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03/04/2020
Culto Divino e Escola Sabatina Online com Pr. Helbert Almeida e Wanderson Paiva – 04/04/2020
03/04/2020

Comentários da Lição 1 (2o Trim/2020)

LIÇÃO 1 – A SINGULARIDADE DA BÍBLIA

“Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e, luz para os meus caminhos” Sl 119:105

A bíblia é um livro único! Nenhum outro livro produzido em toda jornada do conhecimento humano possui uma afirmação tão sincera, audaciosa e verdadeira. De fato, somente um livro absolutamente singular, extraordinário e de origem transcendental, seria capaz de afetar de forma tão definitiva e significativa a humanidade, tanto espiritualmente, quanto intelectualmente, em todas as áreas do conhecimento. A lição desta semana tangenciou 5 dos diversos aspectos que fazem da Bíblia esse registro distinto e incomparável de todos os demais livros impressos e que ainda serão impressos na história deste mundo.

  1. Origem Transcendental: Em 2 Timóteo 3:16, lemos que “Toda a Escritura é inspirada por Deus”. A Bíblia é a palavra de Deus. É interessante notar que de todas as formas de expressão, Deus optou pela literatura para levar a humanidade o conhecimento de seu caráter e de seu plano de redenção. A escolha da forma e do método não se deu por acaso. O Dr. Rodrigo Silva, em seu livro “Ceticismo da Fé”, investiga: “Por que através de um livro? Não seria mais inteligente ou óbvio se Ele o fizesse manifestando-se soberano no céu com poder e grande glória? Deus poderia revelar-se intimamente, e de forma contundente e direta a cada pessoa. Mas, segundo o autor, baseando-se em estudos e pesquisas pedagógicos, é verdade que fomos dotados de um sistema de aprendizado dialógico e epistemologicamente humano. Ou seja, aprendemos por interação com os dados sociais, históricos e culturais. Independentemente da idade, todo conhecimento que construímos baseia-se no diálogo que travamos com as leituras que fazemos da realidade em que estamos inseridos. Assim, defende-se na pedagogia, que a literatura é a ferramenta mais adequada para o desenvolvimento do ser. Por esta razão, temos na Bíblia o melhor e mais adequado instrumento de ensino utilizado por Deus para revelar sua vontade.

 

  1. Produção multicultural: “Foi do agrado de Deus comunicar Sua verdade ao mundo mediante instrumentos humanos, e Ele próprio, por Seu Santo Espírito, habilitou e autorizou homens a fazer Sua obra. Ele guiou a mente na escolha do que dizer e do que escrever. O tesouro foi confiado a vasos de barro, todavia não é por isso menos do Céu” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 26). Palavra de Deus, mas escrita por mãos humanas. Um livro único, mas não um único livro, pois a Bíblia é a coleção de 66 livros, sendo 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento, escritos por mais de 40 autores absolutamente diferentes, de estadista a pescadores, de profissionais a intelectuais, homens que viveram em três continentes diversos, nos mais variados e distintos contextos de vida. Entre o primeiro livro inspirado ao último a ser escrito há um período de, aproximadamente, 1500 anos. Nenhuma obra literária iguala-se a este grandioso processo de elaboração. Apesar do esforço de seus opositores em levantar contra a Bíblia contradições, o que seria natural e até aceitável diante desta multicultural e multitemporal produção, o exame minucioso demonstra uma assombrosa coerência entre os textos, revelando-se que por trás da mente destes homens atuava o Espirito Santo, inspirando a unidade lógica do pensamento de Deus, que permeia o discurso bíblico de sua primeira até a sua última página.

É relevante e justo que a Bíblia tenha sido o primeiro livro impresso do mundo. Em 1455, o alemão Johannes Gutenberg encerrava um trabalho que durou cerca de 5 anos. Atualmente, a Bíblia já está traduzida para mais de 2900 idiomas e dialetos, com milhões de cópias impressas todos os anos, fazendo dela o livro mais impresso, mais traduzido e mais lido da história, segundo a Sociedade Bíblica Brasileira.

  1. Acervo profético: “Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas.” Amós 3: Embora existam livros cujos autores arriscam predições, nenhum deles se iguala a Bíblia quanto a quantidade de profecias cumpridas, sua extensão no tempo e espaço, e a riqueza lógica de sua apresentação. A profecia bíblica abarca todo desdobramento histórico atrelado a primeira vinda do Messias, Jesus Cristo, Sua morte, ressurreição, ascensão, e ministério no Céu, até a Sua volta e restabelecimento do Reino Eterno. Nenhuma profecia é tão ampla como a apresentada na Bíblia, que desde o princípio revela a trajetória da jornada terrestre do povo de Deus até a vida na eternidade. Ecoam as palavras de Daniel 2:28, de forma direta: “mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios, pois fez saber … o que há de ser nos últimos dias.” A maior de todas distinções da profecia bíblica das demais produções de caráter profético e por ela não validadas é “que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”. 2 Pedro 1:20 e 21.

 

  1. Inexorável historicidade: A Bíblia é a descrição de um fato e não de uma fábula. A ciência moderna já esvaziou esforços em contrariar a narrativa bíblica, porém, cada uma das acusações vem sendo contraditada pela arqueologia. Segundo Donald Wiseman, respeitado professor de Assiriologia, a maioria dos erros históricos levantados contra a Bíblia “pode ser atribuída a erros de interpretação por estudiosos modernos e não a ‘erros’ de fato apresentados por historiadores bíblicos. Esta opinião é ainda mais fortalecida quando nos lembramos de quantas teorias e interpretações das Escrituras têm sido verificadas ou corrigidas pelas descobertas arqueológicas”.[1] De fato, existem inúmeras descobertas relevantes, como o Cilindro de Ciro[2], de 1879, atualmente no museu britânico, uma evidencia da repatriação dos judeus levados ao cativeiro babilônico, conforme narrado pela Bíblia nos livros de Esdras e Neemias. Também cabe mencionar a Porta de Ishtar[3], de 1930, que era uma das portas construídas por Nabucodonosor, que fazia parte da exuberante cidade da Babilônia, descrita somente na Bíblia, mas considerada um mito até ao século XIX. Além destes, a critica especializada poderia levantar inúmero outros artefatos, selos, caixas, manuscritos, e outros registros matérias que comprovam a historicidade da Bíblia, que se destaca pela relevância e seriedade de sua narrativa a toda a humanidade. No final do artigo ao Jornal O Estado de S. Paulo, intitulado “O livro dos livros”, o historiador ateu, e renomado Prof. Leandro Karnal, encerra afirmando: “Não é possível entender o mundo sem ter lido a Bíblia.”[4]

 

  1. Influência transformadora: Como nenhum outro texto, a Bíblia exerceu e continua a exercer influencia intelectual direta e indireta na história humana, principalmente na ocidental, dialogando e embasando o desenvolvimento da arte, das leis, da politica, da cultura, e até mesmo da filosofia. Desde Michelangelo, Lutero, Martin Luther King, Mandela, Pascal, a tantos outros religiosos, artistas, músicos, filósofos e pensadores, a Bíblia forneceu o perfeito embasamento teórico de suas ideias que perduram no acervo cultural do conhecimento e da expressão do ser humano. Mas a principal e intencional influência exercida pela Bíblia não se dá no território da cultura humana, mas no da espiritualidade. Embora a Bíblia seja o livro mais apreciado e referendado do mundo, também é verdade que é o livro mais odiado e combatido de todas as épocas. Mesmo os céticos e acadêmicos honestos, que reconhecem na Bíblia sua singularidade e riqueza, apenas terão encontrado nela o verdadeiro sentido e significado, caso permitam ser pela Palavra espiritualmente transformados. É incontável o contingente de pessoas que tiveram sua vida espiritual impactada e transformada pela força das Escrituras Sagradas, mas qual é a relevância da Bíblia na minha vida espiritual, no território mais íntimo e fundamental da minha existência, essa é a questão que emerge mais importante.

São estas, dentre outras, as peculiaridades que fazem da Bíblia o livro mais impresso, mais traduzido, e mais lido da história, sendo responsável por influenciar direta e indiretamente a vida de milhares de pessoas e todas as esferas do conhecimento desenvolvido pelo homem, seja por sua aceitação ou sua rejeição às Escrituras Sagradas. Mas de tudo que se pode afirmar quanto a reconhecida singularidade da Bíblia, o mais importante é quão singular ela é para mim e para você.

Wagner Teoro

[1] http://circle.adventist.org/files/CD2008/CD2/dialogue/articles/09_3_gregor_p.htm

[2] https://pt.wikipedia.org/wiki/Cilindro_de_Ciro

[3] https://pt.wikipedia.org/wiki/Porta_de_Ishtar

[4] https://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,o-livro-dos-livros,70001990163 e https://m.facebook.com/ITEBInstitutoTeologico/posts/1898158686866198

 

 

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