cristo, 100% Deus e 100% homem! Um conceito difícil de entender. Mas o que diz a Bíblia?

Em Lucas, encontramos anjos e homens se referindo a Jesus como: Filho do Altíssimo, Santo, Filho de Deus, Salvador, Cristo e Senhor. Isso está de acordo com todo o Novo Testamento. João afirma que o Verbo era Deus. O próprio Jesus se identificou como o Grande Eu Sou, o Deus Jeová do Antigo Testamento (João 8: 58). Profecias relacionadas com o Messias o identificam com atributos que são exclusivos de Deus. A Bíblia não deixa dúvidas sobre a divindade plena de Cristo.

O que deve nos surpreender é que esse Deus Onipotente, Eterno e Glorioso aceitou a encarnação, uma vida de dificuldades, uma morte terrível, para nos salvar.

 

Terça – Filho do Homem

Lucas demonstra um profundo interesse na humanidade de Jesus. Em referencia à Jesus, Lucas usa o título “Filho do Homem” com muita frequência. O próprio Jesus gostava de empregar esse título para identificar a Si mesmo. Se Cristo era o Filho de Deus, por que ele se autodenominava o Filho do Homem? A frase Filho do Homem é uma referência a humanidade de Jesus e não é uma negação de Sua divindade. Se tornando homem, Jesus não deixou de ser Deus. A encarnação não envolve alguma subtração de divindade, mas a adição de humanidade.

A frase Filho do Homem também enfatiza quem é Jesus em relação à Sua encarnação e Sua obra de redenção. No Velho Testamento (Lev. 25: 25 e 26, 48 e 49; Rute 2: 20) o parente mais próximo devia agir como um redentor para os casos de necessidades, dívidas, escravidão ou prisão. Jesus se tornou carne e sangue, Ele se tornou homem para agir como nosso parente mais chegado, nosso Redentor.

“A humanidade do Filho de Deus é tudo para nós.” Pense nessa frase de Ellen White. Por que ela faz tal afirmação?

 

Quarta – “O Cristo de Deus”

Como vimos na semana passada, Jesus tinha uma divina autoconsciência de que era o Filho de Deus. Por ocasião de Seu batismo, ouviu com clareza a voz do Pai declarar “Este é o meu Filho amado.” No deserto da tentação, repeliu as insinuações do Inimigo (“Se tu és o Filho de Deus). Jesus sabia quem era.

Mesmo assim fez as perguntas: “Quem as multidões dizem que eu sou?” e “Quem vocês dizem que eu sou?” Um professor faz perguntas não porque não saiba as respostas. Ele sabe. Mas as perguntas ajudam os alunos a pensarem por si mesmos. O mesmo fez Jesus. Ele levou Seus discípulos a uma profunda reflexão.

O que os outros dizem sobre Jesus? Você se sente pressionado pela opinião dos outros? E o que você tem a dizer sobre Jesus? Lembre-se de que o conhecimento teórico não é o mais importante. Devemos conhecer Jesus de forma pessoal, buscar um relacionamento verdadeiro com Ele. Esse conhecimento profundo e prático deve arrancar de nossos lábios a mesma confissão de Pedro: “Tu és o Cristo de Deus!”

 

Quinta – A transfiguração

É verdade que há mistérios não revelados sobre a natureza de Jesus. Ellen White, na lição de sexta-feira, afirma que “a encarnação de Cristo sempre foi e sempre permanecerá um mistério”.

Mas Deus providencia evidências onde podemos apoiar a nossa fé. Nossa fé não precisa flutuar sobre bases imaginárias e inseguras. Ela pode se firmar em evidências. Note o caso da transfiguração. Como Deus foi misericordioso em providenciar essa evidência da divindade de Jesus. Os discípulos (do passado e do presente) podem firmar a fé nessa “prova” da natureza tão especial do Filho de Deus/Filho do Homem. A transfiguração foi visível e audível. Que espetáculo para os discípulos! Que confirmação para sua fé e esperanças! Que proteção contra as dúvidas e desapontamentos que se seguiriam! Que ato de misericórdia da parte de Deus!

O próprio Jesus, ao se dirigir ao monte para orar, buscava consolo e poder. À Sua frente estavam dias muito difíceis. No monte da transfiguração o Pai declara amor para com Seu Filho e envia o consolo e poder almejados.

 

Sexta – Estudo adicional

Uma rápida pesquisa no Google com a questão “quem é Jesus Cristo?” revela que existem milhares de sites buscando responder essa pergunta. A resposta está na Palavra de Deus. Esse é um assunto solene que merece nosso estudo profundo, sempre com espírito de humildade.

Além disso, devemos buscar um relacionamento pessoal com Jesus. Ele deve se tornar nosso amigo.

“Mas vós, … quem dizeis que Eu sou?” (Lc. 9: 20).

Os comentários estão encerrados.