Comentários da Lição 1 (3ºTri/2015)
03/07/2015
Meditação de Pôr do Sol de 10/07/2015 por Sullivan Ostrovsky
10/07/2015

Comentários da Lição 2 (3ºTri/2015) por Wagner Teoro

10 de julho de 2015

Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu,… e partiu sem saber aonde ia. Pela fé, peregrinou pela terra da promessa, como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó…. Porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é arquiteto e edificador. Hebreus 11:8 a 10. 

SE EU FOSSE ABRAÃO

DEUS — Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. Gen. 12:1

EU —  Pois não, Senhor! Mas poderia fazer somente algumas perguntas? É que me veio a ordem, mas junto me veio a dúvida: sair, mas quando sair?  Pois hoje somos homens e mulheres de compromisso. Organizamos tudo a cada hora, e nossos dias são lotados demais. Não assumimos missão sem olhar para agenda, e nossa agenda já não cabe em nós.

– Sim… é verdade, o Eterno tem razão. Compromissos sempre existiram, mas no Éden o Senhor era o centro da nossa atenção. Tinhamos que dar nomes aos bichos, cuidar do jardim, fazer passeios incríveis, mas nada era mais importante que nosso encontro com o Criador na viração. Bons tempos aqueles em que éramos felizes e disso sabíamos….Pois é, Pai, nossa agenda mudou muito, mudou para pior. Saímos do Tudo para pôr tudo em nosso esquema.

– Mas, voltando a Sua Divina ordem. Poderia somente dizer a duração dessa viagem? Pois tão importante quanto ir é retornar. Até o herói Ulisses da Odisséia contava os dias para voltar. Sócrates, na viagem da vida, também queria voltar, deseja conhecer a si. Queremos ir e retornar a nós. Gostamos das missões com data certa para acabar.

– Sei, Pai. Novamente fala a verdade. O Senhor nos leva a uma viagem sem retorno, pois voltar significaria retroceder a nossa zona de conforto. A ida contigo é um resgate de nós do nosso absoluto desesquema. Quer nos tirar o Eu de nosso descontrole. Para os gregos o ir é voltar a si, mas para o Senhor, o ir é abandonar o eu para encontrar o Outro. Abandonar a si, para morar morar em Deus. Quem sai de si hospeda-se em Deus. Esse é o verdadeiro passo avante da fé. De fato, ninguém toma o arado, e olha para trás. Fé é a atitude mais progressista da transformação humana.

– De qualquer forma, meu Deus, mesmo indo, poderia dizer para onde vou? Pois sair assim, nessa idade, e abandonar a família, os amigos, a herança, e sem conhecer o destino, é muito arriscado! Ninguém vai entender. Até os mais jovens relutariam nesse projeto. Gostamos de uma boa aventura, mas tudo dentro do nosso controle. Antes de sair nós olhamos a previsão tempo, a condição da economia, o preço do dolár, se tem ou não tem caixa eletrônico, e se aceita o crédito. O crédito é um dos deuses daqui. Ninguém gosta de ser pego de calças curtas, Pai. A gente prefere fé com garantia. Hoje, a missão tem que caber no orçamento, senão….

– Sim…de novo o Todo Poderoso é melhor. De fato, a garantia de nossa fé é o Senhor. E que mais poderíamos ter além do Tudo em nosso favor? O caminho a que nos chama não é fácil, mas o necessário. Passar pelo buraco da agulha nunca foi tarefa simples. O preço da existência autêntica é alto, mas vale a pena.  Deus não nos chama às férias, e seu convite difere dos convites comuns. Pois o homem sonha o ordinário, mas a missão de Deus é extraordinária, e coisas espirituais são discernidas espiritualmente. Ninguém se entristece com os destinos que por Deus se permitiu levar, porque o lugar mais feliz que existe é aquele o Senhor nos faz achar.

– É verdade, Pai, mas se não diz aonde vou diga somente quando irei chegar. Porque a vida é curta e já consigo ver a curva no fim dela. Já passei da idade de fazer extravagâncias.

– Ah… o caminho. O Senhor é sábio demais! Isso é verdade, precisamos valorizar a importância do caminho. Quem vive unicamente da expectativa do futuro não consegue perceber as bençãos do presente. O Senhor nos faz no caminho. No longo itinerário da missão de Deus, cabe ao homem somente o pôr-se a caminho. Pois o Senhor precisa de apenas um passo para fazer as maravilhas na jornada. Quantos milagres foram e continuam sendo feitos no caminho. Quando nos dispomos a andar com Deus, é Ele que se dispõe caminhar conosco.

– E a promessa, Pai? (risos). Ser pai de uma nação é um grande privilégio, mas haja disposição. A ciência tem nos desacreditado em consultórios. E uma grande multidão não é pouca coisa. Haja fé!

– Claro… um grãozinho de mostarda. O Senhor faz muito com muito pouco, sabia!? Nos perdoe. Essa descrença é coisa nossa, que estamos acostumados a fazer muito pouco, mesmo com tanta coisa. Tudo aqui é superfaturado, Senhor. Qualquer coisa, custa milhões. Mas com Deus é diferente. Com um ato de fé de um homem o Senhor faz povo, faz multidão e faz nação, da qual as estrelas do céu servem de modelo e de testemunha.

– Pai, se me permite uma última pergunta: qual o nome que posso dar a essa missão?

– Sim… Não poderia ser outro, O SENHOR Proverá.

De fato: “Não fora uma pequena prova aquela a que foi assim submetido Abraão, nem pequeno o sacrifício que dele se exigira. Fortes laços havia para o prender ao seu país, seus parentes, seu lar. Ele, porém, não hesitou em obedecer à chamada. Não teve perguntas a fazer concernentes à terra da promessa – se o solo era fértil, e o clima saudável, se o território oferecia um ambiente agradável, e proporcionaria oportunidades para se acumularem riquezas. Deus falara, e Seu servo devia obedecer; o lugar mais feliz da Terra para ele seria aquele em que Deus quisesse que ele se achasse. Muitos ainda são provados como o foi Abraão. Não ouvem a voz de Deus falando diretamente do Céu, mas Ele os chama pelos ensinos de Sua Palavra e acontecimentos de Sua providência. Pode ser-lhes exigido abandonarem uma carreira que promete riqueza e honra, deixarem associações agradáveis e proveitosas, e separarem-se dos parentes, para entrarem naquilo que parece ser apenas uma senda de abnegação, agruras e sacrifícios. Deus tem uma obra para eles fazerem; mas uma vida de comodidade, e a influência de amigos e parentes, embaraçariam o desenvolvimento dos traços essenciais para a sua realização. Ele os chama para fora das influências e auxílio humanos, e os leva a sentirem a necessidade de Seu auxílio, e a confiarem nEle somente, para que Ele possa revelar-Se-lhes. Ellen G. White, PATRIARCAS E PROFETAS, pág.81.

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