Culto Divino
06/08/2021
Meditação diária 07/08
07/08/2021

Comentário da Lição da Escola Sabatina 06/3ºTrim.

Encontrando descanso nos laços familiares

Esboço

  1. Quando a família não é perfeita.
  2. Quando você começa do zero.
  3. Quando não és ninguém.
  4. Quando há problemas nas relações.
  5. Quando você enfrenta novos desafios.
  1. Segundo White, Deus deseja que nossas famílias sejam símbolos da família do Céu. Nunca vos esqueçais de que deveis tornar o lar alegre e feliz para vós mesmos e para vossos filhos, absorvendo os atributos do Salvador. Se introduzis a Cristo no lar, discernireis o bem do mal. Estareis aptos a ajudar vossos filhos a serem árvores de justiça, dando os frutos do Espírito. Carta 29, 1902. Observamos que na história de José ele, dava ouvidos às instruções de seu pai e temia ao Senhor. Era mais obediente aos justos ensinamentos do pai do que qualquer de seus irmãos.

Entesourava suas instruções e, com integridade de coração, amava e obedecia a Deus. Afligia-se com a conduta errônea de alguns de seus irmãos e bondosamente suplicava que seguissem uma direção justa, abandonando seus maus atos. Isto só fazia revoltarem-se contra ele.

Seu ódio do pecado era tal que ele não suportava ver seus irmãos pecando contra Deus. Levou o assunto diante de seu pai, esperando que sua autoridade pudesse reformá-los. A exposição de seus erros enraiveceu os irmãos contra ele. Tinham observado o grande amor do pai por José, e sentiram inveja dele. Essa inveja se transformou em ódio, e finalmente na disposição de matar.

Os conflitos na família de José já vinham acontecendo há muito tempo. Na casa de seu bisavô Abraão, houve conflito com Sara e Hagar. Isaque favoreceu Esaú, enquanto Rebeca favoreceu Jacó. Jacó se casou com duas mulheres que foram rivais a vida toda. Isso nos mostra claramente que em um mundo de pecado é difícil encontrar um modelo de família perfeita.

Mas tudo pode ser diferente quando encontramos descanso aos pés do criador, uma transformação ocorre pela fé, exemplo disso é que Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu unigênito aquele que acolheu alegremente as promessas, Hebreus 11:17

O vínculo da família é o mais íntimo, o mais terno e sagrado de todos na Terra. Foi designado a ser uma bênção à humanidade. A Ciência do Bom Viver, págs. 356 e 357.

  • Os irmãos de José tinham o propósito de matá-lo, mas finalmente se contentaram em vendê-lo como escravo, para evitar que se tornasse maior do que eles. Pensavam tê-lo colocado onde não seriam mais atormentados com seus sonhos e onde não haveria possibilidade para seu cumprimento. Mas a própria conduta que seguiram, Deus utilizou para fazer cumprir aquilo que desejavam jamais viesse a ocorrer que ele tivesse domínio sobre eles.

Deus não deixou José ir sozinho para o Egito. Anjos prepararam o caminho para sua recepção. Enquanto viajava, em desespero, olhava para as tendas de seu lar à distância. Lembrando das lições aprendidas em sua família sobre confiar em Deus, não se permitiu desanimar.

Ele decidiu confiar plenamente em Deus e fazer a sua vontade. José levou consigo a dor, os relacionamentos complicados e a ansiedade ao viajar para o Egito, para onde foi vendido. A viagem não foi tranquila, e ao longo do trajeto era difícil conter as lágrimas. Deus é especialista em transformação, veja como “todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus”. De escravo, passou a braço direito de Potifar.

O Senhor protegeu e abençoou José, preparando um caminho cheio de oportunidades para ele mostrar suas habilidades e seu valor. A fim de encontrar descanso, devemos tomar a decisão de seguir a Deus. Mesmo que nossos pais tenham sido gigantes espirituais, sua fé não é transmitida geneticamente.

  • Vendo então Potifar que o Senhor era com José e que tudo o que ele fazia o Senhor prosperava em suas mãos, alcançou José favoritismo perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha” (Gênesis 39:1-4).

O jovem José era o favorito de seu pai. Agora ele era um ninguém, um escravo invisível. Nesta situação, sua autoestima deve ter sido completamente quebrada. Mas a estima de José não era baseada no que os outros pensavam dele, mas no valor que ele tinha aos olhos de Deus.

No Egito, José foi exposto a todo tipo de tentações nada comuns. Ele estava no meio da idolatria. O culto aos deuses era cheio de requinte e realeza, apoiado pela riqueza e cultura da maior potência política e militar do mundo antigo.

O ruído, a sensualidade e o vício estavam ao redor dele todos os dias. Longe dos seus pais, indignado com toda injustiça que sofreu, José poderia ter-se entregado a esse estilo de vida, e pode ser que conseguisse algumas vantagens passageiras. Por mais que parecesse, Deus não se esqueceu de José. Em Gênesis 41, José interpretou os sonhos do Faraó. Essa foi a oportunidade para José mostrar a todo alto escalão egípcio que ele servia o Deus dos deuses, o único Deus.

O dom de interpretar sonhos “não está em mim; mas Deus dará a resposta favorável ao Faraó” (Gênesis 41:16). José não apenas deu a interpretação do sonho (Gênesis 41:17-24), mas também mostrou a solução para que o Egito prosperasse nos sete anos de fartura e sobrevivesse aos sete anos de fome, ajudando outras nações ao redor (Gênesis 41:33-36).  

A lição da Escola Sabatina desta semana apresenta um pensamento central: Deus não nos abandona quando enfrentamos desafios. Se, como José, escolhermos ser fiéis ao Pai nas horas difíceis, Ele nos preparará para algo muito maior do que podemos imaginar. José foi um jovem competente e íntegro, ao ser tentado pela esposa de Potifar, ele se manteve forte e não cedeu aos desejos dela, mesmo assim foi preso injustamente pela calúnia da mulher.

Às vezes pagaremos um alto preço para manter a nossa integridade cristã num mundo cujo sistema é dominado pelo maligno, mas Deus está conosco assim como esteve com José. 

  • A Bíblia raramente menciona as características físicas das pessoas, “porque o Senhor não vê como o ser humano vê. O ser humano vê o exterior, porém o Senhor vê o coração” (1Sm 16:7). Nesse caso, a boa aparência de José parece ter sido mais um obstáculo do que um auxílio em sua busca pela pureza e fidelidade aos princípios de Deus.

A narrativa bíblica indica que aquela não foi uma tentação isolada. A esposa de Potifar o perseguia repetidamente (Gn 39:10). José tentou explicar sua motivação para sua decisão (Gn 39:8, 9), mas pareceu não funcionar. José aplicou princípios bíblicos a todas as circunstâncias (Gn. 39:9).

Ele tratava com amor e ternura com quem se relacionava, mas Deus era o primeiro. Não devemos agradar ninguém ao custo de transgredir um único mandamento divino. A imoralidade sexual pode trazer prazer no momento, mas depois causa mais sofrimento do que você alguma vez poderia imaginar. Mesmo se levar muito tempo, é melhor esperar pelo casamento.

  • Apesar das humilhações que sofrera, da rejeição e do desprezo dos irmãos, o Senhor já havia planejado e estava dirigindo o curso dos acontecimentos que colocariam seu servo no trono. Ao interpretar um sonho do Faraó, José teria sua vida totalmente transformada, pois o Espírito de Deus estava com ele. Faraó ficou tão impressionado com a sabedoria e com os conselhos de José, que o nomeou governador sobre toda a terra do Egito.

Depois disso, José foi instrumento de Deus para matar a fome de seus irmãos, aos quais também perdoou. Ele poderia ter se vingado deles, mas, em vez disso, disse: “Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós” (Gênesis 45.5).

E assim, José é lembrado como um dos maiores homens da história, porque permitiu que Deus fosse o Deus dos seus sonhos. Se sempre agirmos como José, compreenderemos que Deus vai cumprir a promessa que nos fez e que Ele jamais nos abandona. José havia colocado sua reputação e interesses nas mãos de Deus. E embora ele tivesse sofrido aflição por um tempo, a fim de que fosse preparado para ocupar uma posição importante, Deus guardou com segurança aquela reputação que tinha sido manchada por uma perversa acusadora.

Depois, no momento certo, Ele fez com que José resplandecesse. Deus fez até mesmo da prisão o caminho para a exaltação de José. A virtude, com o tempo, trará sua recompensa. O escudo que cobria o coração de José era o temor de Deus, que o fazia ser fiel e justo ao seu senhor, e fiel a Deus.” (Ellen G. White, The Spirit of Prophecy, v. 1, p. 132).

OBS: Esse comentário é fruto de seleção de ideias de outros comentaristas da lição, da própria lição da escola sabatina e do Espírito de profecia de Ellen White.

Feito por Admilson Almeida.

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