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Comentário da Lição da Escola Sabatina
Lição 3 – Uma questão de vida ou morte
Por Josele Vizotto

 

ATRAÇÃO FATAL

Numa era de extrema (e inadequada) valorização das aparências, fica difícil discernir o que realmente importa, o que é duradouro, o que é verdadeiro. Nossas relações humanas estão adoecidas por aquilo que chamo de “vida de mentirinha”. Observe as redes sociais. É um mundo de faz-de-conta no qual pessoas são sempre “felizes”, vencedoras, profissionais de sucesso, famílias perfeitas, relacionamentos “forever” … Será? Onde estão os seres humanos de carne e osso? Aqueles que choram, que admitem estar sofrendo, ou que erraram, que pedem perdão, que estão doentes, que estão passando por dificuldades?

Há uma ânsia quase geral, de se ser aceito e admirado, muito admirado aliás, que ultrapassa os limites do aceitável, daquilo que seria fisiológico para a natureza afetiva de qualquer ser humano, mostrando o que parece ser uma fragilidade afetiva global, que carece de manifestações constantes (e rápidas, de preferência) de apreciação e aprovação – um comportamento quase infantil, aquilo que pode ser chamado de egolatria, sem dúvida. E quando o ser humano se torna o centro, tudo o mais sai fora do eixo.

A escolha de um namorado(a), parceiro sexual (óbvio para o mundo) e muitas vezes de um cônjuge (isso sim é de se admirar!), para muitas pessoas, e infelizmente entre cristãos, se restringe a um corpo e/ou rosto bonito, uma atitude sensual ou algo do tipo “um belo par de …”

Depois culpamos o casamento e tudo ligado a ele – Deus, a Bíblia, a Igreja – como sendo instituições falidas! …

Num contexto de uma sociedade em que tudo é relativo, sobretudo a moralidade, é importante rever nosso critério do que é de fato um bom homem/homem bom ou boa mulher/mulher boa, aqueles segundo o coração de Deus, como diriam os mais velhos, não só no sentido da escolha de alguém pra casar mas acima de tudo como parâmetro do que se deve ser como homem e mulher já casados.

Em Provérbios 6 (segunda metade) e 7, vamos nos deparar com a questão nua e crua do adultério. Pensei em como lidar com esse assunto de forma leve. Ainda não descobri como. Salomão não economizou palavras. O mais interessante é que sua abordagem do assunto não é teológica nem transcendente. Ele não fala de morte eterna em primeiro plano, embora pudéssemos trazer o assunto até esse ponto. Ele garante (experiência própria?) que o “inferno é aqui”, ainda nessa vida, pra quem experimentar essa ruptura, que pode ser tão grande a ponto de levar à morte. E, lembre-se, esse conceito – morte – é bem amplo.

NÃO MATARÁS, NÃO ADULTERARÁS, NÃO FURTARÁS… (Êxodo 20:13-15).

Falando nisso, me lembrei da carta de Tiago, estudado no trimestre passado: “Pois qualquer que guardar toda a Lei, mas tropeçar em um só ponto, torna-se culpado de todos.” Tiago 2:10

Aí a coisa toma uma dimensão impressionante.

Reflita (e essa é só uma forma de entender essa passagem de Tiago):

De fato, o adultério quebra os quatro primeiros mandamentos porque coloca um “alguém” acima e à frente de tudo, inclusive de Deus e Sua Lei, no centro da atenção e devoção; torna uma blasfêmia o simples mencionar o Seu santo Nome ou dizer-se Seu seguidor; desonra-O como Criador e Senhor de tudo e todos, inclusive do sábado e do casamento, ao comparecer diante Dele, em Seu santo dia, em Sua casa, como se tudo fosse “muito normal” nessa situação. O adultério também destroça os seis últimos mandamentos. Desonra os pais e o nome da família; mata as afeições e a confiança, para dizer o mínimo; rouba de outro o que lhe pertence e a paz de alma de si mesmo; torna o indivíduo uma testemunha falsa de Cristo e Seu Evangelho, podendo contribuir para a queda de muitos que nele se apoiam e, finalmente, o coloca como um seguidor daquele que cobiçou o que não era seu e teve de ser expulso do Céu.

O cristianismo pós-moderno deixou de ver o adultério como ele é: uma quebra da integridade psico-afetiva e biológica entre dois seres humanos que prometeram se amar e proteger, MAS, ainda apenas um pequeno símbolo de uma coisa bem maior, transcendente, de implicação cósmica: uma desintegração, um esfacelamento dramático e triste da aliança de um, dois (ou mais) seres humanos com o seu Criador e Deus.

A suscetibilidade de cada um pode variar, mas, em algum momento, todos nós seremos provados.

Se nossa aliança com Deus, nossa intimidade diária com Ele não for intensa e calorosa, NÓS O TRAIREMOS, mais dia menos dia. Somente após traí-Lo é que seremos capazes de trair alguém com quem fizemos um acordo de fidelidade.

Vamos pensar nisso.

Que Deus nos proteja, abençoe e ilumine.

Josele

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