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19/06/2015

Comentários da Lição 11 (2ºTri/2015)

COMENTÁRIOS DA LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA
2º Trimestre de 2015

por Wellington Romangnoli

 

Lição 11 – O REINO DE DEUS

 

Sábado à tarde

Jesus frequentemente fazia referência ao Reino de Deus ou Reino dos Céus. Um reino se faz com um monarca, com leis e com súditos. Esses aspectos são mais importantes que o território, a posição geográfica. Há um ditado popular que diz: “Cada povo tem o governo que merece”. Como cristãos, devemos fazer de Deus o nosso Monarca Supremo. Devemos nos submeter confiantemente aos Seus cuidados. Devemos conhecer, aceitar e praticar aquilo que Ele nos ensina. Devemos ser súditos leais.

Fazendo assim, permitimos que o Reino de Deus comece agora na nossa vida.

 

Domingo – Características do reino de Deus – parte 1

Jesus nos ensinou a orar “venha o Teu reino”. No livro O Maior Discurso de Cristo, Ellen White diz “Deus é nosso Pai, que nos ama e de nós cuida, como filhos Seus que somos; Ele é também o grande Rei do Universo. Os interesses de Seu reino são nossos interesses, e nós devemos trabalhar por seu reerguimento.”

Os evangelhos deixam claro que há uma relação indissolúvel entre Jesus e o reino. Ele não somente anuncia o reino, mas a sua pessoa e obra são elementos essenciais do reino. Em Jesus, o reino de Deus se tornou uma realidade muito mais plena no mundo do que já havia sido até então. Jesus exemplificou de maneira suprema a submissão à vontade de Deus que é a característica mais importante do reino de Deus. Assim sendo, em sua pregação os apóstolos associavam o reino de Deus com a mensagem acerca de Jesus (At 8.12; 28.23,31; Cl 1.13).

Jesus resgatou um planeta sequestrado por Satanás. Ele garantiu que o Reino de Deus vai triunfar no Grande Conflito e vai se estabelecer por toda a eternidade. Temos um trabalho a fazer. Devemos viver os princípios do reino de Deus e convidar outras pessoas a fazerem parte dele.

 

Segunda – Características do reino de Deus – parte 2

O Novo Testamento aponta as características do reino. É uma dádiva do Pai: Lc 12.32; equivale à vida eterna: Mc 9.47; é uma realidade interior: Lc 17.20s; é algo novo: Mt 11.11s; Lc 7.28; 16.16; agora inclui trigo e joio: Mt 13.24,47; cresce silenciosamente: Mt 13.31,33,38,41; Mc 4.26,30; representa graça e juízo: Mt 18.23; 20.1; os filhos do reino podem perdê-lo: Mt 21.31,43; 22.2; Lc 13.28s; alguns não o herdarão: 1 Co 6.9s; 15.50; Gl 5.21; Ef 5.5; não consiste em palavra, mas em poder: 1 Co 4.20.

 

Terça – O reino de Deus: já, mas ainda não

No seu sentido amplo, o reino é um símbolo da vontade de Deus que pode ser realizada em situações particulares através da obediência humilde, mas que nunca é plenamente concretizada dentro das fronteiras da história por causa das limitações humanas. O reino fala de uma tensão: como Cristo já veio ao mundo, morreu e ressuscitou, há uma dimensão presente do reino (Reino da Graça). Como Cristo ainda não voltou para pôr fim à realidade presente e instaurar os novos céus e terra, o reino é também futuro (Reino da Glória).

Assim sendo, o reino está presente em parte, mas a sua manifestação final permanece uma esperança para o futuro. O cristão sabe que o reino veio num novo sentido em Cristo, que ele pode vir na sua própria vida, mas que ainda não veio plenamente. Desse modo, ele vive no mundo presente como um cidadão obediente desse reino, ao mesmo tempo em que ora com esperança confiante: “Venha o Teu Reino”.

Porque o reino é de Deus, ele não virá como resultado do esforço humano. Não é sustentável a visão otimista de que o desenrolar da história está trazendo os estágios finais do reino. Este não pode ser entendido como um conceito evolutivo ou primariamente como um conceito moral e ético. Por outro lado, os cristãos sabem que devem orar e trabalhar para que o reino se faça cada vez mais presente; eles sabem que, pelo menos em algumas áreas ou situações, a realidade do reino pode ser tornar mais palpável neste mundo caído.

 

Quarta – O reino e a segunda vinda de Cristo

“Mas como o espírito de humildade e devoção na igreja havia cedido lugar ao orgulho e formalismo, esfriaram o amor a Cristo e a fé em Sua vinda. Absorto nas coisas mundanas e na busca de prazeres, o povo professo de Deus estava cego às instruções do Salvador relativas aos sinais de Seu aparecimento. A doutrina do segundo advento tinha sido negligenciada; os textos que a ela se referem foram obscurecidos por interpretações errôneas, a ponto de ficarem em grande parte esquecidos e ignorados. Especialmente foi este o caso nas igrejas da América do Norte. A liberdade e conforto desfrutados por todas as classes da sociedade; o ambicioso desejo de haveres e luxo, de onde vem o absorvente empenho de adquirir dinheiro; a ansiosa procura de popularidade e poderio, que pareciam estar ao alcance de todos, levavam os homens a centralizar seus interesses e esperanças nas coisas desta vida, afastando ao futuro longínquo o dia solene em que passaria a presente ordem de coisas.

Quando o Salvador indicou a Seus seguidores os sinais de Sua volta, predisse o estado de apostasia que havia de existir precisamente antes de Seu segundo advento. Haveria, como nos dias de Noé, a atividade e a agitação das ocupações mundanas e da procura de prazeres – comprar, vender, plantar, edificar, casar, dar-se em casamento – com olvido de Deus e da vida futura. Para os que viverem nesse tempo, a advertência de Cristo é: ‘Olhem por vocês, não aconteça que o seu coração se carregue de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vocês de improviso aquele dia.’ ‘Vigiem, pois, em todo o tempo, orando, para que sejam havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer e de estar em pé diante do Filho do homem’” (Lc 21:34, 36; O Grande Conflito, p. 309).

 

Quinta – Testemunhas

O Novo Testamento não identifica a igreja com o reino de Deus. Obviamente há uma relação entre ambos, mas não uma coincidência plena. A igreja tem limites claros, assume formas institucionais, tem líderes humanos. Nada disso se aplica ao reino de Deus, que é mais intangível, impalpável. Historicamente, a igreja por vezes tem se harmonizado com o reino, outras vezes tem estado em contradição com ele.

Todavia, dada a importância da igreja no propósito de Deus, ela é chamada para expressar a realidade do reino, para ser o principal agente do reino de Deus no mundo. Para que isso aconteça, a igreja e seus membros precisam manifestar os sinais do reino, ser instrumentos do reino na vida das pessoas, da sociedade, do mundo. Sempre que a igreja busca em primeiro lugar a glória de Deus, fazer a vontade de Deus, viver uma vida de humildade, amor, abnegação, altruísmo, solidariedade, etc., ela se torna agente, testemunha e instrumento do reino. Existem aspectos do reino que só a igreja pode evidenciar, principalmente a proclamação do evangelho, das boas novas do amor de Deus revelado em Cristo.

 

Sexta – Estudo adicional

Já é um privilégio viver no Reino da Graça. Através da santificação os súditos do Reino da Graça estão sendo preparados para se tornarem súditos do Reino da Glória. Enquanto nos submetemos à operação do Espírito Santo em nossa vida diária, podemos trabalhar para anunciar e apressar a vinda do Reino da Glória.

“Venha o Teu Reino”. Amém

 

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