Comentários da Lição 4 (1ºTri/2015)
24/01/2015
Comentários da Lição 6 (1ºTri/2015)
07/02/2015

Comentários da Lição 5 (1ºTri/2015)

Comentário da Lição da Escola Sabatina
Lição 5 – As Bênçãos dos Justos
Por Josele Vizotto

 

JUSTAMENTE

Desde a infância conheço uma história atribuída a Tomás de Aquino, frade da Ordem dos Pregadores (dominicano), celebrado nessa semana por católicos, anglicanos e luteranos e conhecido por ser o patrono dos acadêmicos, teólogos e filósofos. Tem a reputação de professor modelo.

Meus pais contavam essa história vez por outra a fim de ensinar a minhas irmãs e a mim a importância de se dizer sempre a verdade e o reflexo que isso tem sobre o poder do testemunho dos seguidores de Jesus Cristo.

Conta-se que um dia, em sala de aula, um dos alunos de Aquino que professava ser cristão, na intenção de colocar o mestre em situação embaraçosa, gritou, olhando pela janela e apontando com a mão: “Vejam! Uma vaca voando!” No mesmo instante Tomás de Aquino foi à janela e pôs-se a procurar no céu, em todas as direções sob a gargalhada geral da classe. Questionado sobre a impossibilidade de tal situação e como pôde sequer dar ouvidos ao aluno galhofeiro, Aquino respondeu: “É mais fácil para mim acreditar que exista uma vaca voando do que um cristão mentindo.”

Simples, não é?

A partir dessa semana adentramos literalmente ao corpo dos Provérbios, aquilo que alguns chamam de Primeira Coleção (capítulos 10 ao 22).

A Sabedoria agora será vista nas mais variadas formas de AÇÕES DE JUSTIÇA (ou do justo), em nítido contraste com as ações da perversidade. Essa multifacetada sabedoria vai se desdobrar em conceitos amplos e igualmente fortes como integridade, lealdade e verdade. E mais: como isso ou a falta disso afeta nossa imagem como cristãos.

Temos duas premissas básicas aqui:

Primeira: tudo que fazemos ou dizemos afeta a vida e o bem estar dos que estão à nossa volta, a começar por nós mesmos (11:17), nossos próprios pais (10:1), o colega de trabalho (11: 9), o vizinho (11: 12 e 13), nossos clientes (10:4 e 11: 1), nossos animais (12:10) e até dos nossos filhos (13: 24) e netos (13:22)!!

Segunda: A vida justa sempre redundará em recompensa, ainda que não de imediato (conceito prevalente no pensamento cristão, ligado à fé).

No final das contas, a ideia principal é que a obediência (entenda-se fé operante que resulta em obras da justiça) aos eternos princípios do Reino de Deus (entenda-se Sua eterna Lei), são o caminho mais seguro, não somente pra mim e pra você, mas uma bênção para o mundo aqui e agora.

Você encontrará no seu estudo dessa semana essas contundentes palavras:

“Em toda experiência humana, o conhecimento teórico da verdade se tem demonstrado insuficiente para a salvação de alguém (…) Os homens podem professar fé na verdade; mas se ela não os torna sinceros, bondosos, pacientes, dominados, tomando prazer nas coisas de cima, é uma maldição ao seu possuidor e, por meio de sua influência, uma maldição ao mundo. A justiça ensinada por Cristo é conformidade de coração e de vida com a revelada vontade de Deus.” (E. G. White, em o Desejado de Todas as Nações, p.309 e 310).

Minha oração hoje é que a Eterna Luz da Sabedoria divina, aquela que vinda ao mundo ilumina a todo homem (João 1:9), o Senhor Jesus Cristo, incidindo sobre mim e sobre você, meras lentes como de um prisma sem poder próprio, produza toda a gama de multicoloridas demonstrações da justiça, como a integridade, a lealdade e a verdade.

Josele

Os comentários estão encerrados.