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Comentários da Lição 13 (1ºTri/2015)

Comentário da Lição da Escola Sabatina
Lição 13 – As Mulheres e o Vinho
Por Josele Vizotto

CATEDRAIS – UM CONVITE À BELEZA

Talvez você já tenha visto um belíssimo monólogo que circula na internet sob o título “A Mulher Invisível”. É uma reflexão sobre a vida multitarefas de toda mulher e como tudo isso nem sempre é percebido ou reconhecido. A protagonista descobre um livro dado por uma amiga no qual leu que as maiores catedrais do mundo, as mais belas, demoraram anos (e, às vezes, séculos) para serem concluídas em suas minúcias e detalhes. Muitas só foram terminadas anos após a morte dos seus arquitetos e construtores iniciais. Certa ocasião, em uma dessas obras, algumas pessoas zombavam de um artista que se esmerava num detalhe decorativo muito pequeno, embaixo de um alpendre, onde ninguém, talvez, jamais veria. O artesão, respondeu que não importava que não fosse visto pelos homens, porque Deus, para quem o edifício estava sendo construído, via todas as coisas. A narradora acaba se confortando em saber que, ainda que não hoje e não agora, uma vida piedosa, de serviço e dedicação deixará um rastro de beleza rara e perene, devidamente registrados pelo Criador.

O livro de Provérbios termina de maneira surpreendente. Após tantas considerações sobre a “Senhora Sabedoria”, agora recebemos uma descrição bastante prática e objetiva de que tipo de pessoa seria ela.

Curiosamente Salomão escolhe as palavras de uma mulher – a mãe do rei Lemuel – para criar a imagem prática do que seria viver sabiamente. A comparação do capítulo 31 (atual estudo) com o capítulo 8 é imediata. Essa “mulher ideal” pode ser interpretada de, pelo menos, 3 maneiras:

Geral – Um modelo que todos devamos seguir, não importando sexo ou idade.

Específica – Uma reflexão sobre o peso de influência de uma mulher sobre sua família ou comunidade.

Pessoal – Uma alusão à sua própria mãe, Bateseba, e o que ela significou para ele. Isso me faz lembrar das palavras do escultor da Estátua da Liberdade quando perguntado sobre que rosto escolheu para dar àquele lindo monumento. Ele disse ser o rosto de sua mãe. Era isso que sua mãe representava para ele. Extraordinário!

Peço licença para pegar esse viés.

Seria incrível se nós apreciássemos ser lembrados por representar bem a imagem da sabedoria para nossos filhos e cônjuges, nossa vizinhança, colegas de trabalho, nossa igreja.

Lamentavelmente, muitos têm preferido ser lembrados pela extravagância, ostentação e futilidade; pela indolência ou, talvez, pelo modo pouco disciplinado de viver, pouco elegante de falar e se portar, confundido com modernidade…

O Evangelho tem sido bastante prejudicado por essa lamentável insensatez e percepção equivocada de beleza, mesmo entre nós, cristãos.

Li certa vez um livro em que a autora gostaria muito de saber o que Deus pensa dela ou quais seriam as palavras que Deus usaria para descrevê-la. Essa poderia, sim, ser uma reflexão que todos poderíamos fazer. Talvez fosse o ponto de partida para uma vida plena para muitos de nós, que consideramos a opinião do Senhor a nosso respeito, a mais importante de todas.

Num mundo tão secularizado e com a igreja sofrendo intensamente essa influência, imagens como a da mulher de Provérbios 31 ficam ofuscadas.

Muitas mulheres, mesmo entre cristãs, achariam um absurdo serem identificadas com tal padrão. Mas essa é uma mensagem universal. Qualquer pessoa, homem ou mulher, com senso saudável e equilibrado do realmente são – filhos amados e valorizados pelo Senhor – não terão problemas em assumir tais característicos.

Afinal, no final de todas as coisas, Deus não nos perguntará sobre nossas conquistas financeiras, de trabalho ou status social, mas certamente nos pedirá conta daqueles que foram colocados aos nossos cuidados e sob nossa influência direta, seja nosso cônjuge, pais, amigos e, sobretudo, nossos filhos.

Meu convite a todos nesse tempo, o último da história, é que priorizemos ser belos aos olhos de Deus e ter um guarda roupa de virtudes. Quais? Aquelas descritas em Provérbios 31:

CREDIBILIDADE (v. 11)

DILIGÊNCIA (v. 15)

SABEDORIA (v. 16)

FORÇA (v. 17 a 19)

MISERICÓRDIA (v. 20)

PRUDÊNCIA (v. 21)

ELEGÂNCIA (v. 22)

DIGNIDADE (v. 25)

SENSO DE VALOR PESSOAL (v. 28 e 29)

TEMOR DO SENHOR (v. 30)

Esse é um verdadeiro convite à beleza.

Lembra-se das Catedrais? Pois é. Dizem que não veremos mais catedrais sendo feitas porque ninguém mais está disposto ao sacrifício, às vezes no anonimato. Mas lembre-se: Deus vê todas as coisas. Isso é o que realmente importa.

Você gostaria de saber o que Deus pensa de você? Pergunte a Ele em oração e com sinceridade de coração. Ele terá prazer em lhe dizer como o/a vê e as suas possibilidades, com Ele.

Finalmente, ter o Temor do Senhor é tudo. Tudo de bom. Não é só teoria. É prática.

Assim como Provérbios 31 retrata uma figura feminina mas é uma mensagem universal, vou deixar também a minha. Na Bíblia da Mulher se lê “Ser mulher não me faz ser um tipo especial de cristã; mas, ser cristã me faz ser um tipo especial de mulher”.

Leia-se: “Ser um adventista do sétimo dia não me faz ser um tipo especial de cristão; mas, ser um cristão (de fato e verdade), me faz ser um tipo especial de adventista do sétimo dia.”

Aceite o verdadeiro convite à beleza. Construa a sua própria catedral com Ele e para Ele, mesmo que seja a obra de uma vida inteira.

O Senhor seja louvado.

Josele Vizotto

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