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08/10/2021

Comentário Lição 02

A Lição da história de Moisés
Tema Geral

“Quando os filhos de Israel estavam prestes a entrar em Canaã, Moisés lhes deu uma lição de história, tema que se repete em toda a Bíblia: lembre-se do que o Senhor fez por você no passado.

Deveríamos atentar para esse conselho, considerando que estamos nas fronteiras de uma terra prometida melhor: ‘Ao recapitular nossa história, revendo cada passo de nosso progresso até o momento atual […] encho-me de admiração por Cristo e de confiança Nele como Líder. Nada temos a temer em relação ao futuro, a menos que nos esqueçamos da maneira pela qual o Senhor tem nos conduzido e de Seus ensinos em nosso passado’ (p. 13).

Verso para Memorizar

“Todos eles comeram do mesmo alimento espiritual e beberam da mesma bebida espiritual. Porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo” (1Co 10:3,4).

Domingo – O ministério de Moisés

“A presença de Moisés é sentida em toda a Bíblia. Embora não seja mencionado até Êxodo 2:2, ele escreveu o livro de Gênesis, a história oficial sobre quem somos, como chegamos aqui, por que as coisas estão tão ruins e, ainda, por que podemos ter esperança. A criação, a queda, a promessa de redenção, o dilúvio, Abraão, o evangelho – todos têm suas raízes em Gênesis, e seu autor foi o profeta Moisés.

Embora Moisés não tivesse nada a ver com o pecado no episódio descrito no texto [rebeldia do povo de Israel], ele buscou interceder pelo povo pecador e estava disposto a perder até sua própria salvação por ele […] na reação de Moisés diante do pecado do povo o vemos no papel de intercessor em favor de um povo caído e pecador, sendo precursor de Jesus, nosso Intercessor (ver Hb 7:25)” (p. 14).

Comentário

Moisés foi um grande herói da fé e um grande profeta. Uma das marcas do profetismo reside na habilidade de não apenas ser a “boca de Deus” para o povo, mas, também em ser “a boca do povo” para Deus. Quando ele intercede por Israel no monte Sinai, mesmo sendo inocente na história, Moisés antecedendo o que aconteceria com outros profetas no futuro, e, principalmente, prevendo o papel de Jesus como nosso Intercessor.

Segunda – Profecia cumprida

“Se Deus é tão preciso com as coisas físicas, certamente é perfeito com as espirituais. No início de Deuteronômio, podemos aprender mais da incrível precisão divina […] Em resultado disso [do povo e dos espias se acovardarem diante dos canaanitas], Deuteronômio começa no quadragésimo ano. Ou seja, a palavra profética de Deus é tão confiável quanto o próprio Senhor, e nos versos iniciais desse livro vemos evidência disso. Deus sempre cumpre Sua palavra” (p. 15).

Comentário

Por causa da desobediência e covardia do povo de Israel, Deus os puniu severamente. A jordana rumo a Canaã, que demoraria dias, acabou demorando 40 anos. Até que a geração medrosa não tivesse morrido, Israel não estraria na Terra Prometida. Deuteronômio começa justamente no quadragésimo ano indicado por Deus. Deus é o autor da vida e o autor da história.

Terça – Mil vezes mais numerosos

“Em meio às peregrinações no deserto, eles foram abençoados pela graça […] E Moisés pediu a Deus que lhes multiplicasse mil vezes mais do que o Senhor já havia feito! […] Mesmo quando o Senhor estava presente entre eles, havia a necessidade de organização, de um sistema de prestação de contas. Israel era um qahal, uma congregação organizada (Dt 31:30), precursora da ekklesia do NT, palavra grega para “igreja […] A igreja no presente, assim como o qahal daquela época, precisa ser um corpo unificado com pessoas desempenhando vários papéis segundo seus dons” (p. 16).

Comentário

Israel começou a ser um povo de verdade no deserto, um lugar inóspito, hostil e inabitável. Mas foi justamente no deserto passou, de um conglomerado de tribos, a uma grande nação. E para lidar com milhares de pessoas, Moisés organizou o povo, de tal forma que Israel se tornou uma grande qahal, ou seja, uma congregação organizada. Isso foi precursor do modelo de igreja apresentado no Novo Testamento, chegando até os dias atuais.

Quarta – Cades-Barneia

“Uma sombra paira sobre as primeiras partes de Deuteronômio: o relato de Cades-Barneia. Essa história infeliz definiu o primeiro cenário relatado no livro [Nm 14 e Dt 1:20-46] […] O relato contém um tema encontrado na Bíblia: Deus deve ser glorificado em Seu povo. A glória, a bondade, o amor e o poder divinos devem ser revelados em Sua igreja, pelo que Ele faz por meio de Seu sempre as pessoas tornam isso fácil, mas no final das contas Deus quer ser glorificado por meio de suas ações” (p. 17).

Comentário

A história se repete: Israel se rebela contra Deus, Deus enfurecido quer destruir o povo, mas Moisés, como líder e profeta, intercede pela vida dos israelitas. Essa é uma cena padrão do Pentateuco. Nesse episódio, dos espias de Cades-Barneia, Moisés implora pela misericórdia de Deus, falando que os outros povos veriam com “bons-olhos” o primogênito de Adonai ser destruído pelo próprio Deus. Deus atende o pedido de Moisés, mas, como visto anteriormente nessa semana, a geração medrosa não entraria em Canaã.

Quinta – A iniquidade do amorreu

“Em Deuteronômio 2 e 3, Moisés continuou a recontar a história israelita e como, com a bênção divina, eles derrotaram seus inimigos. Quando foram fiéis, Deus lhes deu a vitória, mesmo sobre gigantes. Isso traz à tona o incômodo assunto da destruição dessas pessoas. Embora os filhos de Israel muitas vezes falassem primeiro de paz a uma nação (Dt 20:10, 11), se aquele povo não aceitasse a oferta, algumas vezes os israelitas o destruía, incluindo mulheres e crianças.

Por enquanto, dadas as informações limitadas sobre o contexto dos acontecimentos, aceitamos a realidade e confiamos na bondade divina, revelada de tantas outras maneiras. Fé não é apenas amar a Deus quando tudo está bem, mas é confiar Nele, apesar do que não entendemos totalmente” (p. 18).

Comentário

Talvez uma das partes mais difíceis de conceber da Palavra de Deus seja o extermínio por completo do povo de Canaã pelo povo de Israel. Como que um Deus justo e amoroso permitir, e por vezes, ordenar tal matança? Gênesis 15, de certa forma, esclarece essa pergunta. Deus é “misericordioso, longânimo e tardio em julgar”, como declara Moisés. Mas isso não exclui que Ele também é justo. Por vezes podemos não entender a justiça divina. Todavia, é necessário ter fé, confiando que Ele sabe o que é o melhor.

Sexta – Estudo adicional

Perguntas para consideração (p. 19)

  1. No milênio, as perguntas serão respondidas. Isso nos ajuda a confiar em Deus?
  • O modo pelo qual Deus guiou você no passado o ajuda a confiar Nele quanto ao futuro?
  • Seria correto perder a vida para salvar o povo, sabendo do custo para resgatá-la?

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Gustavo Kinderman

Capelão do Colégio Unasp-HT – Ensino Fundamental ll e Ensino Médios

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