Meditação de Pôr do Sol de 18/09/2015 por Luci Angela Tosta Morais
17/09/2015
Comentários da Lição 13 (3º Tri/2015) por Wagner Teoro
25/09/2015

Comentários da Lição 12 (3º Tri/2015) por Wagner Teoro

Querido amigo,

Sede meus imitadores como também eu sou de Cristo. I Coríntios 11:1

O mundo está cheio de gente diferente, mas todos precisam conhecer Jesus. Olhe ao redor. Pessoas de países e costumes variados revelam as idiossincrasias que apenas são a parte evidente das profundas diferenças morais, de crenças e de visão de mundo que nos distinguem. Cada um de nós carrega uma particularidade. Temos gostos, desejos e, muitas vezes, vidas absolutamente diversas, para as quais existe uma única esperança, Cristo. Diante disso, como evangelizar na multiplicidade sem perder a identidade? É preciso reconhecer que somos muitos diferentes uns dos outros, e a igreja que busca cumprir seu papel na história tem que lidar com a diversidade sem fazer desta uma adversidade, assim como Paulo fez em suas viagens evangelísticas.

Um dos desafios da igreja atual é mostrar que o evangelho é possível na sociedade moderna, na grande e na pequena cidade, ocupadas por pessoas absolutamente diferentes, com suas próprias ideias, opiniões, realidades, cicatrizes e feridas. Pessoas que carregam consigo sua experiência particular de vida. Numa mesma rua, em um mesmo dia, podem circular executivos, prostitutas, artistas, acadêmicos, mendigos e ladrões. Pessoas com vidas diversas. É preciso admitir que somente um método evangelístico contextualizado, que tome em conta essas diferenças, surtirá resultados positivos, pois o Cristo é pessoal. E não há melhor atendimento aos diferentes, do que uma atenção exclusive e pessoal. Segundo Ellen White, “Se se empregasse menos tempo a pregar sermões, e mais fosse dedicado a serviço pessoal, maiores seriam os resultados que se veriam. Os pobres devem ser socorridos, cuidados os doentes, os aflitos e os que sofreram perdas confortados, instruídos os ignorantes e os inexperientes aconselhados. Cumpre-nos chorar com os que choram, e alegrar-nos com os que se alegram. Aliado ao poder de persuasão, ao poder da oração e ao poder do amor de Deus, esta obra jamais ficará sem frutos.”(CBV, 143). Paulo compreendia esse fato, por isso fez-se fraco para com os fracos e forte para com os fortes, a fim de ganhar a todos. E não por menos que isso nos orientou:“O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco”. Filipenses 4:9.

O multiplicidade das pessoas e a velocidade das mudanças que experimentamos na atualidade requerem um evangelismo autêntico e criativo, sem ferir a imutabilidade do evangelho. Na tentativa de contextualizar a mensagem ao mundo, muitos tem aberto mão do evangelho, quebrando princípios inquebráveis, mudando o imutável. Quando isso ocorre, a igreja entra em crise de autenticidade e é oferecida uma variedade de mais do mesmo. É preciso ter sempre em mente que o evangelho é cristocêntrico. Desviar desse foco tem feito da missão uma atividade fria e legalista ou unicamente social. Assim como o tradicionalismo das apostilas tem gerado profissionais da religião, o liberalismo de vanguarda tem fomado especialistas em eventos. Mas existe o equilíbrio autêntico do cristianismo que jamais falhará. O bate-papo espontâneo e natural, a conversa no meio do expediente, ou no sofa de casa, ou a demonstração de profundo interesse pelo bem estar de alguém antes de pregar qualquer palavra, um abraço sincero de quem busca conquistar uma amizade de valor eterno, a vontade de fazer discípulo para Cristo e não um simples membro para a igreja. “Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então: “Segue-Me.” João 21:19 (CBV, 143). Temos que deixar de ser especialistas para nos tornarmos cristãos reais. O evangelismo não pode ser encarado como um business cheio de regras próprias, um manual para máquinas, que aprisiona em solo árido a espontâneidade e naturalidade de quem vive a missão do dia a dia.

Para viver assim é preciso comprometimento. Não há como realizar a pregação do evangelho na complexa sociedade de hoje se isso não for prioridade. Os tempos atuais requerem envolvimento integral na missão. Para isso é preciso mudança de paradigma e mentalidade do que significa fazer parte da igreja, como o corpo de Cristo. O batismo é expressão pública da decisão de seguir a Jesus, sendo assim, o batismo marca o início do discipulado cristão, que mais do que manifestação da concordância com as regras da religião é o comprometimento em fazer novos discípulos. E para que isso aconteça é necessário engajamento numa atividade de caráter missionário. Não podemos nos render a falácia de pensar que ser cristão é frequentar os cultos da igreja, pois uma meia verdade é uma mentira inteira. Ser cristão é assumir um compromisso de vida onde Cristo passa a ser o centro de todas as decisões, de modo que todo tempo, todo esforço, toda capacidade, todo recurso, toda possibilidade e influência são colocados aos pés de Cristo para uso na missão. Parece radical, mas todos os convites feitos por Jesus propuseram mudanças radicais. Muitos não tem se firmado na igreja, pois se contentam em ser membros de uma instituição, e não discípulos engajados na salvação de alguém. Paulo experimentou essa dimensão da entrega a ponto de afirmar, “não sou eu mais quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenha na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”. Galatas 2:20.

Nunca estivemos em momento tão delicado quanto ao que vivemos hoje. Nunca vimos tanta maldade e tanta frieza. Nunca vimos tanto egoísmo. Nunca vimos tanto engano de falsas teorias e doutrinas. Nunca vimos o ser humano tão corrompido e prepotente. Nunca a crise moral e espiritual afligiu a tantos. Nunca vimos uma vida tão vazia e fútil. Nunca vimos tantas pessoas perdidas e confusas. Isso pede da igreja atual um último impulso e esforço. Pois nunca precisamos de tanta oração quanto hoje. Nunca necessitamos tanto de homens e mulheres fiéis na missão. Nunca precisamos de tanta gente com paciência e disponibilidade disposta a trabalhar no discipulado. Nunca pecisamos de tantas pessoas preocupadas com a salvação de outros. Nunca precisamos de tantas pessoas formadas no conhecimento bíblico a fim de dissipar a mentira e fazer triunfar a verdade. Nunca necessitamos tanto de pessoas que hipotecam seus dons na missão. Nunca precisamos tanto de propagar fé, esperança e amor, pois nunca estivemos tão perto quanto hoje da volta de Jesus. “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como a chuva serodia que rega a terra”. Oséias 6:3

Wagner Teoro

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