Meditação diária 08/07
08/07/2021
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09/07/2021

Comentário Lição nº02

RESUMO DA LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2021-3-2

Tema Geral – Descanso em Cristo.

Resumo da Lição 2 (3º Trimestre de 2021)

Lição 2: Inquietos e rebeldes

Verso para memorizar: “Estas coisas aconteceram com eles para servir de exemplo e foram escritas como advertência a nós, para quem o fim dos tempos tem chegado” (1Co 10:11).

A lição desta semana focaliza a relação entre a pecaminosidade da natureza humana decaída e a falta de paz interior. A inquietação é aquele descontentamento persistente com a vida, quando as pessoas lutam contra circunstâncias que não estão de acordo com suas expectativas e falham tragicamente em aceitar quaisquer outros termos que não os seus. Não se apoiam no que Cristo oferece a todos os que vão a Ele em fé e obediência.

Inquietos em um deserto

Leia Números 11:4-6 e 31-33

A atitude rebelde no deserto revelou o descontentamento dos israelitas. Deus graciosamente lhes deu o maná para saciar a fome, enquanto vagavam a caminho de Canaã. Insatisfeitos, reclamaram com Moisés e imploraram pelas “panelas de carne” do Egito (Ex 16:33). A inquietação e a rebeldia deles os levaram a implorar para voltar ao cativeiro. A rebeldia leva à inquietação, e a inquietação leva a mais rebeldia.

Deus deu codornizes para saciar a fome do povo, mas o desejo real de Israel não era de carne. Quando estamos inquietos, o objeto da nossa ira é, às vezes, o gatilho – não a causa do conflito. Lutamos porque há um problema mais profundo afetando nossos relacionamentos. Israel se rebelou contra a liderança de Deus, algo com que devemos ter cuidado, pois é mais fácil ter essa atitude do que pensamos.

É contagioso

Leia Números 12:1-13

Inquietação e rebeldia levam a decisões precipitadas e consequências terríveis. Encontramos isso também na experiência de Arão e Miriã, que se rebelaram contra a autoridade divina na liderança de Moisés. Deus havia instruído Moisés a designar setenta anciãos de Israel que o ajudassem a levar o fardo da liderança. Nesse contexto, Arão e Miriã se sentiram ameaçados e disseram: “Será que o Senhor falou somente por meio de Moisés? Será que não falou também por meio de nós?” (Nm12:2).

O castigo a Miriã com uma lepra temporária comunicava o descontentamento divino com os dois irmãos. Esse castigo promoveu a necessária mudança de atitude. O apelo de Arão por Miriã confirma que ele também estava envolvido (Nm 12:11), e agora, em vez de críticas e inquietação, vemos Arão implorando por Miriã, e Moisés intercedendo por ela (Nm 12:11-13). Deus deseja ver essa mesma atitude em Seu povo. Ele ouviu e curou Miriã.

Inquietação leva à rebelião

Os doze espias enviados para explorar a terra trouxeram um relatório extraordinário, entretanto dez deles foram duvidosos e céticos, conforme verificamos em Números 13:27-33. Preferiram chorar e murmurar. Quando estamos inquietos, temos dificuldade de andar pela fé.

No relato de Números 14:1-10, constatamos que as coisas foram de mal a pior. O apelo de Calebe, “tão somente não sejam rebeldes contra o Senhor” (Nm 14:9), não foi atendido, e aquela assembleia se preparou para apedrejar seus líderes. Entretanto, Deus interveio para impedir seu desígnio assassino.

O Senhor reconheceu que, embora a intenção do povo fosse jogar pedras em Moisés, Calebe e Josué, em última análise, a rebelião era contra Ele.

A inquietação leva à rebelião, e a rebelião, no final das contas, leva à morte.

Intercessor

Leia Números 14:11-19

Uma das principais ênfases desta lição é a intercessão de Moisés pelos israelitas. Apesar da rebelião inquieta deles, Moisés não os abandonou. Ele intercedeu em favor deles até a certeza de que Deus pouparia Seu povo e, por fim, o conduziria à terra prometida.

Embora perdoado, o povo enfrentaria as consequências de sua rebelião, e aquela geração não entraria na terra prometida (Nm 14:20-23).

Moisés é um tipo de Cristo. Jesus nos conduz da escravidão do Egito deste mundo, pelo deserto, até a terra prometida. Ele nunca vai nos abandonar, não nos rejeitará por falharmos. Hoje, Ele intercede por nós. Estamos nos pensamentos e no coração do Senhor. Se permitirmos, nosso Poderoso Intercessor nos levará para casa, a fim de vivermos com Ele eternamente.

Fé versus presunção

Leia Números 14:39-45

Ao longo da história, o povo de Deus tem vagado pelo deserto em busca da terra prometida. Esse deserto tem muitas faces. No momento, parece uma enxurrada de mídias sem fim. Como os israelitas, estamos inquietos em nossa busca pela paz, e com frequência a procuramos nos lugares errados.

A reação de Israel ao juízo divino foi típica. “Pecamos”, disseram eles. “Aqui estamos e subiremos ao lugar que o Senhor nos prometeu” (Nm 14:40). A rebelde reviravolta de Israel, relatada nos últimos versos de Números 14, resultou em morte e decepção, já que os israelitas se recusavam a aceitar as novas instruções de Deus, e obstinadamente lançaram um ataque sem a arca da aliança e sem a liderança de Moisés.

A presunção custa caro, pois leva à morte. Às vezes, a presunção é alimentada pelo medo. Em virtude de temermos algo, tomamos decisões das quais nos arrependemos mais tarde.

Conclusão

Nenhum lugar deve ser dado à desconfiança para com Deus, a qual nos leva a fazer dos preparativos para as futuras necessidades a principal preocupação da vida, como se nossa felicidade consistisse nessas coisas terrestres. Não é vontade de Deus que Seu povo se sobrecarregue de cuidados” (Patriarcas e Profetas, p. 294). O apóstolo Pedro nos convida a lançar “sobre Ele todas as [nossas] ansiedades, porque Ele cuida de [nós] (1º Pedro 5:7).

Como podemos aprender a confiar verdadeiramente em Deus e em Suas promessas, além de agir pela fé de acordo com elas?

Elaborado por Pr. e Prof. Humberto Costa Cezar – Membro da Igreja do UNASP Hortolândia

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