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Comentário da lição 12

Deus disse a Jonas: “E você não acha que Eu deveria ter muito mais compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem distinguir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?” (Jn 4:11).

Comentários

Quando Deus pedir coisas difíceis demais, não se preocupe, Ele sabe o que faz.

Veja o que aconteceu com Jonas, o relutante missionário fujão. A história é contada na bíblia, no livro que leva o seu nome e começa assim:“Veio a palavra de Deus a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Dispõe-te, vai…Enquanto a palavra de Deus a ele vinha, o profeta, do Deus da palavra fugia.

Fugia porque a ordem era de ir à cidade de Nínive, que fazia parte da Assíria, terror de alguns séculos atrás, uma pedra no sapato de Israel. Localizada a margem leste do rio Tigre, na Mesopotâmia, a poderosa Nínive, que chegou a ser capital da Assíria, por volta de 700 A.C., era uma cidade transgressora e impenitente. E não sem razão a maldade aqui se explica, porque Nínive foi construída por Ninrode, “o valente caçador” contra o Senhor, conforme a correta tradução de Gênesis 10:9 a 11. Este maldoso Ninrode, fundador da Babilônia, era neto do filho mais novo de Noé, o perverso Cam, aquele que divulgou desrespeitosamente aos seu irmãos que o pai estava na tenda embriagado e nú, lembra? Pois é, veja como se reproduz o mau-caráter.

Diante disso,“Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do Senhor”. O profeta não queria ir a Nínive, a cometedora dos pecados das grandes cidades. Mas Davi, o melhor rei de Israel, chamaria isso de um paradoxo ingênuo. Pois para onde poderia o homem fugir da face do Senhor?. “Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também;”. (Samos 139.7- 8).

Jonas, passou por alto esse detalhe, num gesto de insana independência embarca para “longe” do Senhor, ao extremo contrário do seu destino ordenado. De fato, não obedecer a Deus é buscar no lado oposto a ilusão de se chegar a lugar algum. Na louca prepotência da sabedoria humana embarcam-se milhares em navios errados, enchendo as velas com ventos que levam a perdição, até que a tempestade vem.

Pois não há erro sem consequência, não há caminho fácil melhor que o caminho certo. Sempre o pecado levará à tormenta as embarcações, causando os traumas de uma aventura mal sucedida, com consequências destrutivas à alma, à família, à igreja, e às nações. O pecado não somente nos tira da rota, mas nos inquieta e nos perturba. O pecado nos engana enquanto nos impulsiona contra o descontentamento de Deus.

E não há marinheiros que sustentem navios no erro. Lançado ao mar, Jonas encontra a Deus na barriga de um grande peixe. Sobre isso, dirão alguns, que coisa absurda, isso não acontece! Dirão outros, absurdo é viver sem Deus, e muitos há que ainda tentam! Nas entranhas do gigante peixe, o profeta ora,“lançado estou diante dos teus olhos”. Tão verdade quanto é impossível ao homem esconder-se de Deus, é ser possível a ele afastar-se do Pai.

Mas quando a consciência é despertada nada a acalmará, senão confessar a trangressão e voltar-se para o Senhor. Cheirando a peixe, o profeta ora, Deus responde. Não há oração arrependida que Deus se recusa ouvir. Mesmo nas mais constrangidas circunstâncias, Deus abre espaço para a ouvir a prece sincera, de um coração que busca restabelecer a comunhão. Jonas exclama:“…tornarei, por ventura a ver o teu santo templo?. Sim, ele tornaria.

A resposta, vem ao terceiro dia, com uma poderosa cuspida na praia, ao que o teólogo Moody, embasado no pensamento hebraico dirá:“o homem ouve a Deus quando o obedece, e Deus ouve ao homem quando o livra.”. A vontade de Deus leva para a terra firme, e Jonas vai pregar aos habitantes descarados de Nínive, a transgressora cidade de 3 dias de caminhada.

Um pouco de sinceridade não faz mal a ninguém. Qualquer pessoa num espasmo de franqueza se perguntaria se Nínive merecia tanto esforço assim. Deus ama cada tipo de gente… “De fato, a misericórdia do Senhor é causa de não sermos consumidos”. Assim como Nínive, naquela ocasião não foi. Não foi destruída porque se arrependeram, desde o Rei até a criança. Desagradar-se do pecado agrada a Deus. Jonas havia cumprido a missão com absoluta efetividade, sendo o primeiro missionário chamado a pregar aos gentios da terra estranha e todos ouviram! Jonas foi uma poderosa luz na escuridão.

Mas o profeta se ira. Não era capaz de entender a misericórdia. A graça de Cristo era para ele insuportável. O segredo de Jonas é que não temia a maldade do nínivitas, mas a bondade de Deus. Jonas agiu como irmão do filho pródigo, incapaz de entender a bondade do Pai. Ninguém pode ressentir-se do amor que Deus quer dar. Amigo, aqui vai um recado: quem compreende o amor de Cristo não terá surpresas no Céu. Até o ladrão na cruz foi salvo no último segundo. Deus é longânimo. E a Sua benignidade não se rompe como a nossa transgressão, mas permanece como corda firme em total disposição.

Jonas é o único profeta com o qual Cristo faz comparação. Em comentário bíblico Moody dirá:“o que Jonas suportou em figura” (Hb 11.19 – uma figura semelhante de morte) Jesus suportou em realidade”. Aos moralistas fariseus que recusavam dividir a graça e amor de Deus, em Mateus Jesus diz:“ Assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do homem estará três dias e três noites no coração da terra. Ninivitas se levantarão, no juízo, com esta geração e a condenarão; porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis aqui está quem é maior do que Jonas”.

A história de Jonas nos serve a missionária reflexão de que os servos de Deus devem ir aonde Ele os mandar, ir quando os chamar, e fazer aquilo que Ele lhes ordenar, pois Deus faz de um pequeno lampejo de luz uma oportunidade de arrependimento total.“Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia, e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão” (Rm 9.14-15). 

Wagner Teoro
Membro da igreja UNASP HT

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