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Comentário Lição 01

Prefácio de Deuteronômio

25 de Setembro a 1º de Outubro de 2021

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Tema Geral

“O Livro de Deuteronômio não surgiu num vácuo. Como tudo na vida, a obra surgiu num contexto que desempenha papel importante na compreensão do significado e do propósito do livro. Muitos eventos anteriores explicam as circunstâncias, não somente do livro, mas do mundo e do ambiente que criou seu cenário.

Nosso nível de compreensão de Deuteronômio também seria superficial se buscássemos abranger os milhares de anos de história existente antes dele em apenas uma semana de estudo. Mas, ao focalizar os pontos altos, é possível ver o contexto necessário para melhor compreensão dessa obra, que tanto tem a ver com a ‘verdade presente’” (p. 6). O presente estudo vai analisar de forma profunda o livro de Deuteronômio.

Verso para Memorizar

“Quem não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (1Jo 4:8)

Domingo – Amar para ser amado

“Em 1João 4:8 está escrito: ‘Deus é amor’. Por mais simples que sejam essas três palavras (quatro em grego), a ideia por trás delas é tão profunda, que mal podemos compreender suas implicações. Elas não dizem e Deus ama, nem que Deus revela amor, ou que o Senhor é uma manifestação do amor, mas que Ele é amor, como se o amor fosse a essência da identidade divina. Como seres humanos caídos, não somos capazes de entender totalmente o que a expressão ‘Deus é amor’ significa […] A verdade de que ‘Deus é amor’ nos ajuda a entender melhor a ideia de que o governo divino reflete esse amor em toda a Sua criação.

O amor, porém, deve ser doado. Deus não pode forçá-lo. Portanto, quando criou seres inteligentes e racionais no Céu e na Terra com a capacidade de amar, sempre existiu o risco de que eles não Lhe correspondessem. Alguns não o fizeram e, como resultado, teve origem o que conhecemos como o grande conflito” (p. 7).

Comentário

Deus é amor, a Bíblia deixa claro isso. O amor não é apenas um atributo divino, mas é inerente a Ele, pois Ele é o próprio. Essa essência faz com que o Eterno dê liberdade para suas criaturas. Deus não criou robôs, Ele criou seres inteligentes e com a possiblidade fazer suas escolhas. Infelizmente uma dessas criaturas, um anjo chamado Lúcifer, escolheu desobedecer ao seu Criador, e por causa disso houve guerra no céu.

Segunda – A queda e o dilúvio

“Após a queda, as coisas foram de mal a pior, até o ponto em que o Senhor concluiu sobre as pessoas ‘que todo desígnio do coração delas era continuamente mau’ (Gn 6:5). E se seus pensamentos eram ruins, suas ações também eram, até que o Senhor destruiu o mundo inteiro com um dilúvio, dando à humanidade uma chance de recomeçar, numa espécie de segunda criação. No entanto, como mostra a história da torre de Babel (Gn 11:1-9), a humanidade ainda parecia decidida a desafiar Deus […] Além de confundir sua linguagem, Deus espalhou a humanidade caída pela face da Terra” (p. 8).

Comentário

Deus também criou seres humanos quem tinham o dom divino da liberdade. Porém, assim como o anjo rebelde do céu, eles escolheram o caminho da desobediência. Depois do pecado, Deus interveio na história algumas vezes, como na expulsão de Adão e Eva do Jardim, o dilúvio e a confusão das línguas na Torre de Babel.

Terça – O chamado de Abraão

“Abrão (mais tarde chamado Abraão) aparece pela primeira vez na genealogia de Gênesis 11, logo após a menção da dispersão de Babel […] Muitos séculos depois, o apóstolo Paulo, ao tentar lidar com a heresia dos gálatas, apontou para Abraão, mostrando que o chamado de Deus ao patriarca foi uma expressão inicial do que sempre foi a intenção de Deus: o evangelho ao mundo. ‘Saibam, portanto, que os que têm fé é que são filhos de Abraão. Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria os gentios pela fé, preanunciou o evangelho a Abraão, dizendo: ‘Em você serão abençoados todos os povos’. De modo que os que têm fé são abençoados com o crente Abraão’’ (Gl 3:7-9) (p. 9).

Comentário

A história do povo de Israel começa com Abraão, um homem que foi chamado para ir para uma terra estranha, e a partir dele Deus constituiria uma grande e todas as famílias da terra seriam abençoadas. Ao longo de Gênesis nós vemos a história da família de Abraão e, apesar de imperfeita, Deus foi cumprindo através dela.

Quarta – A aliança no Sinai

“O êxodo e tudo o que o envolveu, desde o sangue no batente da porta até o drama no Mar Vermelho, impressionaram os sobreviventes.  (E os que morreram, desde os primogênitos no Egito até os soldados no fundo do mar, Deus os julgará com justiça) […] Deus chamou os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. Com eles estabeleceu aliança, e eles seriam a divina ‘propriedade peculiar dentre todos os povos. Porque toda à terra é’ Dele (Ex 19:5). Esse relacionamento foi fundamental para a aliança.

Deus lhes transmitiu estipulações da aliança (a parte deles no acordo, por assim dizer) e os Dez Mandamentos (Ex 20). Assim, a aliança foi ratificada. Depois de aspergir com o sangue das ofertas um altar recém-construído, Moisés ‘pegou o livro da aliança e o leu para o povo’ (Êx 24:7). O povo novamente declarou que obedeceria (p. 10).

Comentário

Assim como havia acontecido com Abraão no passado, Deus, agora, faz uma aliança como todo o povo de Israel. Essa aliança foi firmada no Sinai, logo após a saída do povo do Egito.

Quinta – Apostasia e punição

“‘Tudo o que o SENHOR falou faremos’ (Êx 19:8; 24:3; 24:7). Embora, sem dúvida, era isso mesmo que o povo quisesse dizer, a história sagrada mostra que, infelizmente, suas ações, vez após vez, contradisseram suas palavras. Eram o povo escolhido, fizeram aliança com o Senhor, mas não cumpriram sua parte no acordo […] Muitas vezes a desobediência resulta não apenas de franca rebelião (embora isso aconteça), mas também de deixar de confiar no que Deus diz. O que tornou o pecado desses homens ainda mais hediondo para Israel foi o fato de todos eles tinham testemunhado a ação divina: ‘Viram a Minha que glória e os prodígios que fiz no Egito e no deserto, e mesmo assim Me puseram à prova já dez vezes e não obedeceram à Minha voz’ (Nm 14:22). Apesar de tudo o que viram e experimentaram, ainda se recusavam a obedecer ao Senhor e a tomar a terra, apesar das promessas divinas de que teriam sucesso (Nm 13, 14) (p. 11).

Comentário

Apesar de terem aceito entrar em aliança com Deus no Sinai, o povo de Israel quebrou essa aliança por várias e várias vezes, apesar de todo o cuidado e amor divino por eles.

Sexta – Estudo adicional

Perguntas para consideração

  1. Diante do sofrimento no mundo, valeu a pena Deus oferecer amor gratuito?
  2. Se a obediência é central na Bíblia, o que é o legalismo? O que pode transformar a fidelidade à Palavra de Deus e aos Seus mandamentos na armadilha do legalismo?
  3. Quais são os paralelos entre o antigo Israel e a Igreja Adventista do Sétimo Dia? Por que devemos nos preocupar com eles?

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Gustavo Kinderman

Capelão do Colégio Unasp-HT – Ensino Fundamental ll e Ensino Médio

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