Meditação de Pôr do Sol de 03/04/2015 por Maria Cecília Camargo Oliveira
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10/04/2015

Comentários da Lição 2 (2ºTri/2015)

COMENTÁRIOS DA LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA – 2º Trimestre de 2015

Por Wellington Romangnoli

 

Lição 2 – O batismo e as tentações

 

Sábado à tarde

O décimo quinto ano do reinado de Tibério César! Que ano importante para a história do Cristianismo! Foi nesse ano que João Batista inaugurou seu ministério.

Lucas ainda fala sobre Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe, Lisânias, Anás e Caifás. Lucas não queria que alguém pensasse que João ou Jesus pudessem ser personagens fictícios ou mitológicos. Por isso ele os cita dentro de um contexto histórico, passível de verificação. Os estudiosos calculam que a data aproximada é 27 ou 28 d.C.

Além disso, Lucas contrasta a pompa, títulos e poder desses homens com a humildade, simplicidade e extraordinário poder de João. O mais simples instrumento, usado pelas mãos de um Deus Onipotente, fará coisas grandiosas.

 

Domingo – “Preparai o caminho do Senhor”

“Ao tempo de João Batista, a cobiça das riquezas e o amor do luxo e da ostentação se haviam alastrado. Os prazeres sensuais, banquetes e bebidas, estavam causando moléstias e degeneração física, amortecendo as percepções espirituais, e insensibilizando ao pecado. João devia assumir a posição de reformador.” (EGW, O Desejado de todas as nações, 70). Não parece uma descrição do nosso tempo?

Realmente havia muito trabalho para João! Preparar o caminho, aterrar os vales, nivelar montanhas e colinas, endireitar estradas tortuosas, aplanar caminhos acidentados (Lucas 3: 4 – 5). Não devemos nos esquecer que o que João fez para preparar o povo para a primeira vinda de Cristo, NÓS devemos fazer para preparar o mundo para a segunda.

João pregava o arrependimento e o batismo; mudança de mentalidade e testemunho público dessa mudança. Importante é lembrar que a mensagem do Batista se dirigia primeiramente aos que pensavam ser o “povo de Deus”. Batizar os gentios por imersão era uma prática conhecida, mas João surpreendeu ao batizar judeus.

O batismo simboliza a morte e ressurreição. Morte para o pecado e ressurreição para uma nova vida. No ato batismal a pessoa fecha os olhos, prende a respiração, é sepultada nas águas e, por alguns instantes, não sabe o que está realmente acontecendo ao seu redor (morte). A seguir é erguida de sua sepultura líquida, volta a respirar, abre os olhos, e passa a viver uma nova fase da vida (ressurreição). Que belo simbolismo!

(Sugestão: Ler o capítulo 10 do livro O Desejado de Todas as Nações – A Voz do Deserto)

 

Segunda – “Tú és Meu Filho amado”

Desde menino, Jesus tinha uma divina autoconsciência de ser o Filho de Deus. Maria, auxiliada pelos anjos e pelo Espírito Santo, preparou o menino Jesus para sua missão. Provavelmente ela tenha contado a Jesus sobre as circunstâncias tão especiais de Seu nascimento. Dia após dia o próprio Céu ia comunicando ao menino Jesus uma compreensão mais clara de sua identidade e missão. Vejam o que Ellen White escreve sobre Jesus, aos 12 anos, quando foi pela primeira vez observar a Páscoa em Jerusalém:

“Pela primeira vez, contemplou o menino Jesus o templo. Viu os sacerdotes de vestes brancas, realizando seu solene ministério. Viu a ensanguentada vítima sobre o altar do sacrifício. Com os adoradores, inclinou-Se em oração, enquanto ascendia perante Deus a nuvem de incenso. Testemunhou os impressivos ritos da cerimônia pascoal. Dia a dia, observava mais claramente a significação dos mesmos. Cada ato parecia estar ligado a Sua própria vida. No íntimo acordavam-se-Lhe novos impulsos. Silencioso e absorto, parecia estudar a solução de um grande problema. O mistério de Sua missão desvendava-se ao Salvador.” (DTN, 54)

Ao completar 30 anos, pede o batismo. Qual seria o significado do batismo de Jesus? Podemos apontar algumas razões:

  1. Para cumprir a profecia. A profecia das 70 semanas de Daniel dizia que na 69ª semana viria o Ungido (Daniel 9: 24 e 25). Cristo foi batizado e ungido com o Espírito Santo exatamente no cumprimento desse tempo profético.
  2. Para dar o exemplo. Ele é nosso exemplo em todas as coisas.
  3. Para marcar o início de Seu ministério público. Dessa hora em diante, muitos dos que foram preparados por João, passaram a seguir a Jesus.

 

Terça – “Não só de pão”

Após o batismo, Jesus é guiado, pelo Espírito Santo, ao deserto. Seu objetivo era passar um tempo em jejum e oração antes de iniciar Seu ministério público. Muitos pensam que Jesus foi ao deserto para ser tentado. No entanto, a tradução mais correta seria que Jesus foi ao deserto, onde foi tentado. Jesus não procurou a tentação, tampouco nós devemos nos colocar de propósito no caminho da tentação.

As tentações no deserto não foram as primeiras e nem as últimas que Jesus enfrentou. Ele foi tentado desde criança. Satanás não deu descanso para o único ser humano que se recusava a ceder. Jesus foi cruelmente atormentado por todos os tipos de tentações que a mente criativa do Maligno podia conceber.

Satanás não se apresentou a Jesus como uma criatura chifruda, vermelha, com rabo e tridente dizendo: “Sou o Capeta, prepare-se, vim tentar você”. Como no Éden, usou o disfarce e a astúcia.

Imagine a cena: Jesus, orando e jejuando por 40 dias, pedindo poder e uma confirmação da parte de Deus. Encontra-se faminto, enfraquecido e angustiado. Então, aparece uma figura majestosa, brilhante, angelical, pura. Se apresenta como a respostas para as orações de Cristo. Diz que é o mesmo anjo que segurou a mão de Abraão. O pai da fé não precisou ir até o fim. Apenas precisou mostrar sua intenção de matar Isaque. Assim também Jesus não precisa ir até o fim. Já demonstrara a intenção de se sacrificar. Pronto! Deus já aceitara o jejum como sacrifício. Não precisa prosseguir, não precisa morrer de fome (muito menos na cruz). “Se você é o Filho de Deus, transforme essas pedras em pães”. Que armadilha! Uma obra prima do engano! (Ler DTN, capítulo: A Tentação)

Como Jesus percebeu? Ele tinha o discernimento dado pelo Espírito Santo. É disso que precisamos. Satanás é muito mais inteligente e experiente que nós. Mas podemos contar com o discernimento espiritual concedido pelo Espirito Santo. Sem isso, não há como vencer.

 

Quarta – “Se … me adorares”

Que atrevimento de Satanás! Ele, o usurpador, sequestrara esse mundo por meio da mentira e engano, e agora, pelos mesmos meios, se compromete a devolvê-lo?! A maior ambição, verdadeira obsessão de Lúcifer, era ser semelhante ao Altíssimo. Seu orgulho e arrogância faziam ferver dentro dele um desejo pecaminoso por ser adorado. Adorado pelo homem, adorado pelos anjos e agora, via a possibilidade de ser adorado pelo próprio Filho de Jeová. Sua obsessão o impulsionou a tal atrevimento.

Novamente Jesus percebe a armadilha. Usa as Escrituras como escudo. O Criador é o único Ser no universo que merece nossa adoração.

Devemos nos lembrar que a questão da adoração é um ponto importante na proclamação das três mensagens angélicas. Ainda hoje devemos escolher a quem prestar culto.

 

Quinta – Cristo, o Vencedor

Lucas apresenta a terceira tentação. Satanás transporta Jesus ao pináculo do templo, faz um desafio e até mesmo cita as Escrituras. Devemos nos lembrar que a imaginação, criatividade e atrevimento de Satanás são ilimitados. Ele prepara tentações perfeitamente adaptadas àqueles que quer enganar. Como Jesus usava as Escrituras para se defender, Satanás usou as Escrituras para atacar.

Mas Jesus percebeu a distorção. Deus não deve ser tentado. O que significa a frase “Não tentarás ao Senhor teu Deus”? Tentar a Deus é pedir Sua ajuda, aprovação, bênção ou proteção enquanto nos colocamos deliberada e conscientemente no caminho do erro. Vou citar alguns exemplos:

– Oro antes de viajar, pedindo à Deus seu cuidado e proteção. Então saio de forma imprudente, dirigindo acima do limite de velocidade e desrespeitando as leis de trânsito.

– Peço que Deus abençoe meu namoro. Depois, de propósito, procuro ficar com minha namorada em lugares escondidos, pouco iluminados, com música especial…

– Não presto atenção às aulas, deixo de fazer minhas tarefas de casa, não estudo para a avaliação e depois oro pedindo a ajuda de Deus.

– Preparo uma picanha bem gordurosa. Arrumo a mesa com refrigerantes e toda sorte de guloseimas não saudáveis. Me preparo para um banquete de intemperança. Então oro pedindo que Deus abençoe o alimento e a minha saúde!

Que outros exemplos você pode acrescentar? Parece que gostamos de cair na tentação de colocar Deus à prova.

 

Sexta – Estudo adicional

Como vencer as tentações? Com a ajuda de Deus, é claro. Sem essa ajuda sobrenatural, somos incapazes de resistir aos apelos das tentações sobre nossa natureza carnal. Mas também temos uma parte a desempenhar nessa batalha.

O Pr. Doug Batchelor criou uma lista de 10 dicas práticas de como podemos resistir às tentações:

#1 Lembre-se da recompensa que Deus tem reservada para você (I Cor 2: 9)

#2 Acredite que o pecado é realmente mal (Rom 7:13)

#3 Esteja preparado para fugir da tentação (1 Cor 6: 18; 10: 14)

#4 Não siga a multidão (Mat 7: 13)

#5 Mantenha-se ocupado (Gen 3: 19)

#6 Tenha um plano para resistir uma tentação específica (Prov. 22: 3)

#7 Conheça suas limitações, seus pontos fracos (1 Cor 10: 12)

#8 Vença o mal com o bem (Rom 12: 21)

#9 Cuide da saúde (Mat 26: 41)

#10 Reconheça seu meio de escape (1 Cor 10: 13)

 

Queridos, somos humanos. Muitas vezes falhamos. Cair em tentação é uma dura realidade para nós que ainda estamos vivendo desse lado da eternidade. Mas não podemos desistir. Devemos nos lembrar que Deus quer nos dar outra chance.

Para os que estão angustiados porque caíram em tentação essa semana, sugiro a leitura de 1 João 2: 1, Salmo 32 e Salmo 51.

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