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Comentário da Lição 03

Aliança Eterna

Lição 3 – de 9 a 15 de outubro

            Certamente você já assistiu ou até participou de um casamento. Há um momento muito significativo quando os noivos se dão as mãos e fazem seu voto, o compromisso público de fidelidade e amor eternos.

            Dar as mãos para firmar um compromisso é simbólico, mas o que representa é tão significativo, que chefes de estado fazem questão de serem fotografados atestando seus acordos.

O ato também é significativo quando patrão e empregado chegam a um acordo, ou quando um novo funcionário é admitido numa empresa.

            Não enche seu coração de reverência e amor, a surpreendente declaração apresentada na lição desta semana por Ellen White, onde, abrindo nossos olhos espirituais e “erguendo as cortinas” do passado, nos revela a cena de Deus e Jesus em um pacto de amor, sacrifício e sangue para a minha e a sua salvação?

 Releia, entrando na cena, lembrando que este pacto foi feito pensando em você, quando você nem mesmo existia ainda. Como um pai que se preocupa e se prepara para a chegada do filho, Ele Se preparou e te escolheu, sem depender da sua escolha…

“Antes que os fundamentos da Terra fossem lançados, o Pai e o Filho Se uniram em aliança para redimir o ser humano, caso ele fosse vencido por Satanás. Deram as mãos, em um solene compromisso de que Cristo Se tornaria o Fiador da humanidade. Esse compromisso foi cumprido por Jesus. Quando sobre a cruz Ele soltou o brado: ‘Está consumado” (João 19:30), estava Se dirigindo ao Pai. O pacto foi plenamente satisfeito. E agora Ele declarou: Pai, está consumado! Fiz, ó Meu Deus, a Tua vontade. Concluí a obra da redenção. Se a Tua justiça está satisfeita, ‘a Minha vontade, é que onde Eu estou, estejam também Comigo os que Me deste.” (João 17:24). (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 834).

Escolhidos para estar sempre com Ele! E que alto preço foi pago pela nossa infidelidade!

            Para que você, eu e toda a humanidade soubéssemos deste pacto, e de tudo o que isso envolve, alguém deveria falar e estender o privilégio da salvação a todos os povos e nações. É aí que entra Abrão, o primeiro a aceitar o pacto de “ser uma bênção,” para que nele fossem “benditas (abençoadas) todas as famílias da Terra” (Gênesis 12:  2-3).

E Abrão firmou a aliança “com um aperto de mão”, pois “creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça… àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça.” (Romanos 4:3 e 5)

            De Abraão, o pacto se estendeu para Isaque, Jacó e então, o seu descendente – Israel.

Saindo do Egito, onde foram salvos pela graça, misericórdia, bondade e escolha do Libertador, foram para o Sinai, onde, segundo Moisés, Deus renovou o pacto com Seu povo: “O Senhor nosso Deus fez conosco aliança em Horebe. Não com nossos pais fez o Senhor esta aliança, mas conosco, todos os que hoje aqui estamos vivos. Face a face o Senhor falou conosco no monte, do meio do fogo.” Deuteronômio 5:2-4

            Na solenidade da proposta de Deus de entrar em aliança, quando lhes deu os Dez Mandamentos escritos pelo Seu próprio dedo, a nação “apertou-Lhe as mãos” ao responder: “Tudo o que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos.” Êxodo 24:7

            Entretanto, nem Abraão, nem Isaque, Jacó ou Israel cumpriram fielmente a sua parte do concerto. Apesar disso, Deus foi fiel e cumpriu o que prometera, pois os escolhera, cuidara e cuidaria deles como filhos, uma vez que eram a Sua herança. (Deuteronômio 32:20.

É por isso, que Moisés, pouco antes do cumprimento da aliança relembrou: “Não é por causa da tua justiça, nem pela retidão do teu coração que entras a possuir a sua terra, mas pela impiedade destas nações o Senhor teu Deus as lança fora, de diante de ti, e para confirmar a palavra que o Senhor jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó.” Deuteronômio 9:5

O propósito, o objetivo divino na escolha da nação era o mesmo de quando escolhera Abraão. Eles deveriam ser fiéis, santos e especiais, um povo diferente, uma testemunha ao mundo, Daquele que criou o céu e a terra – o Único Deus! E do Seu desejo de salvá-los e levá-los para viverem Consigo por toda a eternidade.

Hoje, Deus ainda precisa de pessoas com quem possa entrar em aliança, para que o mesmo objetivo possa ser alcançado.

Ele nos convida dizendo: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes Daquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. “ 1 Pedro 2:9

A resposta a esse pacto é coletiva, mas ao mesmo tempo individual. Ele está com a mão estendida, esperando… Você vai “apertar a mão” e dizer: “Eis-me aqui, envia-me a mim”?  (Isaías 6:8)

Sonia Rigoli Santos

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