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28/05/2021
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29/05/2021

Comentário Lição nº9: O SINAL DA ALIANÇA

VERSO PARA MEMORIZAR:Os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua de geração em geração”. Êxodo 31:16

Leituras da Semana: Gn 2: 2,3; Ex 20:11; Ex 16; Hb 4:1-4; Ex 31:12-17; Dt 5:14

INTRODUÇÃO

No contexto da aliança eterna de Deus, que é o título da lição que estamos estudando neste trimestre encontramos um sinal que foi estabelecido desde o início da criação e que ao longo da história, a humanidade repetidamente insiste em não o observar. Esse sinal é o Sábado, o único mandamento do decálogo que inicia com o alerta “Lembra te (…)” Ex 20:8.

“O Sábado é uma testemunha constante da existência do Criador e lembrança de Sua grandeza, sabedoria e amor. Houvesse o sábado sempre sido observado de maneira sagrada, e nunca poderia ter havido um ateu ou idólatra” (PP, 336).

  1. Origens:

Diferente do que muitos pensam, a Bíblia Sagrada mostra que o “descanso” de Deus, após os seis dias da criação, descrito em Genesis 2:2,3 marcou a origem do Sábado e não o momento da manifestação divina no Monte Sinai.

O verbo “descansou” Shabath em Hebraico, significa literalmente, “cessar” um trabalho ou atividade (…) Deus completou a criação do mundo, cessando de produzir qualquer coisa nova, e então “descansou” (CMBA vol1, 202).

Será que Deus se cansa ? A reposta está em Isaias 40:28 “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga ?”

O próprio Criador cessa a sua obra, descansa e santifica o sétimo dia e ordena o descanso para que o homem pudesse desfrutar a oportunidade de refletir sobre o amor e a bondade de seu Criador e tornar-se semelhante a Ele. Como Deus trabalhou seis dias e descansou no sétimo, assim deve o homem laborar nos seis dias e descansar no sábado (CMBA vol. 1, 203).

  • O Sábado antes do Sinai

Depois de permanecer por quatro séculos no Egito sob o regime de escravidão e imersos na prática do politeísmo e da idolatria a nação de Israel se “esqueceu” da aliança que havia sido estabelecida no Éden e que o sábado fora estabelecido e observado pelo próprio Criador por causa do homem (Mc 2:27).

“A libertação do Egito teve o objetivo de permitir a obediência à lei de Deus” (CMBA vol. 1, 646). O método didático de Deus para reestabelecer a guarda do sábado está ilustrado em Êxodo 16, quando Deus fornece o pão do céu (Maná) nos seis dias da semana e uma porção dobrada no sexto dia para que não precisassem recolhê-los no sábado.

“Então disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá, e colherá cada dia a porção para cada dia, para que Eu veja se anda em Minha lei ou não” (Ex 16:4). “E aconteceu que ao sexto dia colheram pão em dobro (…), e os príncipes da congregação vieram a Moisés. Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o Senhor: Amanhã é repouso, o santo Sábado do Senhor” (Ex: 16:22-23).

Este incidente ocorreu no deserto de Sim, antes dos filhos de Israel haverem chegado ao Sinai, onde foi entregue a Lei, mostrando que tanto o Sábado como a Lei existem desde a Criação.

  • Sinal da Aliança

“As pessoas costumam construir monumentos para recordar grandes feitos e acontecimentos. Um monumento é um marco comemorativo no espaço. Você sabia que existe um memorial no tempo, também? Não é o simples marco de uma construção qualquer, é o memorial da origem da vida, o monumento comemorativo da Criação” (Michelson Borges).

“Nunca foi o propósito divino que sábado fosse um fim em si mesmo, mas um meio pelo qual o ser humano pudesse se familiarizar com o caráter e os propósitos do Criador” (CMBA vol. 4, 326).

Se perdermos a noção de quem somos, onde estamos e, principalmente de quem é o Criador, seremos facilmente dominado pelos atrações deste mundo e separados da comunhão com Deus.

O Sábado, na Bíblia, é o grande memorial da criação e o sinal da graça salvídica de Deus.

  • Sinal de santificação

“Certamente vocês guardarão Meus sábados, pois é sinal entre Mim e vocês de geração em geração, para que vocês saibam que Eu sou o Senhor, que os santifica” (Ex 31:23).

“Uma pessoa que vê a guarda do sábado de forma legalista e farisaica pode pensar que a própria observância do sábado irá santificá-lo. De modo nenhum. É o Senhor quem santifica” (Pacto Eterno, 83).

Uma vida de intimidade com Deus produz o afastamento do pecado, este processo é a santificação. Jesus Cristo diz em João 14:21 “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é que me ama. E aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele”.

O Sábado serve como uma marca de separação, indicando para as pessoas que não guardam sábado, que existe um relacionamento único entre Deus e Seu povo.

  • Lembrando do Sábado

“Feliz aquele que age assim, o homem que nisso permanece firme, observando o sábado para não profaná-lo, e vigiando sua mão para não cometer nenhum mal” (Isaías 56:2).

O sábado é um templo no tempo. O quarto mandamento é o único que vem precedido por: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar” (Ex 20:8). Esse é um alerta para que, em meio às pressões e preocupações da vida, não devemos esquecer de Deus, porque, “Fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há e, ao sétimo dia, descansou;” (Ex 20:11).

“O sábado já foi comparado a uma ponte estendida por sobre as águas agitadas da vida, sobre a qual se pode passar para alcançar a margem oposta, um elo entre terra e céu, um símbolo do dia eterno, quando os que são fiéis a Deus se revestirão para sempre do manto da santidade e de alegria imortal.

O sábado remete a um mundo perfeito num passado remoto (Gn 1:31) e prenuncia um tempo em que o Criador fará novas todas as coisas (Ap 21:5). Ele também é um lembrete de que Deus está pronto para restaurar no coração e na vida do crente Sua própria imagem como era no início (Gn 1:26, 27).

É um feliz privilégio esquecer uma vez por semana tudo que nos lembra este mundo de pecado e “lembrar” o que nos aproxima de Deus” (CMBA, vol 1, 648).

Cláudio Dias Rodrigues

Classe do ECC e Amigos

Membro da Igreja do UNASP Hortolândia

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