Culto de Adoração
22/08/2021
Feliz Sábado
27/08/2021

Comentário Lição 9 da Escola Sabatina

Os Ritmos do Descanso

“E Deus abençoou o sétimo dia e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, tinha feito” (Gn 2:3).

A lição desta semana nos traz ao centro do tema do trimestre – o Sábado.

Durante as lições anteriores, fomos levados a observar diversas situações, condições e “doenças” deste mundo de pecado que de alguma maneira nos roubam a paz, a esperança e a fé.

Em cada uma delas fomos convidados à descobrir coisas das quais nos devemos afastar, coisas que precisamos deixar para trás, aspectos de nossa vida que precisam ser modificados, mas, principalmente, quem é Aquele que tem poder para fazê-lo e nos ajudar a vencer cada um destes desafios.

Livres nEle, descansados nEle, curados nEle, temos paz! E graças a Deus por isto.

Agora chegamos ao centro do que podemos chamar de “o Descanso de Deus”.

Numa metáfora interessante de uma peça musical, o autor da lição sugere que observemos ao longo da história deste mundo esta bela composição de Deus que é o sábado sagrado, ao mesmo tempo em que nos convida a desfrutar de cada ato desta maravilhosa experiência de “descansar” em Deus.

Como prelúdio desta composição, retornamos 6 mil anos na história para entender o sentido do sábado na criação perfeita de Deus.

A criação, como prelúdio da história deste mundo, se dividiu em 3 atos:

Deus criou todas as coisas que compõe o que hoje chamaríamos de ambiente, ecossistema e quaisquer outros nomes que descrevam a Natureza. Este primeiro segmento inicia com um forte começo – Deus criou os céus e a terra – e se segue de uma melodia que cresce do 1º. Ao 6º. Dia em intensidade até que cheguemos ao fortíssimo – a Criação do Homem. Quase ouço o som dos tímpanos e dos pratos da orquestra anunciando – Era tudo muito Bom. Mas ainda, não é o final.

Numa caprichosa mudança de cena, uma pausa longa se segue, e a plateia em suspense observa qual intrigada sobre qual será o desfecho. Então o Criador interrompe a pausa com uma melodia maravilhosa, harmoniosa e perfeita, mais do que tudo que até então se ouviu e o fim da história – o “felizes para sempre” – é apresentado na forma do ponto mais alto da criação – o Sábado.

Sim, o sábado confere o desfecho que falta a uma sequência hierárquica estabelecida nos dois primeiros atos do prelúdio. A Natureza responde ao domínio do homem (Gênesis 1: 26-28), mas e o homem, responde a quem?

O sábado é a resposta de equilíbrio perfeito colocando o homem em sua relação correta com a natureza, consigo mesmo, mas, principalmente, com o criador.

O sábado estabelece em um mundo perfeito a verdadeira adoração e dá sentido, propósito e destinação a tudo que até então foi feito.

Deste momento decorre a frase de Cristo – o sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado, e Cristo é o Senhor do sábado.

Houvera o homem permanecido no descanso de Deus e entendido sua dependência como antídoto aos problemas da autossuficiência, e toda a música dali pra frente teria sido perfeita.

Porém, numa sequência dissonante e sincopada, com pausas deslocadas do natural, o novo ato descreve o impensável – o perfeito se torna imperfeito.

O sábado sagrado e a adoração perfeita dão lugar ao egoísmo, discórdia, desafeto e toda sorte de resultados de quem perde a referência da criação – o Deus Criador.

O afastamento constante leva a dois eventos de grande tensão e intensidade na música – o Dilúvio e o Egito.

Mas novamente, assim como já indicava o prelúdio, após o fortíssimo vem a pausa e o descanso. Deus novamente vem atrás de seus filhos e os leva ao Sinai – Aquietai-vos e sabeis que EU SOU DEUS.

Ali, na paz do vale do Sinai Israel é levado ao prelúdio e suas atenções são conduzidas ao sentido do sábado, e, por algum momento, a paz volta a reinar.

Infelizmente, foram só alguns instantes, e toda a rotina de hábitos, costumes e práticas do Egito conduzem à rebeldia e discórdia novamente.

Quarenta anos de deserto foram necessários para desfazer uma parte do que o Egito (o Mundo e suas propostas) impregnou nos filhos de Deus.

À nova geração que deveria entrar na terra prometida Deus recupera o sentido do sábado e lhes a memória que sua verdadeira identidade repousa na percepção clara de quem é o homem e de quem é Deus.

A figura do santuário, somada a verdadeira adoração, sem as misturas do Egito, deveriam ser a garantia de que aquele novo Israel cumpriria os desígnios de Deus – ser para o mundo, LUZ.

Para esta geração há uma singular inversão no mandamento. O que outrora era LEMBRA-TE, agora aparece na forma de ordem de continuidade – GUARDE. E o que para a geração anterior apontava para uma motivação edênica e abraânica, agora aponta para a história da libertação – lembrem-se que o Senhor vos tirou do Egito com mão poderosa.

Isso não modifica o fato de que o sábado nasceu no Eden e seu principal sentido está em Deus, mas é interessante perceber que Deus entende o que em cada uma das gerações aparece como motivo primário e necessidade mais aguda para seu povo e, ainda que o sábado figure hoje como memorial da criação, e seja assim por toda a eternidade, para aqueles que enfrentaram o pecado e todas as suas mazelas, o sábado adquire sentidos novos, ainda que secundários pela perspectiva de Deus, mas primários

pela perspectiva do que sofre, e Deus, em sua infinita sabedoria, nos traz isso a memória.

Vocês foram libertos, é a frase para Israel, vocês foram salvos, é a mensagem para os cristãos.

Neste sábado somos levados a responder uma pergunta:

E pra você, qual é a motivação para o sábado? Você precisa ser curado, liberto, salvo, recriado, recuperar a fé, o amor, a esperança? Não importa o motivo, o convite permanece, e no ritmo perfeito de Deus você e convidado à um momento de pausa, seguido de uma harmoniosa melodia – o sábado perfeito de Deus.

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.

Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.

Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.

Mateus 11:28-30

Comentário Lição da Escola Sabatina

Moisés Lopes Sanches Jr

Sábado – 28/08/2021

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