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Comentário Lição 06

Que nação há tão grande?

Lição 6 – de 30 a 5 de novembro

                                                           E que grande nação há que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que eu hoje vos proponho? (Deut. 4:8 ARA)

Não acrescentar nem diminuir

Na lição dessa semana nos encontramos com Moises e o povo as portas de Canaã, no capítulo 4 do livro de deuteronômio. Depois de uma introdução relembrando momentos da jornada em que Deus atuou no deserto, o momento agora é de relembrar das instruções nessa nova terra. O povo deveria ouvir novamente. O povo deveria obedecer as seguintes palavras:

Agora, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os juízos que eu vos ensino, para os cumprirdes, para que vivais, e entreis, e possuais a terra que o SENHOR, Deus de vossos pais, vos dá.

 2 Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que eu vos mando.

Interessante pensar nessa tentativa de somar ou diminuir algo das palavras de Deus. A lição bem lembra que o próprio lutou contra aquilo que podemos chamar de interpretação das palavras. Ao interpretar o povo aumentava e diminuía. O próprio inimigo de Deus ao tentar Jesus no deserto usou da má interpretação do texto bíblico, acrescentando aquilo que o texto não diz. No sermão do monte Jesus dizia: “ouvistes o que foi dito, eu porém vos digo” em um mais uma tentativa de ajudar o povo a melhor interpretar as palavras. Em outro momento o assunto era pureza ou contaminação, quando Cristo se assenta em uma mesa para comer. Nessa ocasião Cristo acrescenta que a verdadeira impureza estava no coração.

A grande verdade que nossa comunidade sobre até os dias de hoje por uma interpretação bíblica sem métodos adequados, ou até mesmo, centrados em sí mesmo e em uma agenda pessoal, e não a do próprio texto bíblico. Um problema desde que o mundo é mundo, e o povo é povo, como vemos nessa passagem.

 3 Os vossos olhos viram o que o SENHOR fez por causa de Baal-Peor; pois a todo homem que seguiu a Baal-Peor o SENHOR, vosso Deus, consumiu do vosso meio.

 4 Porém vós que permanecestes fiéis ao SENHOR, vosso Deus, todos, hoje, estais vivos.

 5 Eis que vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o SENHOR, meu Deus, para que assim façais no meio da terra que passais a possuir.

Havia um grupo que permanecia fiel. Essa é a lembrança de Deus. Em um momento de apostasia e idolatria, um grupo de pessoas não se curva diante outros Deuses.

Nesse novo recomeço era preciso pensar em fidelidade/infidelidade e suas consequências. Bênçãos e maldições a distância de uma escolha. Os momentos de fidelidade fizeram parte da jornada, e a recompensa era aquele momento, viver a mesma realidade de fidelidade naquele novo lugar.

 6 Guardai-os, pois, e cumpri-os, porque isto será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que, ouvindo todos estes estatutos, dirão: Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente.

 7 Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o SENHOR, nosso Deus, todas as vezes que o invocamos?

 8 E que grande nação há que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que eu hoje vos proponho?

Destaco as expressões referentes a tamanho, título da lição dessa semana. O tamanho do povo servia de testemunho. Os outros povos reconheceriam sua inteligência e sabedoria pois decidiram ouvir e obedecer. Sabedoria, ouvir e obedecer estão ligados no texto bíblico. São praticamente sinônimos.

Esse testemunho serviria para comunicar uma mensagem importante: A identidade do Deus dessa grande nação. Uma nação grande e sabia testemunharia de um Deus próximo, que responde as invocações desse povo. A grande do povo se justificaria em revelar o Deus desse povo. Um Deus de perto, e não de longe. Um Deus que caminha junto. Um relacionamento entre “chegados” como o próprio texto diz.

Por fiz o tamanho se justificaria no testemunho da justiça. Essa nação se fará grande ao revelar em seus atos a justiça de Deus. E por ter estatutos justos, e agir com justiça, revelaria um Deus justo.

Logo, as três razoes acima da grandeza do povo não se justificaria neles mesmo, nem mesmo eu seu tamanho numérico, pois com certeza havia nações maiores, mas sim em um Deus sábio, próximo e justo.

 9 Tão-somente guarda-te a ti mesmo e guarda bem a tua alma, que te não esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e se não apartem do teu coração todos os dias da tua vida, e as farás saber a teus filhos e aos filhos de teus filhos.

O segredo da grandeza ou do sucesso é a memória. Israel deveria se lembrar. Não de quem eles eram, mas de daquilo que Deus havia feito. Se lembrar e contar para seus filhos de um Deus que age na vida e na história de cada um de seus filhos.

Pr. Lúcio Henrique Pereira
Centro Universitário UNASP

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