Comentários da Lição 11 (1ºTri/2015)
14/03/2015
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26/03/2015

Comentários da Lição 12 (1ºTri/2015)

Grandeza de Verdade

Em minhas andanças por aí, de Sul a Norte desse Brasil, tenho visto muita coisa bonita e que inspira, fazendo a gente não perder a esperança e a fé no ser humano. Uma dessas coisas fantásticas é conhecer pessoas maravilhosas, cujas posses ou posição social os coloca em grande vantagem sobre a maioria dos outros, mas que fazem questão de viver a vida de uma forma simples em seu trato com os outros e com o seu dinheiro. Uma beleza! Se alguém os visse andando por aí, não diriam jamais que patrimônio material ou intelectual está por trás de tal criatura. Quem leu O Monge e o Executivo sempre se lembrará dessa verdade. Isso é um contraste enorme com alguns “ricos emergentes” que gostam de ostentar (essa é uma dica pra gente reconhecê-los), atestando sua condição nada natural. O cartão de crédito estourado, os juros no cheque especial, o carro sendo pago em “trocentas” prestações, mas a pose ainda está lá. É hilário…

Depois de estudarmos tanto sobre as mil nuances da Sabedoria e entender que ela tem tudo a ver com a reverência ao Senhor em Sua grandeza, estamos quase concluindo o livro de uma forma interessante: nós e o sábio ouviremos as palavras de Agur, outro sábio do Oriente. Isso não é qualquer coisa, considerando que o próprio Salomão lhe dá o privilégio de participar da conclusão do seu livro. Um sábio totalmente desconhecido sendo distinguido pelo maior sábio que já existiu, segundo a Bíblia. Incomum, pra dizer o mínimo. Mas Salomão sabia o que estava fazendo.

Que lição final Agur nos leva a compreender?

Que a humildade ou simplicidade é o maior atestado da verdadeira grandeza e SABEDORIA. Só alguém muito grande e forte, moralmente falando, ou com uma percepção muito saudável de si mesmo pode transpor essa fronteira. Isso é verdade não só enquanto aqui na terra, mas uma característica marcante dos que habitarão o Céu, segundo as palavras do Senhor Jesus.

Uma visão lúcida de quem somos e de quem Deus é e o que Ele faz, pode ser a chave para o desenvolvimento de um espírito humilde. E um espírito humilde nos levará a entender pelo menos 3 coisas no estudo do capítulo 30 de Provérbios:

Primeira: Como disse o próprio Agur em outras palavras, não conseguiremos nunca sequer tocar a orla do conhecimento do Todo Poderoso, em Seus eternos pensamentos e caminhos. Como poderíamos pretender usá-Lo ou ainda “determinar” ao Espírito Santo como querem alguns cristãos por aí? A Sua Palavra não pode ser alterada segundo os nossos interesses. Provérbios 30:6

Segunda: Submeter-se humildemente à soberania de Deus envolve ter a coragem de orar como Agur que não pede nem pobreza nem riqueza, mas que o propósito de Deus se cumpra na sua vida em qualquer situação. Provérbios 30: 7 a 9

Terceira: Das coisas mais simples da Criação (formigas, coelhos, aves e serpentes) até o mais complexo – veja que o exemplo citado é o relacionamento entre um homem e uma mulher – através de todos esses mistérios, Deus executa os formidáveis caminhos de Sua vontade soberana, basta que deixemos que Ele seja Deus para nós. Provérbios 30: 18 e 19, 24 a 28

“Humilhai-vos pois debaixo da poderosa mão de Deus, para que Ele, a Seu tempo, vos exalte.” I Pedro 5:6

Isso seria o supra sumo da sabedoria. Simples assim.

Josele

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